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"Brasil é o país do tapinha nas costas", diz Barbosa, que nega candidatura.

Publicada em 23 de Março de 2014 às 12h15


?O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Joaquim Barbosa, disse que o "Brasil ? o pa?s dos conchavos, do tapinha nas costas" na madrugada deste domingo (22) em entrevista ao canal GloboNews.

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Barbosa disse que n?o pretende se candidatar a cargo pol?tico em 2014 - ele j? negou que iria tentar a Presid?ncia - mas n?o descartou investir na vida pol?tica durante as pr?ximas elei?es. "Recebo in?meras manifesta?es de carinho, pedido de cidad?os comuns para que me lance nessa briga [candidatura], mas n?o me emocionei com a ideia ainda", relatou.

O ministro defendeu que o Brasil tem responsabilidade por estar entre as 10 maiores democracias do mundo: "Isso aqui n?o ? lugar para brincadeira". Tamb?m criticou a tomada de decis?es dos tr?s poderes: "Se faz muita brincadeira no Brasil no ?mbito do Estado, dos tr?s poderes. Muitas decis?es s?o tomadas (...) superficialmente. N?o se pensa nas consequ?ncias".

Se faz muita brincadeira no Brasil no ?mbito do Estado, dos tr?s poderes
Joaquim Barbosa, Ministro do STF
Questionado sobre se as penas aos condenados no processo do mensal?o foram muito pesadas, discordou: "ao contr?rio". Ele deu a entender que a Corte tem hist?rico de penalizar mais quem chamou de "pessoas comuns". "O Supremo chancela em habeas corpus coisas muito, mas muito mais pesadas", completou.

Ao conversar sobre racismo no Brasil, Barbosa disse esperar que os presidentes nomeiem homens e mulheres negras "de maneira natural" e que "n?o fa?am estardalha?o disso". O ministro criticou convites que Lula teria feito a ele quando era presidente para ir ? ?frica. Entre outros motivos para a recusa, Barbosa entendeu que "era uma estrat?gia de marketing para os pa?ses africanos".

Ele lembrou que fez uma acusa??o contra o jornalista Ricardo Noblat por crime racial.

Ministro foi relator do mensal?o
Barbosa foi o relator do processo do mensal?o, que acabou com a condena??o de nomes importantes do PT, como Jos? Dirceu, Jos? Genoino, Del?bio Soares e Jo?o Paulo Cunha.

O ministro foi nomeado ? Corte em 2003 pelo ent?o presidente Lula e atinge a idade de aposentadoria compuls?ria no tribunal, 70 anos, em 2024.

Em novembro, quando completa a gest?o de dois anos como presidente do STF, ele ser? substitu?do na lideran?a da Corte pelo ministro Ricardo Lewandowski.

Na entrevista ao canal, Barbosa sinalizou que n?o deve esperar a aposentadoria para deixar a Corte: "Pretendo ficar mais um 'tempinho', mas vou decidir o que fazer".


Ministro pode se afiliar at? 6 de abril
Pela lei, Barbosa pode deixar o cargo e se filiar a algum partido at? 6 de abril (seis meses antes das elei?es) caso queira disputar algum cargo.

Pesquisa do Datafolha realizada em fevereiro apontou que s? uma eventual candidatura de Joaquim Barbosa e Marina Silva ? Presid?ncia poderiam for?ar o 2? turno com Dilma. Barbosa j? disse que n?o ser? candidato ? Presid?ncia.


Debates e provoca?es com colegas
Barbosa j? entrou em debates acalorados com colegas do STF. Ele acusou Lewandowski de fazer "chicana" durante sess?o do julgamento do mensal?o em agosto de 2013 - em termos jur?dicos, chicana ? o ato de retardar um processo judicial com base em um detalhe ou em um ponto irrelevante. A palavra tamb?m pode ser entendida como "trapa?a" ou "tramoia".

Em fevereiro de 2014, sugeriu que o colega Lu?s Roberto Barroso, mais novo integrante do colegiado, tinha "voto pronto" sobre o mensal?o antes mesmo de se tornar ministro. Tamb?m criticou os argumentos de Teori Zavacki e Barroso quando estes votaram pela absolvi??o de oito r?us do mensal?o do crime de forma??o de quadrilha.

Tags: "Brasil é o país do - O presidente do STF

Fonte: UOL  |  Publicado por: Da Redação
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