Piaui em Pauta

As razões do vice-presidente Michel Temer.

Publicada em 08 de Dezembro de 2015 às 21h03


?"O que o Supremo n?o pensaria de mim?” Com essa pergunta o vice-presidente da Rep?blica, Michel Temer, justificou hoje ao Blog do Moreno as raz?es que o levaram a evitar a discuss?o sobre a ilegitimidade do pedido e do acolhimento do processo de impeachment da presidente da Rep?blica. Esse seu esfor?o, segundo ele, foi arruinado pelas declara?es do ministro Jaques Wagner de que “assim como n?s, Temer n?o v? lastro jur?dico nesse pedido".

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--- Isso foi o que me deixou mais indignado. Como constitucionalista, n?o posso dizer um absurdo desses. Os cidad?os brasileiros que entraram com esse pedido cumpriram todo um ritual, dentro das normas estabelecidas pela Constitui??o. O presidente da C?mara, depois de examinar a proced?ncia desse pedido com o corpo jur?dico da Casa, exerceu o direito constitucional de acolh?-lo. Cabe ? presidente exercer tamb?m o seu direito constitucional agora de se defender e provar que agiu certo. Isso ? da democracia”.

E prossegue Michel Temer:

--- Provocado por duas a?es que pediam a interrup??o do processo, o Supremo Tribunal Federal as recusou, confirmando que tanto o pedido como o acolhimento cumpriram as exig?ncias constitucionais. A? chego eu e digo, pela boca do Jaques Wagner, e digo: “ N?o, est? tudo errado: quem pediu, quem acolheu e, principalmente, o Supremo!”. Tal coloca??o, me deixou mal pol?tica e juridicamente. E, muito constrangido, at? pelo respeito ao ministro Jaques Wagner, fui obrigado a desment?-lo, para n?o ficar mal perante ? sociedade e ? Suprema Corte do meu pa?s. Ningu?m estava discutindo o conte?do, o m?rito, mas o rito constitucional. Reconhecer a legitimidade dessses procedimentos n?o ? tomar posi??o contr?ria nem favor?vel ao impeachment.

Sobre as informa?es do outro ministro, Edinho Silva, de que daria assessoramento jur?dico ? presidente:

--- ? inconceb?vel, nos dois casos, que pessoas com a responsabilidade de ministros de Estados passem ? opini?o p?blica di?logos inexistente entre as duas principais autoridades do pa?s. Nesse caso, at? dew tentativa de apequenamento das reais fun?es constitucionais do vice-presidente da Rep?blica.

Conclus?o de tudo isso:

--- Acho que quando insistiram para que eu voltasse, a caminho do aeroporto, para me encontrar com a presidente, j? havia essa inten??o de me envolver com a tese da ilegalidade do pedido e do acolhimento. Foi uma conversa r?pida, de 15 a 20 minutos. Quando cheguei em S?o Paulo, j? haviam transformado esse encontro numa “reuni?o de uma manh? inteira”.

Vazamento da carta:

--- Eu me cerquei de todos os cuidados, mandando pessoa da minha confian?a entregar a carta de car?ter pessoal e confidencial ? presidente. Qual n?o foi a minha surpresa, ao desembarcar em Bras?lia na noite de segunda-feira?! Comecei a receber telefonemas de seus colegas jornalistas, querendo saber sobre o conte?do de uma carta confidencial. O vazamento n?o foi da parte do remetente. Seria incoerente e deselegante eu vazar ou mandar vazar uma carta pessoal, com caracter?sticas de desabafo. Mais uma vez, avaliei mal.
Tags: As razões do vice-pr -

Fonte: globo  |  Publicado por: Da Redação
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