Publicada em 05 de Maio de 2014 às 11h15
Estátua Sátiro Embriagado, danificada por turista em Milão
Imagem: BBCEst?tua S?tiro Embriagado, danificada por turista em Mil?o?
V?rios lugares hist?ricos da It?lia, inclusive fortes e castelos medievais, est?o amea?ados pela falta de recursos para mant?-los e tamb?m por chuvas constantes que desgastam os edif?cios centen?rios.
Obras que j? sofreram danos consider?veis podem ser encontradas em toda a It?lia: desde o Castelo de Frinco em Asti, no norte do pa?s, aonde uma ala do edif?cio veio abaixo em fevereiro passado, at? as escava?es de Pompeia, no sul, que sofrem com desabamentos constantes.
Entre as edifica?es danificadas est?o tamb?m muros da cidade renascentista de Palmanova, perto de Udine, e o mercado antigo de Palermo, chamado de Vucciria. Em Stigliano, no extremo sul da It?lia, as ru?nas de um castelo hist?rico que j? tinha sofrido grandes danos com um terremoto acabaram sendo destru?das de vez no come?o de fevereiro por uma queda de barreira.
Em Valterra, perto de Pisa, o muro medieval da cidade desmoronou em uma extens?o de 30 metros. Desde o come?o deste m?s a queda de uma barreira amea?a tamb?m uma acr?pole etrusca, constru?da no local no s?culo oito antes de Cristo.
Em muitos lugares as tempestades do come?o do ano foram as principais respons?veis pelos desabamentos. A grande quantidade de ?gua, muito maior do que o normal segundo os meteorologistas, causou quedas de barreira na Liguria, aluvi?es na Emilia Romagna e alagamentos em Veneza, na Toscana e na regi?o de Roma.
As chuvas causam eros?o e acabam comprometendo as funda?es dos edif?cios hist?ricos. Mas h? quem critique o governo italiano por n?o cuidar dos bens culturais. Em meio ? crise econ?mica faltam recursos para a manuten??o da grande quantidade de obras de valor hist?rico.
Na cidade hist?rica de Palmanova, constru?da como uma fortaleza em forma de estrela no s?culo 16, o prefeito Francesco Martines fez um mutir?o e recrutou volunt?rios e bombeiros locais para evitar novos danos. Mas ele exige um envolvimento maior do governo.
"N?s precisamos de um plano de salvaguarda que tamb?m inclua o Estado italiano", disse Martines. A cidade ? candidata ao t?tulo de Patrim?nio Cultural da Humanidade, concedido pela Unesco (Organiza??o das Na?es Unidas para a Educa??o, Ci?ncia e Cultura), mas s? o receber? se provar que tem um plano de conserva??o.
Pompeia em perigo
O lugar hist?rico que mais sofre com desabamentos s?o as escava?es de Pompeia, cidade soterrada por uma erup??o vulc?nica no ano de 79 d.C. e que ? hoje uma grande atra??o tur?stica. No come?o deste m?s um muro da necr?pole de Porta Nocera caiu – um incidente a mais em uma longa lista que inclui, entre outros, um desabamento na famosa Escola de Gladiadores.
Em 2011 o Minist?rio italiano de Bens Culturais aprovou uma verba de 105 milh?es de euros (mais de R$ 322 milh?es) para diversos projetos de restaura??o em Pompeia. Nesta semana o jornal italiano Corriere della Sera revelou que, devido a empecilhos burocr?ticos, s? 588 mil euros foram gastos at? hoje, ou 0,56% do total.
Agora um novo projeto que inclui a iniciativa privada tenta evitar mais danos a um dos s?tios arqueol?gicos mais famoso do mundo. O "Projeto de Preserva??o Sustent?vel de Pompeia", fundado em 2013, quer arrecadar 10 milh?es de euros (quase R$ 31 milh?es) para educar novos restauradores e encontrar novos m?todos para proteger o patrim?nio.
A iniciativa tem o apoio do governo da It?lia, mas n?o foi fundada no pa?s – e sim por institui?es alem?s de pesquisa, como a sociedade Fraunhofer e a Universidade T?cnica de Munique.