Publicada em 15 de Agosto de 2014 às 21h00
Imagem: Reprodu??o/infoabril ?O surto de ebola que j? matou mais de mil pessoas transformou partes da ?frica ocidental numa zona de batalha, situa??o que pode durar at? mais seis meses, advertiu o M?dicos Sem Fronteiras (MSF) nesta sexta-feira, 15. Tarnue Karbbar, que trabalha para o grupo Plan International no norte da Lib?ria, disse que as equipes de emerg?ncia simplesmente n?o s?o capazes de documentar todos os casos que surgem.
Muitos dos doentes ainda s?o escondidos dentro de casa por parentes por terem muito medo de ir at? os centros de tratamento da doen?a. Outros s?o enterrados antes que as equipes possam chegar para identificar a doen?a, disse ele. No ?ltimos dias, cerca de 75 casos surgiram em apenas um distrito. "Nosso desafio agora ? colocar em quarentena a regi?o para interromper a transmiss?o com sucesso", afirmou Karbbar, referindo-se ? ?rea de Voinjama. saiba mais Mission?rio espanhol com ebola morre em Madri Costa do Marfim suspende voos de pa?ses afetados pelo ebola OMS declara epidemia de ebola emerg?ncia sanit?ria internacional Lib?ria decreta estado de emerg?ncia por Ebola Enfermeira infectada por ebola morre na Nig?ria, onde h? cinco novos casos confirmados Leia mais sobre Surto de ebola
Os centros de tratamento para o ebola est?o sendo totalmente ocupados numa velocidade maior do que s?o montados, prova de que o surto no oeste africano ? mais grave do que mostram os n?meros, afirmou um funcion?rio da Organiza??o Mundial da Sa?de (OMS) nesta sexta-feira.
O M?dicos Sem Fronteiras comparou a situa??o a um estado de guerra e disse que o surto pode durar mais seis meses. "Estamos correndo atr?s de um trem que segue adiante", disse Joanne Liu, presidente internacional do MSF, em Genebra na sexta-feira. "E ? literalmente mais r?pido do que estamos fazendo em termos de resposta."
Na quinta-feira, a OMS advertiu que a contagem oficial de 1.069 mortos e 1.975 infectados pode "estar enormemente subestimando a magnitude do surto". A ag?ncia da ONU diz que medidas extraordin?rias s?o necess?rias "numa escala enorme para conter o surto em ambientes caracterizados pela extrema pobreza, sistemas de sa?de disfuncionais, uma grave escassez de m?dicos e medo desenfreado".
O fluxo de pacientes para cada centro de tratamento rec?m-aberto ? a prova de que as ferramentas oficiais n?o est?o se sustentando, disse Gregory Hartl, porta-voz da OMS, em Genebra. Fonte: Associated Press.