Piaui em Pauta

Casal Nardoni, Jairinho, Matsunaga e Flordelis quem são e como atuam os advogados dos casos.

Publicada em 23 de Janeiro de 2024 às 14h42


?O Brasil tem uma profus?o de criminosos amplamente conhecidos. O casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatob? ficou sob os holofotes ao jogar a pequena Isabella pela janela do 6? andar, em 2008. Elize Matsunaga seguiu o mesmo caminho depois de matar e esquartejar o marido, em 2012, assim como o professor universit?rio Lu?s Felipe Manvailer, que, em 2018, esganou e atirou o corpo da esposa, Tatiane Spitzner, do 4? piso do pr?dio onde moravam. Midi?tica, a pastora Flordelis foi parar nas p?ginas policiais ao orquestrar um plano para dar cabo do marido, em 2019. O ex-m?dico e ex-vereador Jairo Souza Santos J?nior, o Jairinho, tamb?m passou a ser falado nacionalmente ap?s a morte do enteado, o menino Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em 2021. Por ?ltimo, o empres?rio Thiago Brennand atraiu aten?es para si, a partir de 2022, depois de ser acusado de uma s?rie de estupros, c?rcere privado, tortura e agress?es f?sicas contra mulheres. Por tr?s desses crimes de grande repercuss?o, por?m, h? advogados criminalistas quase t?o famosos quanto os clientes que passaram a defender.

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Elize Matsunaga era estudante de direito em S?o Paulo quando assassinou com um tiro na testa um dos herdeiros da Yoki, o empres?rio Marcos Matsunaga. No in?cio das investiga?es, ela dizia aos policiais que o marido havia fugido com uma amante. Quando todas as suspeitas convergiram contra si, Elize pediu para seu professor de direito penal Luciano Santoro defend?-la. Com 34 anos na ?poca, o jovem advogado pegou a causa.

Nos primeiros encontros com Santoro, Elize assumiu autoria do crime. Ele, ent?o, a orientou que confessasse na delegacia, pois, se falasse a verdade, seria mais f?cil obter benef?cios e redu??o da pena. Submetida ao Tribunal do J?ri em 2016, ela saiu de l? condenada a 19 anos e 11 meses de pris?o. Tr?s anos depois, Santoro conseguiu em inst?ncias superiores reduzir a senten?a da sua cliente para 16 anos, o que foi considerado um grande ?xito processual, tendo em vista a gravidade e a enorme repercuss?o do esquartejamento. Para efeito de compara??o, Flordelis mandou seus filhos matarem o marido, o pastor Anderson do Carmo, e foi condenada em 2022 a 50 anos de pris?o.

Com a pena reduzida, Elize j? est? solta gra?as a um livramento condicional obtido por Santoro. Por outro lado, foi gra?as ? sua cliente de renome que o defensor deu in?meras entrevistas em jornais e apareceu dezenas de vezes no hor?rio nobre da TV. Com isso, ele acabou se tornando um profissional famoso e disputado no mercado. Contratado pelo Santos Futebol Clube em 2020, ele advogou na It?lia para o jogador Robson de Souza, o famoso Robinho. Na ?poca, o atacante era acusado de ter estuprado junto com outros cinco homens uma mulher albanesa em uma boate em Mil?o. Segundo a acusa??o, a v?tima estava alcoolizada durante a viol?ncia sexual. Em defesa do cliente santista, Santoro afirma que a rela??o foi consentida. Mesmo assim, o jogador foi condenado no ano passado pela Corte italiana a 9 anos de pris?o. Extraditado para o Brasil, o jogador vai enfrentar o Superior Tribunal de Justi?a (STJ) em breve para ratificar a sua pena em solo nacional. “N?s reunimos provas contendo fotos e v?deos para sustentar que a vers?o da v?tima n?o ? verdadeira. Se o Robinho tivesse sido julgado em primeira inst?ncia no Brasil, certamente ele seria absolvido”, garante. Essa causa espinhosa j? custou ao atleta cerca de R$ 3 milh?es de reais.

De Elize, Santoro n?o cobrou um tost?o para defend?-la do assassinato do marido. Mas isso n?o quer dizer que ela n?o fa?a pagamentos ao escrit?rio do advogado. Atualmente, Elize tenta reaver a guarda da filha de 13 anos que teve com Marcos ao mesmo tempo em que se defende de outra causa c?vel movida na Vara da Fam?lia pelos pais do marido. A guarda da menina est? com os av?s paternos, que movem uma a??o para retirar o nome de Elize da certid?o de nascimento da adolescente. Assim, a homicida confessa jamais poderia se aproximar da filha e tampouco acessaria por sucess?o os bens milion?rios que ficaram em nome da menina. Nessa causa, Elize ? representada pela esposa de Santoro, a advogada Juliana Fincatti Santoro. Essa a??o n?o ? gratuita. Estima-se que a Elize j? tenha gastado mais de R$ 1 milh?o na causa.

'Ela apanhava do marido todos os dias'
Nas barras do tribunal, poucas estrelas criminalistas t?m brilho t?o reluzente quanto o advogado Cl?udio Dalledone J?nior. Em m?dia, suas causas custam entre R$ 2 e 3 milh?es. Mas ele tamb?m faz de gra?a, dependendo do poder aquisitivo do cliente e da proje??o do caso na m?dia. Atualmente, Dalledone defende os interesses de Jairinho e da pedagoga Cl?udia Tavares Hoeckler, a mulher de 40 anos que dopou o marido e, na sequ?ncia, o amarrou e matou por asfixia. Para esconder o corpo, ela colocou a v?tima dentro de um freezer e o manteve congelado, por cinco dias. Para n?o levantar suspeita, a esposa foi ? delegacia dar queixa do sumi?o do companheiro. Numa das vezes em que os investigadores foram at? a sua casa, Cl?udia serviu a eles um refrigerante que estava no freezer diretamente sobre o cad?ver, causando posterior nojo e indigna??o aos policiais.

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O crime da mulher do freezer ocorreu em 2022, no munic?pio de Lacerd?polis (SC). Dalledone garante que vai inocentar Cl?udia, que confessou o crime e est? solta ? espera do julgamento, previsto para este ano. “Ela apanhava do marido todos os dias. N?o aguentava mais tanta humilha??o, pois vivia uma vida de abusos”, defende o advogado com veem?ncia. A hist?ria de vida da acusada tem todos os ingredientes para comover o j?ri. Cl?udia ? filha de uma prostituta, foi estuprada desde a inf?ncia pelo padrasto e abandonada na adolesc?ncia — uma biografia semelhante ? de Elize Matsunaga. A causa do freezer ? pro bono, ou seja, gratuita.

Dalledone j? conseguiu inocentar outra cliente em um caso de proje??o nacional. Em 2019, a empres?ria T?nia Zapelline Ribeiro matou o marido, o coronel da reserva da Pol?cia Militar de Santa Catarina Silvio Gomes Ribeiro, de 54 anos. O casal havia se conhecido por aplicativo de namoro e, depois de tr?s meses de conversa, resolveu morar junto, em um condom?nio de luxo em Florian?polis. T?nia conta que, em poucos meses de relacionamento presencial, o coronel tornou-se um homem ciumento, possessivo e demasiadamente violento. Ela tinha o h?bito de ir diariamente ? academia para se exercitar. Com receio de ser tra?do, Silvio comprou equipamentos de muscula??o para T?nia treinar dentro de casa. Nos meses seguintes, ele avan?ou sobre o patrim?nio da companheira, exigindo que a empres?ria pagasse as presta?es de um apartamento que ele havia comprado. Segundo relato da acusada, o militar tamb?m transferiu o carro dela para o nome dele e esvaziou suas contas banc?rias.

No dia 22 de maio de 2019, segundo contou no tribunal, T?nia foi surpreendida com o marido segurando uma faca de cozinha, dizendo que a mataria, caso sa?sse de casa sem ele. A mulher diz ter reagido quando ele p?s a faca sobre o sof? para amarrar o sapato. Em fra??o de segundos, T?nia pegou um haltere da academia montada pelo companheiro e arremessou o peso de 10 quilos na cabe?a dele. “Nem sei de onde tirei tanta for?a”, contou no julgamento. Ato cont?nuo, Silvio caiu no ch?o e come?ou a estrebuchar. Ainda assim, ele tentou apanhar a faca novamente, segundo o relato dela. T?nia foi mais r?pida: pegou a arma branca e passou a l?mina afiada no pesco?o e no pulso da v?tima, provocando um derramamento de sangue no tapete da sala. No julgamento, ela confessou o crime com uma riqueza de detalhes impressionantes.

Defendida por Dalledone com atos c?nicos t?picos de grandes j?ris, T?nia foi inocentada pela maioria dos votos em 2021 sob a alega??o de ter agido em leg?tima defesa. O Minist?rio P?blico recorreu, pontuando que a r? usou meios cru?is e n?o deu chance de defesa ? v?tima. Os promotores conseguiram conden?-la em um novo julgamento a 8 anos de pris?o. Dalledone recorreu da senten?a ao Supremo Tribunal Federal (STF) e convenceu a Corte a manter a absolvi??o da primeira senten?a. Hoje, T?nia tem ficha limpa, est? livre e acabou se transformando no principal case de sucesso do portf?lio do advogado.

Com 50 anos e 30 de carreira, Dalledone protagonizou muitas pol?micas. ? o criminalista que mais aparece na m?dia. J? deu entrevista para todos os programas policiais da TV, apareceu no Fant?stico, Linha Direta e at? no Jornal Nacional. Na rua, costuma ser reconhecido e solicitado para fazer fotos com f?s. Tamb?m ? famoso pelas chicanas que promove nos tribunais.

Atualmente, Dalledone coordena a banca de defesa de Jairinho, considerado um dos maiores desafios da sua carreira, “pois a opini?o p?blica j? o condenou”, analisa. O primeiro depoimento do ex-m?dico na 2? Vara Criminal do Rio de Janeiro, ocorrido em 16 de maio de 2022, foi marcado por uma confus?o. A ju?za Elizabeth Machado Louro ordenou que os advogados presentes na sess?o se sentassem, mas eles se recusaram a obedec?-la. A magistrada pediu mais uma vez. Houve uma nova recusa. Afrontoso, Dalledone disse que ficaria de p? e ainda pegou o celular para filmar a ju?za, que o acusou publicamente de mis?gino e se disse intimidada por ele. “? direito do advogado manter-se em p? no tribunal, e o tom prepotente e impositivo dessa ju?za tinha que ser combatido naquele momento”, rebate. Dalledone tentou afastar Elizabeth do caso sob alega??o de parcialidade.

Com escrit?rio em Curitiba, Dalledone tamb?m defendeu o professor universit?rio Lu?s Manvailer, outro caso bastante explorado pela m?dia. O r?u foi filmado pelas c?meras de seguran?a espancando a esposa, Tatiane Spitzner, de 29 anos, dentro do elevador e na garagem do pr?dio onde o casal morava, em Guarapuava, regi?o central do Paran?. Uma outra c?mera instalada na rua registrou o momento em que Tatiane despencou da sacada do 4? andar.

Segundo laudo do Instituto M?dico Legal (IML), Tatiane morreu em decorr?ncia da queda. As imagens mostram ainda Manvailer pegando o corpo da esposa da cal?ada e levando para dentro do pr?dio. Depois de deixar o cad?ver da v?tima na sala, em meio a uma po?a de sangue, o professor pegou o carro e fugiu. Foi preso por policiais na BR-277 a 340 quil?metros de casa. O caso ganhou proje??o nacional em fun??o das imagens chocantes captadas pelas c?meras de seguran?a.

Manvailer se diz inocente at? hoje. No tribunal, Dalledone tentou emplacar a tese de que eles eram um casal feliz e que a queda de Tatiane teria sido acidental. N?o colou. O professor se sentou no banco dos r?us em 2022 e se levantou de l? com uma pena de 31 anos em regime fechado por matar a esposa. “Esse caso ? uma aberra??o jur?dica, pois o meu cliente foi condenado com base numa fraude processual. Mas esse caso ainda est? sendo discutido em cortes superiores e tudo pode mudar”, opina o defensor sobre a condena??o do seu cliente.

Simula??o pol?mica
A atua??o de Dalledone no julgamento de Manvailer foi controversa. Durante os debates no tribunal, o advogado reconstituiu a agress?o f?sica sofrida por Tatiane na advogada Maria Eduarda Lacerda, funcion?ria do seu escrit?rio. Num jogo c?nico, Dalledone apertou o pesco?o da colega de trabalho. No momento da simula??o, Maria Eduarda ficou toda descabelada e quase foi ao ch?o. A ideia era mostrar aos jurados que os sopapos que o r?u deu na esposa n?o seriam capazes de mat?-la. Pela encena??o realista demais, Maria Eduarda foi procurada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR). Aos seus pares, a advogada disse n?o ter sofrido agress?o e que tudo havia sido combinado.

No rol das causas que ganhou, Dalledone computa como ?xito a absolvi??o de 13 policiais militares do Paran? acusados de matar cinco suspeitos de roubo em 2009. E tamb?m o famoso caso dos emasculados de Altamira, julgado em 2003. Nesse, a repercuss?o foi mundial. Dalledone defendeu e conseguiu inocentar por falta de provas a dona de casa Valentina Andrade, de 72 anos na ?poca. Ela era apontada pelo Minist?rio P?blico do Par? como l?der de uma seita sat?nica que castrava e assassinava meninos com idades entre 8 e 14 anos no interior do Par?. Do total de 14 v?timas, seis foram assassinadas com a mutila??o dos ?rg?os sexuais e cinco continuam desaparecidas at? hoje. Os crimes ocorreram entre 1989 e 1993. Por causa dessa defesa, Dalledone quase foi linchado dentro do tribunal e nas ruas de Bel?m logo ap?s o juiz proferir a senten?a. Seu carro foi apedrejado pela popula??o. Valentina morreu aos 91 anos no ?ltimo dia de 2022, em Londrina (PR).

O empres?rio Thiago Brennand j? foi condenado tr?s vezes por crimes sexuais e agress?es. Sua pena soma 20 anos e dois meses de pris?o em regime fechado. E isso ? s? o come?o. Pelo julgamento de uma modelo v?tima de estupro e c?rcere privado e tortura, previsto para breve, Brennand pode pegar mais 30 anos, somando meio s?culo de pena. Atualmente, ele ? defendido por tr?s escrit?rios de respeito, dois em S?o Paulo e um no Recife. Entre os seus defensores est? o criminalista Roberto Podval, um dos mais prestigiados do pa?s. Em seu escrit?rio luxuoso, causas complexas como a de Brennand n?o saem por menos de R$ 5 milh?es. O empres?rio tamb?m j? foi defendido por outra estrela do direito criminal, o advogado Ant?nio Cl?udio Mariz de Oliveira, que defendeu lendas do crime e da pol?tica, como Suzane von Richthofen e o ex-presidente Michel Temer.

Podval tem em sua carteira de clientes figuras como o casal Nardoni e o ex-ministro Jos? Dirceu, que se enrolou at? o pesco?o na finada opera??o Lava-Jato. Alexandre foi condenado a 31 anos, e Anna Carolina Jatob? pegou 26. Ela foi sentenciada por ter esganado Isabella Nardoni, e ele por ter atirado a pr?pria filha pela janela, em S?o Paulo. O casal jura inoc?ncia at? hoje e essa n?o-confiss?o d? bastante trabalho a Podval, que acompanha a execu??o da pena dos dois r?us. Alexandre est? preso no regime semiaberto em Trememb?. Anna Carolina j? foi solta e cumpre pena no regime aberto desde o ano passado. “A previs?o ? que o Alexandre saia da cadeia at? o final do ano”, prev? Podval. Sobre as senten?as de Brennand e do casal Nardoni, o defensor acredita que seus clientes s? foram condenados por causa da repercuss?o e n?o pelo o que eles supostamente fizeram. “? dif?cil alcan?ar Justi?a quando o caso ? midi?tico”, sentencia Podval.

Troca-troca jur?dico
Os advogados estrelados dos criminosos famosos est?o sempre se movimentando, pulando de caso em caso. Dalledone estaria a um passo de engrossar a defesa de Brennand. Amigo do r?u de velhos carnavais (eles treinavam jiu-j?tsu juntos na d?cada de 1990), o advogado visitou o r?u duas vezes no Centro de Deten??o Provis?ria (CDP) de Pinheiros, em S?o Paulo. ? l? que Brennand cumpre pena e aguarda seus pr?ximos julgamentos. A primeira visita ocorreu na ?ltima quinta-feira (18), e a segunda no dia seguinte. Nesses encontros, Brennand pediu ao amigo que ele se torne seu porta-voz no caso, j? que ele se sente “apanhando” da m?dia de forma sistem?tica desde que seus crimes ganharam repercuss?o nacional. Dalledone ficou de dar uma resposta em breve se aceita ou n?o represent?-lo nessa seara.

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Fiel escudeira de Flordelis, a advogada Janira Rocha tamb?m ganhou notoriedade no julgamento da pastora. Recentemente, ela teve encontros com o coronel Jairo de Souza Santos, pai de Jairinho, para avaliar a possibilidade de ingressar na banca de defesa do ex-vereador. Janira e Jairo atuaram no mesmo per?odo como deputados estaduais na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, na primeira metade da d?cada de 2010. Dalledone, que coordena a defesa de Jairinho, vai incluir a advogada de Flordelis no n?cleo de an?lise pol?tica, que tem como miss?o esmiu?ar a atua??o do r?u na ?poca em que ele era vereador na C?mara Municipal do Rio de Janeiro. “Ela ? uma ?tima advogada”, elogia o defensor.

A defesa de Flordelis e de seus filhos no tribunal est? or?ada em quase R$ 1 milh?o reais. At? agora, a pastora pagou desse total R$ 200 mil em despesas operacionais, como passagens de avi?o e hospedagem da sua banca. Os honor?rios dos defensores no j?ri ficaram em R$ 600 mil, mas s? seriam pagos se ela tivesse sido absolvida no julgamento de 2022. Como foi condenada, seus procuradores s? v?o ver a cor desse dinheiro caso tenham ?xito em um poss?vel novo julgamento, que est? sob an?lise em inst?ncias superiores.

Apesar de n?o ter conseguido uma senten?a favor?vel para Flordelis, Janira se capitalizou profissionalmente com as decis?es que inocentaram tr?s filhos afetivos da pastora: Andr? Luiz Oliveira, Marzy Teixeira e Rayane dos Santos. Eles estavam envolvidos diretamente no crime e foram denunciados por homic?dio triplamente qualificado. Marzy chegou a confessar que contratou um pistoleiro para matar o pastor Anderson, enquanto Andr? falava em envenenar o “pai” com peda?os de frango. Ainda assim, eles foram inocentados pelo j?ri — e quem faturou com a absolvi??o foi Janira, que elaborou a tese de defesa do trio.

Tags: O Brasil tem uma - Caso de repercussão

Fonte: globo  |  Publicado por: Da Redação
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