
A possibilidade de interdi??o ?tica na na Maternidade Dona Evangelina Rosa foi descartada ap?s vistoria feita nesta sexta-feira (27) por uma comiss?o formada pelo Conselho Regional de Medicina, Conselho Regional de Enfermagem e Minist?rio P?blico Estadual do Piau?. Em junho, tr?s pacientes morreram sob suspeita de infec??o na maternidade e a Maternidade se comprometeu a realizar melhorias, que foram constatadas na vistoria.
Originalmente marcada para o dia 18, a vistoria foi adiada para esta sexta-feira por solicita??o da Sesapi. Segundo a presidente do CRM, a m?dica Mirian Parente, todas as melhorias solicitadas em vistoria anterior foram feitas na unidade.
"A gente constatou que foram feitas muitas melhorias. A possibilidade de indicativo de interdi??o agora j? n?o existe. O centro cir?rgico est? com o piso todo reformado, que era o maior problema, os insumos e medicamentos est?o regulares e n?o encontramos mulheres com feridas operat?rias com problemas", explicou.
D?ficit de profissionais
Outro problema, por?m, permanece e n?o h? ainda previs?o para que seja resolvido. Segundo o superintendente de assist?ncia ? sa?de da Sesapi, Alderico Tavares, a maternidade possui atualmente um d?ficit de 30 m?dicos.
“Existe uma defici?ncia de t?cnicos, enfermeiros e t?cnicos em enfermagem. Temos o res?duo de um processo seletivo que foi renovado e solicitados junto ? Sead [Secretaria Estadual de Administra??o] a contrata??o para dar maior aporte ? maternidade”, disse.
O superintende disse que o valor mensal da contrata??o de todos os profissionais para a maternidade est? or?ado em R$ 10 milh?es e que apenas em 2018 um novo concurso p?blico deve acontecer. “Estamos em ano eleitoral, o que nos impede de nesse momento realizar um concurso p?blico”, explicou.
Dire??o explica reformas
O diretor da maternidade, Francisco Macedo, destacou que o pr?dio passou por melhorias no piso, um dos pontos que foram apontados como falhas graves da unidade de sa?de. “Foi contratada uma empresa que permanecer? na casa fazendo reparos que forem necess?rios. Trocamos todo o piso do centro obst?trico superior, fizemos a revis?o do piso do centro cir?rgico”, disse o diretor.
De acordo com Francisco Macedo, a maternidade recebeu mais de R$ 2 milh?es em investimentos para compra de medicamentos, material cir?rgico e insumos para o trabalho dos profissionais de sa?de, como material para higieniza??o das m?os. “A casa est? abastecida. Outros processos est?o em andamento pelo abastecimento de tr?s meses e de seis meses”, disse.
A Maternidade Dona Evangelina Rosa passa ainda por uma reforma nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) materna e neo-natal. “Come?ou pela reforma do piso inferior e depois far? a reforma da Ala D, que beneficiar? toda a Ala e as UTIs neo e materna”, disse Francisco Macedo. Segundo ele, as obras come?aram h? cerca de 10 dias.
Mortes por infec??o e amea?a de interdi??o
A situa??o da Maternidade Dona Evangelina Rosa foi denunciada em uma vistoria do Conselho Regional de Medicina juntamente com o Minist?rio P?blico Estadual ainda no dia 16 de junho. Durante a visita, foi constatada a falta tanto de medicamentos como de insumos b?sicos, como sab?o l?quido.
Um dos problemas mais graves apontados pelo CRM foi a situa??o do piso da maternidade, que apresentava falhas que facilitavam a prolifera??o de bact?rias e o surgimento de infec?es. Nos dias seguintes ? vistoria, tr?s pacientes morreram na UTI da maternidade v?timas de infec?es.
O CRM ent?o declarou que caso os problemas da maternidade n?o fossem resolvidos no prazo de um m?s, determinaria uma interven??o ?tica em alguns setores da unidade. O prazo foi estendido posteriormente em dez dias. Com a interven??o, os m?dicos estariam proibidos pelo Conselho de atuar nestes espa?os por conta do risco de serem responsabilizados por eventuais problemas.