?A Comiss?o da Verdade – que investiga crimes que aconteceram durante a ditadura – vai apresentar, nesta segunda-feira (11), um relat?rio sobre o caso da morte e tortura de Raul Amaro Nin. Ele foi preso no dia 1? de agosto de 1971 e, segundo o m?dico legista que o examinou, teria sido espancado at? a morte dentro do Hospital Central do Ex?rcito (HCE), no Rio. O documento foi baseado em pesquisas feitas pela fam?lia da v?tima. As informa?es s?o da GloboNews.
Segundo os familiares, Raul Amaro Nin n?o era militante da luta armada, como afirmaram os militares. Ele foi preso com mais dois amigos em uma blitz, levado para o Departamento de Ordem Pol?tica e Social (DOPS) e transferido para o DOI-Codi. Ele deu entrada no Hospital do Ex?rcito tr?s dias depois com ferimentos pelo corpo. A justificativa que foi dada, na ?poca, ? que os machucados seriam provenientes de uma briga. O militante morreu no dia 11 de agosto.
O m?dico legista Nelson Massini, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), relatou que, de acordo com as manchas no corpo da v?tima, ele pode afirmar que os ferimentos foram feitos um dia antes da morte.
Ser?o apresentados tamb?m durante a audi?ncia na Comiss?o da Verdade documentos in?ditos, como um of?cio encaminhado para ao ent?o diretor do hospital, o general Rubens do Nascimento Paiva, onde ele apresenta o nome de um comiss?rio e de um escriv?o que iriam at? a unidade para fazer perguntas ? v?tima. Segundo o m?dico legista, os ferimentos comprovam que Raul Amaro Nin foi espancado at? a morte durante o depoimento.