?Em passagem por Cuiab? (MT) nesta sexta-feira, o historiador Mauro Iasi, candidato a presidente da Rep?blica pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), defendeu a extin??o da Pol?cia Militar, que, na opini?o dele, “produz um genoc?dio, principalmente de pretos e pobres no Pa?s”.
Na capital matogrossense fazendo campanha eleitoral, Iasi recha?ou o modelo da corpora??o e afirmou que o alto ?ndice de homic?dios e a criminaliza??o das manifesta?es populares s?o exemplos de consequ?ncias de um sistema militar fora de controle. saiba mais TSE nega multar Dilma por reuni?o com Lula no Pal?cio da Alvorada Dilma tem 38%, A?cio, 23%, e Campos, 9%, diz pesquisa Ibope Santander demitiu quatro por informe que irritou petistas Dilma, A?cio e Campos obt?m 99% das doa?es a presidenci?veis Cubanos do Mais M?dicos t?m prazo de validade de tr?s anos, diz A?cio Leia mais sobre Elei?es 2014
“A Pol?cia Militar perdeu o controle da situa??o e 70% dos pr?prios integrantes da PM querem a desmilitariza??o da corpora??o. Mas n?s vamos mais al?m e queremos ? a extin??o”, afirmou Iasi, que ? professor de Sociologia e Ci?ncias Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Segundo ele, a origem da PM ? a guarda nacional, criada para reprimir escravos foragidos. “No per?odo da ditadura, teve novamente um papel no combate aos chamados subversivos e agora, nas manifesta?es populares, tem agido de modo desproporcional”, explicou.
A violenta e discriminat?ria abordagem da PM, na opini?o dele, ? outro indicador de que “n?o d? mais”. O candidato contou um caso para ilustrar esse problema. “Um professor universit?rio conhecido meu, negro, estava pintando a pr?pria casa, em um bairro de classe alta, e por isso vestia uma roupa suja, por causa do trabalho que estava fazendo. Parou para descansar na varanda, quando um carro da PM passou e viu a cena. O professor foi preso, levado para a delegacia, porque n?o acreditaram nele quando disse que morava ali."
O historiador admite que dentro da corpora??o possam ter profissionais que atuam com responsabilidade. “Mas mesmo em cima desses, a corpora??o exerce uma press?o muito perversa e eles s?o obrigados a se adequar ou acabam doentes ou expulsos."
Para reencaminhar os quadros de concursados da corpora??o, o professor entende que deveriam migrar para a Pol?cia Civil. Embora o policiamento militar seja uma atribui??o dos Estados, Iasi acredita que o governo federal tem a responsabilidade de sugerir aos governadores que tomem essa atitude.
O formato da PM, para o candidato, se sustenta em um trip? falido: endurecimento das penas, repress?o e encarceramento. “Esta ? uma escolha errada, seguran?a n?o se garante dessa forma. Se voc? entrar nas favelas, vai sentir que a popula??o n?o quer mais esse tipo de policiamento."
Uma parte da popula??o brasileira, no entanto, pede mais policiamento. “? uma vis?o conservadora e preocupante, porque ? poss?vel compreender como a PM age, mas jamais justificar e manter.”
A extin??o da PM ? uma das propostas que o candidato tem levado ?s cidades. O programa dele segue cinco eixos: desmercantiliza??o da vida e a estatiza??o de servi?os b?sicos, incluindo moradia; revers?o das privatiza?es, baseando-se nas irregularidades dos processos de venda; cria??o de condi?es pol?ticas para efetivar mudan?as reais, atrav?s da democracia real e do exerc?cio direto do poder popular; amplia??o da garantia de direitos, principalmente dos mais ofendidos, como negros, mulheres, homossexuais, trabalhadores escravizados e outros segmentos desfavorecidos; e observar a dimens?o internacional do Brasil e suas rela?es exteriores no contexto mundial.
Sobre os manifestantes mascarados, disse que “ainda que a gente discorde da pr?tica black blocs, n?o defendemos a criminaliza??o deles, porque tememos que eles sejam na verdade uma janela para criminalizar os movimentos sociais como um todo”.
O candidato afirma que n?o se incomoda com o baixo ?ndice de inten??o de votos que tem e acredita que possa aproveitar esse per?odo eleitoral para propor o debate sobre “temas ausentes”.