
?O delegado respons?vel pelas investiga?es do inc?ndio na boate Kiss, Marcelo Arigony, afirmou que est? com dificuldade para prorrogar a pris?o dos quatro envolvidos no caso por motivos legais. Por causa disso, os donos da boate Elissandro Spohr e Mauro Hoffman, al?m de dois integrantes da banda que se apresentava na hora do inc?ndio, devem ser liberados na sexta-feira. A trag?dia ocorrida em Santa Maria (RS) no ?ltimo domingo matou 235 pessoas e deixou outras 143 feridas.
Eles foram detidos temporariamente por uma preocupa??o da pol?cia com a preserva??o das provas, al?m da possibilidade dos envolvidos tentarem corromper testemunhas, afirmou Arigony ? Ag?ncia Brasil. “Um deles [s?cio da boate], por exemplo, tem muita influ?ncia sobre os funcion?rios”, explicou.
“Pedimos a pris?o tempor?ria por 30 dias e s? conseguimos cinco. Agora precisamos renovar essas pris?es e estamos com dificuldade. N?o ? culpa do promotor, do juiz ou do delegado, ? a legisla??o que exige requisitos muito espec?ficos”, disse o delegado.
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O promotor criminal Joel Dutra tamb?m admitiu que ser? dif?cil manter os suspeitos presos. Segundo ele, legisla??o privilegia a liberdade enquanto n?o houver julgamento, e quest?es com grande clamor p?blico n?o podem ser usadas para justificar as pris?es tempor?rias. “? preciso comprovar requisitos muito espec?ficos [de acordo com a jurisprud?ncia], como a possibilidade de fuga ou a reincid?ncia no crime, coisas que aparentemente n?o s?o prov?veis de acontecer neste caso”, explicou Dutra.
Segundo o promotor, o C?digo de Processo Penal brasileiro prev? a substitui??o da pris?o por medidas preventivas, como proibir os suspeitos deixarem a cidade. Nem a preserva??o da integridade f?sica dos pr?prios presos, diante do clima emotivo que se estabeleceu em Santa Maria, poder? ser usada como justificativa para mant?-los na pris?o.