Estudo feito na Copa do Mundo de 2002, na Su??a, constatou aumento de 63% na incid?ncia de morte s?bita cardiovascular durante o evento. Tamb?m na Copa da Alemanha, em 2006, o n?mero de casos de emerg?ncias card?acas cresceu mais de duas vezes, informou o diretor da Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro (Socerj), Cl?udio Tinoco. ? A entidade alerta sobre a necessidade de serem tomadas medidas preventivas em momentos de estresse e grande emo??o coletiva, como a Copa do Mundo, por parte dos torcedores, principalmente aqueles que t?m hist?rico de doen?a cardiovascular. O Mundial come?a nesta quinta-feira (12). ? Um novo estudo, que acaba de ser publicado na Revista Brasileira de Cardiologia, da Socerj, “tem tudo a ver ?com o momento da Copa”, destacou Tinoco. O estudo feito com 17 pacientes, no Instituto de Cardiologia de Santa Catarina, em 2012, ?avalia ?o comportamento de um grupo de pessoas enquanto assistia a uma partida do time de futebol pelo qual torce, comparando com outro grupo que assistia a um filme de com?dia. ? Cl?udio Tinoco informou que o comportamento da press?o arterial e do batimento card?aco foi bem claro. “Quando a pessoa est? assistindo [a um jogo], h? uma descarga de adrenalina. A frequ?ncia card?aca aumenta, o n?mero de batimentos aumenta e a ?press?o arterial sobe. Totalmente diferente de quando a gente est? assistindo a um filme relaxante, em que a press?o e o n?mero de batimentos tendem a cair”. ? Segundo o cardiologista, v?rios estudos t?m mostrado que h? um aumento da taxa de doen?as cardiovasculares durante os grande eventos esportivos. Ele disse que dados recentes indicam que tamb?m na primeira Copa do Brasil, em 1950, houve aumento da taxa de doen?as card?acas. ? Por isso, lembrou que toda vez que a pessoa est? em um grande momento de emo??o coletiva, como torcendo pelo seu time, ocorre uma ?libera??o dessas subst?ncias, conhecidas como horm?nios do estresse, na corrente circulat?ria, que fazem com que o organismo reaja com aumento da press?o e da frequ?ncia card?aca. Nas pessoas que t?m risco maior de complica?es card?acas, pode causar infarto do mioc?rdio, arritmias, morte s?bita, que s?o as complica?es desse tipo de estresse no cora??o, explicou. ? Cl?udio Tinoco orientou sobre o que fazer para evitar o aumento desse risco. A quem tem um problema card?aco, um passado de infarto do mioc?rdio, ?j? fez ?cirurgia de ponte de safena ou algum tipo de angioplastia (desobstru??o) das art?rias, “a gente recomenda ?acompanhamento regular com o cardiologista ou o cl?nico. E se essas pessoas est?o h? muito tempo sem ter um acompanhamento, procurem antes da Copa do Mundo, ou de outro grande evento esportivo, como as Olimp?adas, para fazer uma avalia??o cl?nica”. ? Isso se justifica, disse Tinoco, porque se a pessoa j? est? com press?o alta, colesterol alto, ou diabetes n?o controlado, se est? tendo angina ou dor no peito, todos esses dados a colocam em maior risco. O m?dico vai avaliar o que ela precisa fazer para reduzir o risco dessas complica?es mediante estresse. Outras pessoas que nunca tiveram problemas card?acos, mas que apresentam esses ?fatores de risco – press?o alta, colesterol alto, s?o fumantes, est?o acima do peso, s?o diab?ticas, fazem pouca ou nenhuma atividade f?sica, s?o sedent?rias - devem, a qualquer momento, procurar o m?dico para avaliar e controlar esses fatores, recomendou. .? ? “Porque, quando a gente controla tudo isso, a pessoa passa ?a ter um risco muito menor de ter esses eventos cardiovasculares”. Ele lembrou ainda que em 50% ?das pessoas, a primeira manifesta??o de uma doen?a card?aca ? um infarto ou uma morte s?bita. “Ent?o, a gente precisa trabalhar antes. E ? nessas pessoas de risco que a gente tem o foco da preven??o”. ? Outro estudo, publicado no British Medical Journal, constatou aumento de 25% na incid?ncia de infarto agudo do mioc?rdio por ocasi?o do jogo Inglaterra e Argentina, na Copa do Mundo de 1998.