O Brasil caiu da 4? para a 5? posi??o no ranking de ingresso de investimentos estrangeiros diretos (IED), segundo relat?rio da ag?ncia da ONU para o Com?rcio e Desenvolvimento (Unctad), divulgado nesta ter?a-feira (24) no pa?s pela Sociedade Brasileira de Estudos de Empresas Transnacionais e da Globaliza??o Econ?mica (Sobeet). Segundo o relat?rio, o Brasil recebeu US$ 64 bilh?es em 2013 ante um total de US$ 65,3 bilh?es que entrarm no pa?s em 2012. ? a primeira queda em valor desde 2009.?Com o recuo, a participa??o do pa?s no volume movimentado no mundo passou de 4,9% em 2012 para 4,4% em 2013. Esse fluxo de capital ? considerado pelos economistas como o melhor tipo de investimento, j? que esse dinheiro vem do exterior para a constru??o de f?bricas, infraestrutura, empr?stimos internos feitos por multinacionais e fus?es e aquisi?es de empresas. A lideran?a do ranking continua dos Estados Unidos, que recebeu no ano passado US$ 187,5 bilh?es em IED, superando os US$ 167,6 bilh?es de 2012. Em segundo lugar ficou a China, com US$ 123,9 bilh?es. O destaque do ano foi a R?ssia, que saltou da 8? posi??o, para a terceira, tendo recebido um total de US$ 79,3 bilh?es.?Hong Kong permaneceu ? frente do Brasil, com um total de US$ 76,7 bilh?es em IED. Para 2014, a Sobeet projeta que o volume de recursos em investimento estrangeiro no Brasil voltar? a cair, ficando em torno de US$ 60 bilh?es. J? a participa??o do pa?s no volume movimentado no mundo dever? cair para 3,8%. Dados divulgados nesta ter?a-feira pelo Banco Central brasileiro mostram que, de janeiro a maio, os investimentos estrangeiros diretos somaram US$ 25,34 bilh?es contra US$ 22,85 bilh?es nos cinco primeiros meses de 2013. A previs?o da institui??o, para todo este ano, permaneceu em US$ 63 bilh?es. Brasil tende a perder mais posi?es Na an?lise dos economistas da Sobeet, o Brasil tende a cair mais posi?es em 2014 e nos pr?ximos anos. “O Brasil perde f?lego e na aus?ncia de reformas e de novos impulsos ? produtividade e ? inova??o, tende a continuar perdendo posi?es”, avaliou o presidente da Sobeet, Lu?s Afonso Lima, citando ainda o baixo crescimento e o n?mero t?mido de acordos comerciais bilaterais. Ele projeta que o pa?s poder? fechar o ano na 9? posi??o do ranking. Segundo o economista, o volume de IED no Brasil atingiu o ?pice nos ?ltimos anos, impulsionado pelo boom de commodities e otimismo com o pa?s. “O ciclo de crescimento do pa?s precisa ser redefinido a partir de um modelo com menos consumo e mais exporta??o infraestrutura”, afirma Lima. Apesar da queda do Brasil no ranking, uma pesquisa feita pela Unctad com 164 grandes companhias coloca o pa?s como o 5? principal destino no radar das inten?es de investimento para os pr?ximos 2 anos, atr?s apenas de China, EUA, Indon?sia e ?ndia. “O Brasil n?o saiu do foco dos investidores estrangeiros. Pode n?o ser mais a bola da vez, mas com certeza continua uma bola importante”, diz o presidente da Sobbet. O cen?rio mundial tamb?m aponta para maiores dificuldades para atra??o de investimentos para os pa?ses em desenvolvimento. As proje?es da Unctad sinalizam que j? em 2014 as na?es mais ricas j? voltar?o a ficar com cerca de 50% do fluxo de IED, ap?s 3 anos com fatia abaixo das dos pa?ses em desenvolvimento. Investimento no mundo O fluxo total de IED movimentado no mundo cresceu 9% em 2013, para US$ 1,45 trilh?o, recuperando parte da queda do ano anterior, mas ainda abaixo dos US$ 1,7 trilh?o registrados em 2011. O relat?rio da Unctad afirma que o resultado deve ser visto com “otimismo com cautela”, uma vez que o volume ainda permanece abaixo do de 2006. A participa??o dos pa?ses em desenvolvimento no fluxo global de IED tamb?m recuou em 2013, de 54,8% para 53,6%. J? a fatia das economias desenvolvidas avan?ou de 38,8% para 39%. J? o volume de recursos recebidos pelo grupo dos pa?ses do chamado BRIC cresceu de 19,6% para 20,3%, puxado principalmente por R?ssia. A Sobeet destacou que dos 20 primeiros colocados no ranking de atra??o de investimentos, 10 s?o emergentes.