Publicada em 26 de Junho de 2014 às 07h00
Imagem: O presidente da Fifa, Joseph Blatter, pretende tirar a Copa do Mundo de 2022 do Qatar quando receber o resultado da investiga??o sobre o suposto esquema de propina ligado ? candidatura.
Blatter j? recebeu a sinaliza??o de que o promotor americano Michael Garcia, chefe do Comit? de ?tica da Fifa, confirmar? que dinheiro e privil?gios foram distribu?dos a cartolas e federa?es no processo de escolha. saiba mais Copa n?o consegue animar empreendedores, diz pesquisa Fran?a e Equador ficam no 0 a 0; europeus encaram a Nig?ria Com 2 de Messi, Argentina vence a Nig?ria e joga oitavas em S?o Paulo N?mero de manifesta?es cai 39% ap?s o in?cio da Copa do Mundo Col?mbia pede retifica??o de TV que associou pa?s ? coca?na Leia mais sobre Copa 2014
Segundo a Folha apurou, Blatter confidenciou a dirigentes europeus que s? espera ter a investiga??o em m?os para discutir a mudan?a com os membros do Comit? Executivo, que escolheram o Qatar em dezembro de 2010 em disputa contra EUA, Austr?lia, Coreia do Sul e Jap?o.
Press?o de patrocinadores da Copa e aliados da pr?pria Fifa contribui para o recuo.
O esc?ndalo se agravou no come?o de junho depois que o brit?nico "The Sunday Times" publicou documentos comprovando, segundo o jornal, que pelo menos US$ 5 milh?es teriam sido gastos para o Qatar "comprar" apoios.
A investiga??o do promotor americano foi encerrada no ?ltimo dia 9. Garcia esteve no Congresso da Fifa, em S?o Paulo, assim como Blatter.
Seu relat?rio ser? entregue em julho, depois da Copa. A expectativa ? que at? outubro a decis?o seja tomada.
Imagem: Reprodru??oClique para ampliar
Mesmo que n?o se comprove que os votos do Comit? Executivo, cujos membros s?o indicados por associa?es e confedera?es, foram "comprados", o promotor pode sugerir nova vota??o para 2022.
Sobretudo diante das benesses a 30 federa?es africanas em troca de apoio dos quatro representantes da ?frica que faziam parte do comit? da Fifa na ?poca.
Em 2013, a Fifa alterou as regras para a escolha da sede a partir da Copa de 2026: n?o ser? mais o Comit? Executivo, mas os 209 delegados do seu Congresso.
Blatter n?o quer enfrentar o desgaste de manter uma Copa em sede sob suspeita, ainda mais porque o Comit? de ?tica pode punir individualmente quem estiver envolvido.
Recentemente, ele disse que a realiza??o do evento no ver?o do Qatar seria um "erro" por causa do calor que atinge o pa?s no meio do ano.
No Brasil, Blatter j? disse que a Fifa tem de carregar a "tocha da honestidade". Publicamente, nega que qualquer decis?o esteja tomada.
Com a anula??o da escolha, o su??o tentaria mostrar a inten??o de "limpar" a Fifa, abrindo caminho para emplacar uma nova candidatura ? presid?ncia, em 2015, ou um sa?da honrosa dela.
Atingiria tamb?m seu principal advers?rio e presidente da Uefa (a confedera??o europeia), Michel Platini, um dos mais influentes entusiastas da candidatura do Qatar.
O ex-jogador franc?s teve o nome mencionado no esc?ndalo por supostos encontro secretos com o catariano Mohamed Bin Hammam, ex-vice-presidente da Fifa e apontado como piv? da distribui??o do dinheiro.
Platini, que nega qualquer envolvimento no caso, ? o candidato ? presid?ncia da Fifa preferido das principais federa?es europeias que resistem ? reelei??o de Blatter.
Al?m de enfraquecer Platini, Blatter tamb?m atenderia a um desejo da m?dia, do governo e de cartola brit?nicos, que t?m feito uma campanha sistem?tica contra a escolha de 2022 depois que a Inglaterra perdeu para a R?ssia a sede de 2018.
O gesto ainda pegaria carona no poss?vel sucesso da Copa no Brasil, que come?ou sob temor de um fracasso de organiza??o, mas que at? agora tem sido bem sucedida.