Publicada em 07 de Maio de 2014 às 16h07
O presidente da Síria Bashar Assad e sua mulher recebem familiares de mortos em guerra civil no país
?Ve?culos de imprensa oficiais da S?ria publicaram nesta quarta-feira (7) fotografias do presidente Bashar al-Assad e sua mulher, Asma, cercado de crian?as, por causa do Dia dos M?rtires, em plena corrida rumo ?s elei?es presidenciais no pa?s, convocadas para 3 de junho. Assad ser? candidato, em busca de um terceiro mandato.
Imagem: AP Photo/SANAO presidente da S?ria Bashar Assad e sua mulher recebem familiares de mortos em guerra civil no pa?s
O l?der e sua mulher participaram de recep??o nesta ter?a (6) em um pal?cio presidencial, aonde foram filhos de v?timas do conflito no pa?s ?rabe, informa a ag?ncia Efe. Nas fotos, o casal, sorridente, abra?a e d? mostras de afeto aos menores.
A ag?ncia de not?cias oficial s?ria, Sana, assinalou que durante o ato o chefe de Estado disse que o Dia dos M?rtires significa muito para os s?rios: "Sempre estivemos orgulhosos de nossos m?rtires, que protegeram, junto a suas fam?lias, nossa p?tria".
Assad estimulou as crian?as a se sentirem orgulhosos de seus pais, que "ofereceram seu sangue pelo bem da p?tria e por cada cidad?o". "Se todo o mundo fosse forte e firme e n?o se deixasse intimidar, como voc?s e suas fam?lias, ter?amos certeza da vit?ria contra os terroristas", afirmou.
Em rela??o a isso, o l?der se mostrou convencido de que a S?ria realizar? algum dia a derrota dos "terroristas".
Retirada de rebeldes
A difus?o das imagens de Assad e de sua mulher coincidem com o in?cio da retirada dos rebeldes nesta quarta (7) da parte antiga da cidade de Homs, uma das fortifica?es da oposi??o, ap?s um acordo feito com as autoridades.
O ?ltimo grupo de rebeldes irredut?veis, h? mais de dois anos cercados pelas tropas governamentais, come?aram a deixar a ?rea antiga de Homs, no centro da S?ria, uma vit?ria para o regime s?rio a um m?s da aguardada reelei??o do presidente Bashar al-Assad.
A retirada de ao menos 1.200 combatentes, civis e feridos de Homs, tamb?m conhecida como a "capital da revolu??o" por ter sido palco das maiores manifesta?es contra o regime em 2011, ? resultado de um acordo in?dito conclu?do h? dois dias pelos rebeldes e as for?as de seguran?a da S?ria.
A retirada come?ou ?s 10h (4h, no hor?rio de Bras?lia) em ?nibus que tiveram suas janelas tapadas com papel, informa a ag?ncia AFP.
"At? o momento, 400 pessoas deixaram o enclave sitiado", indicou o Observat?rio S?rio dos Direitos Humanos (OSDH).
O governador de Homs, Talal al-Barazi, confirmou a sa?da de tr?s comboios rebeldes da ?rea antiga da cidade. "Se for poss?vel, um quarto grupo deixar? a cidade esta noite e a opera??o continuar? na quinta-feira".?Os comboios seguiram para Dar al-Kabira, uma cidade rebelde que fica 20 km ao norte.
"Vontade de chorar"
O presidente Assad, citado pela televis?o estatal, afirma que "o Estado apoia o processo de reconcilia??o nacional em todas as regi?es, porque deseja parar o derramamento de sangue e porque acredita que a solu??o para a crise n?o pode vir do exterior, mas dos pr?prios s?rios".
Para o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman, o que aconteceu ?, "sobretudo, uma derrota para a comunidade internacional".
Durante os dois anos de cerco, quase 2.200 pessoas morreram na parte antiga da cidade, de acordo com o OSDH. No centro hist?rico, completamente em ru?nas, j? n?o havia comida e outros produtos b?sicos."Sinto uma enorme vontade de chorar. Sinto que minha alma deixou meu corpo ao sair de Homs", relatou ? AFP um rebelde de Dar al-Kabira, Wael. Ele tamb?m disse que os rec?m-chegados estavam morrendo de fome e muito magros.
O acordo para a retirada tamb?m contempla a liberta??o de prisioneiros sob poder dos rebeldes na cidade de Aleppo, norte do pa?s.?Os rebeldes permitir?o ainda o acesso de ajuda humanit?ria ?s cidades xiitas de Nubol e Zahraa, cercadas pelos insurgentes.