?Francesco Schettino, comandante do Costa Concordia, navio que naufragou na noite de sexta-feira (13) na costa italiana, pr?ximo ? ilha de Giglio, matando ao menos tr?s pessoas, foi detido para interrograt?rio neste s?bado, segundo informou o procurador da localidade, Francesco Verusio.
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O comandante do navio Costa Concordia, Francesco Schettino, foi detido em Grosseto, na It?lia.
Schettino foi ouvido durante v?rias horas por Verusio, ap?s o navio que levava 4.229 pessoas ter encalhado a 500 metros da ilha toscana, na cidade de Grosseto.
Tamb?m foi detido para interrogat?rio o primeiro oficial do navio, Ciro Ambrosio.
Segundo o jornal italiano "Corriere della Sera", o comandante do navio e seu oficial podem ser acusados de homic?dio culposo e abandono do navio enquanto ainda havia muitos passageiros a bordo.
O Costa Concordia se dirigia ao porto de Savona, no norte da It?lia, e se chocou contra rochas perto da ilha de Giglio, na regi?o costeira da Toscana.
O Concordia fazia uma rota com dura??o de sete dias pelo mar Mediterr?neo, com escalas nas cidades de Savona (It?lia), Marselha (Fran?a), Barcelona (Espanha), Palma de Maiorca (Espanha) e nas italianas Cagliari, Palermo e Civitavecchia.
O navio transportava 53 brasileiros entre os 4.229 a bordo, segundo informa?es do Minist?rio das Rela?es Exteriores. Desse total, havia 47 passageiros e seis tripulantes.
Anteriormente, o minist?rio havia informado que 46 brasileiros estavam no acidente. Segundo o Itamaraty, os 53 brasileiros foram identificados e retirados da ?rea, na regi?o da Toscana.
O minist?rio disse ainda que a origem das informa?es, at? o momento, ? a "companhia de cruzeiros que organiza os resgate e distribui os resgatados pelos hot?is da regi?o da Toscana, ao norte da It?lia", informou o minist?rio pelo telefone.
Parentes de brasileiros que estavam na embarca??o podem ligar para a operadora Costa Cruzeiros para pedir informa?es sobre o acidente: 0/xx/112123-3673 ou 0/xx/11/2123-3679.
Tamb?m ? poss?vel obter informa?es sobre sobreviventes ou v?timas no consulado na capital italiana ou pelo site do Itamaraty.
MORTOS
Entre os mortos confirmados, h? dois turistas franceses e um peruano, membro da tripula??o, de acordo com a imprensa italiana. A equipe m?dica que realiza o resgate das v?timas afirmou que as tr?s pessoas teriam se afogado. Os corpos se encontram no necrot?rio de Orbetello, pr?ximo ao porto de S?o Stefano.
O prefeito de Grosseto, Giuseppe Linardi, confirmou a morte de apenas tr?s pessoas e afirmou que h? 14 feridos.
A empresa Costa Cruzeiros, dona do Costa Concordia, informou em comunicado neste s?bado que oito pessoas morreram ap?s a trag?dia e ao menos 80 est?o desaparecidas. Segundo o jornal italiano "Corriere della Sera", 43 pessoas ainda permanecem desaparecidas.
Segundo a imprensa italiana, o navio come?ou a afundar ap?s encalhar em um banco de areia. A empresa Costa Crociere destacou que "at? o momento n?o ? poss?vel definir as causas do problema".
O arquip?lago onde est? situada a Ilha de Giglio fica a cerca de 80 km de dist?ncia de Roma. Segundo relatos da imprensa europeia, ap?s o encalhe da embarca??o pequenas barcos tentaram a ajudar no resgate dos passageiros e tripulantes.
A Guarda Costeira chegou a informar que "os passageiros n?o corriam perigo" e eram retirados em botes salva-vidas do navio Costa Concordia. Por?m, ao retirar os ?ltimos membros da tripula??o uma fenda se abriu, causando vazamentos internos.
De acordo com o site do Costa Concordia, a embarca??o "? o maior e mais imponente navio de toda a frota Costa com 112 mil toneladas, mais de 500 varandas privativas nas 1.500 cabines".
ELATO
O relato de um brasileiro que estava no navio que naufragou ontem ? noite na costa italiana descreve momentos de medo e ang?stia. Segundo o consultor Carlos Frederico Bezerra, 46, que estava com 16 integrantes de sua fam?lia, o encalhe do navio provocou "um solavanco, como se fosse a pancada de uma embreagem de carro quebrando".
Bezerra jantava e p?de ver talheres e pratos sendo derrubados, pessoas escorregaram, e um cen?rio de p?nico generalizado. Em seguida, foram emitidos avisos sonoros, pedindo calma e afirmando que tudo estava sob controle, segundo ele. Na sequ?ncia, houve um apag?o.
"Teve, ent?o, uma mensagem para a tripula??o, que vestiu o colete salva-vidas. A? nos avisaram para ir para ao deque e pegar os barcos salva-vidas. N?o ? t?o simples entrar num barquinho", diz.
O brasileiro conta que est? sem documentos e apenas um sobrinho tem cart?o de cr?dito porque levou o objeto para o jantar. Os passaportes, segundo relata, ficaram em poder do navio.
Bezerra e seu grupo foram encaminhados para a igreja matriz da ilha de Giglio, a 80 km de Roma, onde ocorreu o naufr?gio. Com as roupas usadas no jantar, em ambiente de 23?C, agora ter?o de passar a noite a 6? C na igreja. Ele conta que a popula??o da ilha distribuiu mantas, o navio deu capas de pl?stico.