Piaui em Pauta

Coronel Paulo Malhães, que assumiu torturas, é encontrado morto no Rio

Publicada em 25 de Abril de 2014 às 19h00


O coronel Paulo Malhães foi encontrado morto em sua casa no Rio O coronel Paulo Malhães foi encontrado morto em sua casa no Rio O tenente-coronel reformado Paulo Malh?es, 74, ex-agente do Centro de Informa?es do Ex?rcito, foi encontrado morto nesta sexta-feira (25) em sua casa, em Nova Igua?u, na Baixada Fluminense. Segundo relatos iniciais, ele foi assassinado por asfixia. Imagem: Daniel Marenco/FolhapressClique para ampliarO coronel Paulo Malh?es foi encontrado morto em sua casa no Rio De acordo com Nadine Borges, membro da Comiss?o Estadual da Verdade do Rio que conversou com uma das filhas do militar, a casa de Malh?es foi invadida por tr?s homens. O coronel morava com a fam?lia na zona rural de Nova Igua?u. Segundo o relato, a mulher do coronel foi amarrada e ele, morto por asfixia. Todas as armas do militar foram roubadas. "A pol?cia tem que investigar a fundo esse crime. Tudo indica que ? uma queima de arquivo", disse Borges. O presidente da Comiss?o Estadual da Verdade do Rio, Wadih Damous, tamb?m segue a mesma linha de Borges de que a morte do coronel tenha sido "queima de arquivo". "Ele foi um agente importante da repress?o politica na ?poca da ditadura e era detentor de muitas informa?es sobre fatos que ocorreram nos bastidores naquela ?poca. ? preciso que seja aberta com urg?ncia uma investiga??o na ?rea federal para apurar os fatos ocorridos no dia de hoje. A investiga??o da morte do coronel Paulo Malh?es precisa ser feita com muito rigor porque tudo a leva a crer que ele foi assassinado", disse Damous. Depoimento Malh?es prestou, h? cerca de um m?s, um dos depoimentos mais fortes ? Comiss?o Nacional da Verdade, no qual reconheceu envolvimento em torturas, mortes e oculta??o de corpos de v?timas da ditadura militar (1964-1985). Malh?es disse n?o se arrepender de nada e narrou como funcionava a chamada Casa da Morte, em Petr?polis (RJ), centro de torturas clandestino onde teriam sido assassinadas cerca de 20 pessoas. O depoimento de Malh?es chocou familiares de v?timas da ditadura. Ele detalhou como os corpos eram lan?ados no rio e dilacerados para evitar a identifica??o. "Naquela ?poca, n?o existia DNA. Quando voc? vai se desfazer de um corpo, quais partes podem determinar quem ? a pessoa? Arcada dent?ria e digitais", disse. "Quebrava os dentes. As m?os, [cortava] daqui para cima", explicou, apontando as pr?prias falanges. Outro Caso Em novembro de 2012, o coronel reformado do Ex?rcito J?lio Miguel Molinas Dias foi morto quando entrava em casa, em um bairro da zona norte da capital ga?cha. De acordo com a Pol?cia Civil, o coronel foi morto em uma tentativa frustrada de roubo das armas que mantinha em sua casa. Na ?poca, a pol?cia disse n?o havia rela??o entre a morte do coronel e sua atua??o durante o ditadura militar. Um m?s ap?s o crime, a pol?cia prendeu quatro suspeitos –tr?s homens e uma mulher. Molinas Dias comandou o DOI-Codi –bra?o repressor do regime militar– no Rio de Janeiro na ?poca do epis?dio Riocentro, nos anos 1980. Ele mantinha um acervo de documentos da ?poca da ditadura em casa. Entre os documentos que eram mantidos por Molinas Dias havia um termo do Ex?rcito que confirmava a apreens?o de objetos pessoais do ex-deputado federal Rubens Paiva no DOI-Codi, al?m de relatos sobre o atentado do Riocentro de 1981.O termo ? a primeira prova documental de que Paiva esteve nas depend?ncias do DOI-Codi antes de seu desaparecimento, em 1971.

? Siga-nos no Twitter

Tags:

Fonte: Vooz  |  Publicado por:
Comente através do Facebook
Matérias Relacionadas