Piaui em Pauta

Desde morte de Eliza, primo de Bruno apresenta ao menos sete versões

Publicada em 26 de Julho de 2014 às 08h28


Primo de Bruno deu até agora, sete versões diferentes a respeito do caso. Primo de Bruno deu até agora, sete versões diferentes a respeito do caso. Antes de Jorge Luiz Rosa, primo do goleiro Bruno Fernandes, procurar a pol?cia para indicar um terreno onde supostamente o corpo de Eliza Samudio teria sido enterrado, o jovem j? havia apresentado diferentes vers?es sobre o caso. Nesta sexta-feira (25), buscas foram feitas em um lote vago de Vespasiano, na Regi?o Metropolitana de Belo Horizonte, mas os restos mortais n?o foram localizados. Desde a morte da ex-amante do atleta, ele apresentou ao menos sete relatos diferentes sobre o assassinato. Imagem: Divulga??oPrimo de Bruno deu at? agora, sete vers?es diferentes a respeito do caso. As vers?es se contradizem. Por vezes, ele acrescentou elementos, em outras, retomou relatos anteriores feitos a autoridades e chegou at? mesmo a negar o que disse, alegando que teria sido pressionado pela pol?cia. Inicialmente, disse que o corpo teria sido esquartejado e jogado a c?es, e os ossos concretados. Agora, quatro anos ap?s a morte de Eliza, por querer dar o direito ? m?e da jovem de enterr?-la dignamente, Rosa apresentou outra vers?o, com riqueza de detalhes. Mesmo depois de nada ter sido encontrado no novo local indicado pelo primo de Bruno, o advogado que acompanhou o rapaz em Minas diz que ele segue convicto desta ?ltima vers?o. Na ?poca do crime, Jorge Luiz Rosa era menor de idade. Por envolvimento na morte, ele cumpriu medida socioeducativa. Veja os diferentes relatos. Corpo jogado a c?es e ossos concretados No depoimento dado ? Pol?cia Civil do Rio Janeiro, logo ap?s o in?cio das apura?es sobre o desaparecimento de Eliza Samudio, em julho de 2010, Jorge Luiz Rosa contou detalhes sobre a morte da ex-amante do primo. Ele afirmou que, junto com a jovem e Luiz Henrique Rom?o – o Macarr?o – teria feito o trajeto entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais. Durante o percurso, ele disse que deu tr?s coronhadas em Eliza. Bruno, segundo esta vers?o, teria chegado de t?xi ao s?tio dele na Regi?o Metropolitana da capital mineira, porque teria viajado de avi?o. Na ocasi?o, o jovem tamb?m relatou que o goleiro ficou na propriedade por duas horas e depois chamou um t?xi para lev?-lo at? o aeroporto, pois queria voltar para o Rio no mesmo dia. Jorge Luiz Rosa contou que, no dia seguinte, ele, Macarr?o, Eliza e o filho dela entraram no carro de Bruno e seguiram rumo a Belo Horizonte. No ve?culo tamb?m estaria, segundo o jovem, S?rgio Rosa Sales, primo de Bruno assassinado antes de ser julgado pelo crime. Rosa contou que chegaram a um local que se parecia com um s?tio e foram recebidos por um homem alto, negro, chamado Nen?m. O executor, como relatou Rosa, pegou Eliza, amarrou os bra?os dela com uma corda, deu uma gravata, e pediu para que todos deixassem o local. O homem a quem Rosa chamou de Nen?m teria passado carregando um saco. Ele disse que viu quando a m?o de Eliza Samudio teria sido arremessada a cachorros rotweillers. Contou ainda que os ossos foram concretados no mesmo terreno em que ela foi morta. Imagem: Divulga??oClique para ampliarEliza Sam?do foi considerada morta e o principal suspeito de ser o mandante, o ex-goleiro Bruno, foi condenado a 22 anos de pris?o em regime fechado. Jorge diz que Bruno estava no s?tio Dias depois, o jovem prestou outro depoimento contradizendo parte das declara?es que havia feito e complicando a situa??o do goleiro Bruno e de Macarr?o. Na segunda vers?o, dada ? Promotoria da Inf?ncia e da Juventude do Rio, Rosa contou que Macarr?o disse que eles iriam pegar Eliza porque ela "estava dando muita aporrinha??o para Bruno por causa do filho que dizia ter com o goleiro". Diferentemente do relato inicial, ele disse que ficaram por dois dias na casa do primo na capital fluminense e que o atleta estava no s?tio enquanto Eliza era mantida em c?rcere privado. Em rela??o ao momento do crime, ele disse que Macarr?o teria amarrado a m?o de Eliza. Depois do assassinato, Rom?o teria ligado para o executor, que teria contado que o corpo foi jogado para os c?es. Mas, como os animais n?o teriam comido toda a carne, parte dos restos mortais teriam sido concretados. Jovem volta atr?s e confirma ter visto que m?o de Eliza foi jogada a cachorros J? em Minas Gerais, ele prestou outro depoimento e retomou parte das declara?es. Rosa disse que n?o participou da morte da jovem, mas que esteve no local da execu??o, apontado como a casa de Bola. O ent?o menor teria ficado em um c?modo diferente de onde Eliza teria sido assassinada, mas ele disse que viu quando Bola arremessou a m?o dela aos c?es. Primeiro depoimento ? desmentido No fim de julho de 2010, Jorge Luiz Rosa desmentiu o primeiro depoimento durante uma acarea??o entre ele o primo S?rgio Rosa Sales. Ele contou ? pol?cia que esteve na casa de Bola havia dois anos com Macarr?o e que tinha apontado o suposto local do crime porque estava sendo pressionado pela pol?cia. Relatou tamb?m que n?o assistiu ao assassinato. Segundo a defesa do rapaz, ele tamb?m negou que o corpo de Eliza tivesse sido esquartejado. Nesta ocasi?o, ele tamb?m mudou a vers?o em rela??o ? participa??o de Sales no crime, dizendo que ele sequer esteve em Vespasiano. Jorge muda vers?o de como conheceu Bola Em outubro daquele ano, ele mudou mais uma vez o relato sobre a morte da ex-amante de Bruno. Rosa contou que inventou a hist?ria de que o corpo da jovem teria sido devorado por c?es da ra?a rotweiller porque o pai cria c?es e que teria apontado o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos – o Bola – como um dos suspeitos do crime porque j? o conhecia e sabia que ele tamb?m criava cachorros. Ele continuou afirmando que teria sido pressionado pela pol?cia no primeiro depoimento. Primo de Bruno mais uma vez volta atr?s No ano passado, em entrevista ao Fant?stico, Rosa voltou atr?s, mais uma vez, e disse que teria contado que os restos mortais de Eliza teriam sido jogados para cachorros porque Luiz Henrique Rom?o havia lhe contado. "Que o Macarr?o me falou que tinha sido jogado, que tinha dado umas bicudas nela, antes dela morrer, antes de enforcar ela”, afirmou. Corpo enterrado em lote vago Nesta ?ltima quinta-feira (24), ap?s uma entrevista com Rosa ser veiculada por uma r?dio do Rio de Janeiro, o jovem contou uma vers?o em que o corpo teria sido enterrado em vez de esquartejado e jogado a c?es. Imagem: Pedro ?ngelo/G1Jorge, primo de Bruno, acompanhou trabalhos de busca por corpo de Eliza Samudio? "Ele [Jorge] esclareceu que a Eliza Samudio foi levada por ele e pelo Macarr?o ? casa do Bola, onde foi assassinada. O Bola teria dado uma gravata na Eliza, asfixiado ela at? a morte e depois decepou uma das m?os da Eliza. E depois disso, segundo a vers?o dele, enrolou o corpo e a m?o num len?ol e depois colocou no interior de um saco de cad?ver. (...) E depois foram para um lote vago, pr?ximo ? casa do Bola, onde j? havia uma cova feita, um buraco profundo, aparentemente feito por uma retroescavadeira, segundo ele. E ali foi arremessado o saco contendo o corpo da Eliza. E, posteriormente, os tr?s – o Jorge, o Macarr?o e o Bola – teriam enterrado o corpo", relatou o delegado Wagner Pinto, respons?vel pelo depoimento do primo de Bruno Fernandes.

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Fonte: Vooz  |  Publicado por:
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