Piaui em Pauta

Atirador pediu autorização para acertar suspeito na abertura da Copa

Publicada em 27 de Junho de 2014 às 17h16


?Um atirador da Pol?cia Civil chegou a pedir permiss?o para abater um suspeito durante a realiza??o da partida de abertura da Copa em S?o Paulo, em 12 de junho. De acordo com a Secretaria da Seguran?a P?blica (SSP), o homem que levantou as suspeitas do atirador era um policial militar que estava em local n?o permitido: perto da tribuna onde estavam a presidente Dilma Rousseff e outras autoridades. "A Secretaria da Seguran?a P?blica esclarece que, no epis?dio em quest?o, houve um erro de comunica??o que foi rapidamente sanado, sem maiores consequ?ncias", informou a pasta em nota (veja ?ntegra abaixo). A autoriza??o para fazer o disparo foi negada ap?s checagem da identidade do suspeito. O policial foi retirado da ?rea das tribunas, onde n?o deveria estar. As suspeitas ocorreram durante o segundo tempo da partida. A falha no sistema de seguran?a foi revelada na edi??o desta sexta-feira (27) pelo jornal "Folha de S. Paulo". O ministro do Esporte comentou o epis?dio nesta manh?. "Esse tipo de epis?dio n?o ? de dar opini?o. A seguran?a esclareceu que um atirador de elite flagrou, em ?rea proibida, a presen?a de algu?m portando arma e um colete de grupo de elite da pol?cia militar", esclareceu. "Como essa ?rea dava acesso ?s autoridades presentes, o atirador da pol?cia civil pediu permiss?o, autoriza??o, para alvejar o suspeito. Essa autoriza??o foi submetida a quem tem a atribui??o de conceder, e ela foi negada, para averigua??o e identificou-se que quem estava na ?rea era um policial militar retirado de l? posteriormente", afirmou o ministro. saiba mais "Time" monitora 24h sele?es da Copa para prevenir ataques e defender SP 40 pontos estrat?gicos de SP ser?o vigiados por 4 mil PMs durante a Copa O ministro da Justi?a, Jos? Eduardo Cardozo, afirmou que o incidente n?o teve maiores consequ?ncias. “Durante uma opera??o de seguran?a, voc? tem muitas situa?es que acontecem e ficam em um ?mbito interno. Essa [epis?dio do atirador] foi uma quest?o que ocorreu dentro de todos os protocolos", disse. "Eu acompanhei junto com o secret?rio, no Centro de Comando e Controle. Isso foi resolvido dentro dos protocolos e nem chegou para n?s. N?o houve consulta ao Centro de Comando e Controle. Quem conhece seguran?a p?blica sabe que voc? tem ‘n’ situa?es que acontecem que, se separadas do contexto, parece que t?m uma dimens?o muito maior do que t?m”, afirmou Cardozo. Mala e suspeitas sobre seguran?a De acordo com policiais ouvidos pelo G1, a confus?o envolveu agentes do Grupo de A?es T?ticas Especiais (Gate) da Pol?cia Militar e do Grupo Especial de Resgate (GER) da Pol?cia Civil. Dois homens do GER teriam sido autorizados pelo Ex?rcito a se posicionarem em um ponto no alto do est?dio para monitorar a movimenta??o: no ?ltimo pavimento antes da cobertura, sobre a "arquibancada sul". Dentro do est?dio, havia 15 homens do Gate que faziam inspe?es de seguran?a e estavam concentrados na garagem 2, no subsolo. Durante o segundo tempo, uma mala encontrada na ?rea externa da arena teria levado policiais desse grupo a se deslocar em busca de supostas amea?as ap?s comunicado do centro de controle. Ainda segundo fontes ligadas ao esquema de seguran?a ouvidas pelo G1, foi neste momento que o policial militar teria sido visto em uma ?rea perto das tribunas e despertado a aten??o do agente do GER que estava no alto do est?dio. A dupla de policiais civis que estava no alto do est?dio tinha um fuzil AR-15 e um bin?culo, de acordo com agentes ouvidos pelo G1. Ao verem o policial perto das autoridades, os policiais enviaram uma foto para seus superiores para solicitar autoriza??o para atirar. O pedido foi negado ap?s checagem do comando da opera??o. Secretaria nega risco de morte "Nota ? imprensa A Secretaria da Seguran?a P?blica reafirma que, no epis?dio envolvendo policiais paulistas durante a abertura da Copa, houve um erro de comunica??o que foi rapidamente sanado, sem maiores consequ?ncias. Ao contr?rio do que vem sendo divulgado por alguns ve?culos de comunica??o, em nenhum momento foi colocada em risco a seguran?a das autoridades e ou torcedores. Prova disso ? que o protocolo para que o sniper pudesse atuar sequer foi colocado em pr?tica. Este protocolo pressup?e tr?s etapas. 1. Autoriza??o para o atirador carregar a arma, que por raz?es de seguran?a est? desmuniciada. 2. Autoriza??o para que o snipper coloque o alvo na al?a de mira. 3. Autoriza??o para atirar. Nenhuma destas tr?s etapas foi deflagrada porque o erro de comunica??o foi rapidamente corrigido. Afirmar que quase houve morte nesta situa??o ? causar alarmismo."

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Fonte: Vooz  |  Publicado por:
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