Piaui em Pauta

Com Haddad em baixa, PT recorre a Marta

Publicada em 19 de Maio de 2014 às 07h35


 Imagem: Reprodu??o Preterida pelo PT nas ?ltimas elei?es para a Prefeitura de S?o Paulo e o governo do Estado, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, est? de volta ao centro da disputa eleitoral. Com o prefeito Fernando Haddad amargando baixos ?ndices de popularidade e a pr?-candidatura de Alexandre Padilha ao governo do Estado ainda longe de decolar, Marta ? hoje a principal figura do partido no maior col?gio eleitoral do Brasil, depois, claro, do ex-presidente Luiz In?cio Lula da Silva. saiba mais Serra diz que nunca foi pr?-candidato a vice de A?cio Pela primeira vez, Serra acompanha A?cio em evento de pr?-campanha Temem que eu volte, diz ex-presidente Lula em Sorocaba Em Parais?polis, Campos diz que Brasil ? v?tima de Dilma Ap?s reuni?o com PMDB, Temer anuncia que ? pr?-candidato a vice Leia mais sobre Elei?es 2014 "Marta vai ter um papel muito importante na campanha. Neste momento ela ? a lideran?a com mais prest?gio que temos na capital", afirma o presidente estadual do PT, Em?dio de Souza. Ao contr?rio de outras elei?es, como a de Haddad em 2012 - quando ela s? embarcou na reta final -, Marta j? est? integrada ao n?cleo central das pr?-campanhas de Padilha e da presidente Dilma Rousseff em S?o Paulo. Cerca de duas semanas atr?s Marta participou de uma reuni?o com o presidente nacional do PT, Rui Falc?o, com Em?dio de Souza e com o futuro tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva, para definir sua participa??o. ? pouco prov?vel que Marta acumule formalmente a coordena??o da campanha de Dilma em S?o Paulo com o Minist?rio da Cultura, mas seu papel ser? central. A agenda da ministra mostra que ela tem dividido seu tempo entre Bras?lia, viagens internacionais e a cidade que governou entre 2001 e 2004. Em mar?o e abril e nos primeiros 15 dias de maio ela esteve 23 dias cumprindo compromissos oficiais em S?o Paulo. "Marta j? tem participado com a experi?ncia dela de ex-prefeita. Em rela??o ao transporte p?blico, por exemplo, nossa proposta de ter um bilhete integrado na regi?o metropolitana ? baseada na experi?ncia do Bilhete ?nico implantado em S?o Paulo", afirma Padilha. No PT a fase atual da ministra ? vista como uma esp?cie de ressurgimento de Marta na primeira divis?o da pol?tica nacional ap?s um per?odo de baixa - foi derrotada por Jos? Serra (PSDB) e Gilberto Kassab (PSD) em elei?es municipais, e depois, por decis?o de Lula, perdeu as disputas internas com Aloizio Mercadante, para a disputa pelo governo paulista em 2010, e Haddad, na elei??o para a prefeitura em 2012. Com isso, viu seu grupo pol?tico evaporar. Nos ?ltimos meses, Marta se reaproximou de antigos colaboradores dos quais havia se afastado, como o presidente da C?mara Municipal de S?o Paulo, Jos? Am?rico. Mas, ao contr?rio de quando comandou a cidade, evita cercar-se de um novo grupo pol?tico. Outro fator que pesou na reabilita??o pol?tica da ministra foi a performance ? frente da pasta da Cultura. Em menos de dois anos ela reduziu o contencioso com setores da classe art?stica criado na gest?o da antecessora, Ana de Holanda, e imprimiu suas pr?prias marcas como o Vale Cultura, o Sistema ?nico de Cultura, os Pontos de Cultura e os CEUs das Artes. "Volta, Lula". Ironicamente, a volta por cima tamb?m acontece pelas m?os de Lula. Nos ?ltimos meses Marta se tornou uma das l?deres do movimento "volta, Lula". Ela chegou a realizar tr?s jantares com artistas, empres?rios e lideran?as petistas para propor uma "reflex?o" sobre a viabilidade de o ex-presidente substituir Dilma na disputa presidencial deste ano. Participaram dos jantares o empres?rio Joesley Batista, dono da Friboi, o produtor de cinema Luiz Carlos Barreto, o Barret?o, a atriz Bruna Lombardi e o ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci. O "volta, Lula" foi enterrado pelo pr?prio ex-presidente no 14.? Encontro Nacional do PT, realizado no dia 2 de maio, no audit?rio do Anhembi, em S?o Paulo, mas petistas pr?ximos a Lula dizem que as iniciativas agradaram ao ex-presidente. "Se Lula n?o tivesse gostado, n?o teria voltado nos outros jantares", disse um interlocutor do ex-presidente. Por outro lado, pessoas pr?ximas a Dilma dizem que o envolvimento com o "volta, Lula" desgastou a ministra com a presidente, menos pela proposta em si e mais pelo fato de Marta ter agido enquanto ainda est? no minist?rio. Entre os cr?ticos da ministra est? Mercadante, um dos auxiliares mais pr?ximos de Dilma, que a interlocutores classificou a atua??o de Marta como um "tiro no p?". Quem viu a rea??o da presidente ao encontrar Marta no evento do PT, dia 2, n?o percebeu, por?m, nenhum clima de mal-estar. Marta aguardou a chegada da presidente plantada na porta, e recebeu um abra?o de Dilma antes de ambas posarem para o fot?grafo oficial do evento. Depois de Lula e da presidente, Marta foi a mais aplaudida pelos milhares de petistas que lotaram o Anhembi. Naquele mesmo dia ela conversou com o presidente municipal do PT, Paulo Fiorillo, e o vereador Antonio Donato, e se colocou ? disposi??o do partido para cumprir agendas de campanha para Dilma e Padilha na cidade. Orientada por Lula, a ministra prepara encontros da presidente com artistas e representantes da elite paulistana. O objetivo ? reduzir a resist?ncia de setores do empresariado a Dilma.

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Fonte: Vooz  |  Publicado por:
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