?A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta ter?a-feira a Argentina, que est? em um processo de negocia??o de d?vida com credores e corre o risco de default, e disse ser inaceit?vel que a a??o de "uns poucos especuladores" coloque em risco a estabilidade de um pa?s.
O governo argentino negocia com credores nos Estados Unidos para evitar o calote de uma d?vida que vence na quarta-feira, ap?s um grupo rejeitar uma proposta de renegocia??o anterior e acionar o pa?s sul-americano na Justi?a norte-americana. saiba mais Justi?a cancela pagamento feito pela Argentina a credores da d?vida Governo argentino prop?e troca de pap?is para pagar d?vida Marcas argentinas avan?am pelo Brasil Leia mais sobre Argentina
"O problema que atinge hoje a Argentina ? uma amea?a n?o s? para um pa?s irm?o. Atinge a todo o sistema financeiro internacional", disse Dilma durante reuni?o de c?pula do Mercosul em Caracas.
"N?o podemos aceitar que a a??o de alguns poucos especuladores coloquem em risco a estabilidade e o bem-estar de pa?ses inteiros. Precisamos de regras claras e de um sistema que permita foros imparciais, permita previsibilidade e, portanto, justi?a no processo de reestrutura??o de d?vidas soberanas."
Dilma se colocou ? disposi??o para levar a quest?o argentina ao encontro do G20 e, durante seu discurso na reuni?o de c?pula do Mercosul, tamb?m defendeu que um acordo comercial entre o bloco e a Uni?o Europeia precisa ser baseado no equil?brio.
"No caso da negocia??o do acordo de associa??o entre o Mercosul e a Uni?o Europeia, nosso bloco j? concluiu uma oferta compat?vel com os compromissos assumidos nas negocia?es de 2010. Esperamos agora que o lado europeu consolide a sua oferta", disse.
"Essa negocia??o s? poder? prosperar com o interc?mbio simult?neo de ofertas e o equil?brio entre o que demandamos, o que demandam eles, o que oferecemos e o que oferecem eles."
ORIENTE M?DIO
Dilma tamb?m citou o conflito entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza e voltou a pedir um cessar-fogo imediato.
A decis?o do governo brasileiro de chamar seu embaixador em Tel Aviv por conta da escalada do conflito, em que mais de mil palestinos morreram, boa parte civis, tensionou as rela?es entre Brasil e Israel, depois que o porta-voz da chancelaria israelense chamou o Brasil de "an?o diplom?tico".
"N?o podemos aceitar impass?veis a escalada da viol?ncia entre Israel e Palestina", disse Dilma durante o encontro do Mercosul, acrescentando que o Brasil condenou os disparos do Hamas contra o territ?rio israelense e jamais negou o direito de Israel de se defender.
"No entanto, ? necess?rio ressaltar a nossa mais veemente condena??o ao uso desproporcional da for?a por Israel na Faixa de Gaza, do qual resultou elevado n?mero de v?timas civis, incluindo mulheres e crian?as."