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Dilma nega crise econômica e garante inflação dentro da meta em 2014

Publicada em 29 de Julho de 2014 às 10h50


Dilma foi sabatinada e respondeu a diversos questionamentos sobre economia e política. Dilma foi sabatinada e respondeu a diversos questionamentos sobre economia e política. Imagem: Pedro Ladeira/FolhapressDilma foi sabatinada e respondeu a diversos questionamentos sobre economia e pol?tica. A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (28) que a infla??o, no Brasil, vai ficar no teto da meta (6,5%), mas que n?o est? "descontrolada". Ao negar que o pa?s viva uma "crise" econ?mica, Dilma disse n?o aceitar especula?es no per?odo eleitoral. "Sempre que especularam, n?o se deram bem. Acho muito perigoso especular em situa?es eleitorais", afirmou. Em sabatina realizada pela Folha, pelo portal UOL (ambos do Grupo Folha), pelo SBT e pela r?dio Jovem Pan, a candidata do PT ? reelei??o classificou de "lament?vel" e "inadmiss?vel" a recomenda??o do banco Santander a correntistas informando que sua eventual reelei??o poderia ter efeitos negativos para a economia. Veja como foi a sabatina com Dilma A dire??o do banco teve de se retratar e se desculpou pelo envio do relat?rio, alegando ter sido um erro de um analista que divulgou a recomenda??o sem consultar superiores. Dilma disse ser "inadmiss?vel aceitar qualquer n?vel de interfer?ncia de qualquer integrante do sistema financeiro" na atividade eleitoral e pol?tica do pa?s. "A pessoa que escreveu a mensagem [do Santander] fez isso sim e isso ? lament?vel. Isso ? inadmiss?vel para qualquer, eu diria qualquer, candidato. Seja eu ou qualquer outro", relatou ela, acrescentando que tomar? uma "atitude bastante clara em rela??o ao banco". Dilma confirmou ter recebido um pedido de desculpas da institui??o, mas considerou a rea??o do banco "muito protocolar". Sobre infla??o, Dilma comparou seu governo com o do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). "O presidente Lula pegou taxa de infla??o extremamente alta, de 12,5%, do FHC. Acho que usam dois pesos e duas medidas para julgar meu governo. Ela [a infla??o] n?o est? descontrolada", disse. "Ela est? no teto da banda [o centro da meta ? de 4,5%; o teto da banda, de 6,5%]. Vamos ficar nesse teto da banda." Para a candidata, o Brasil enfrenta o pior momento da economia internacional desde 2008, quando o mundo foi atingido por uma grave crise financeira. ?quela altura, o ent?o presidente Lula afirmou que os efeitos da daquela crise, sobretudo com escassez de cr?dito, atingiriam um pa?s como uma "marolinha". Dilma, nesta segunda, reconheceu que era uma avalia??o equivocada. "Est? havendo o mesmo pessimismo que aconteceu com a Copa com a economia brasileira. E com a economia ? mais grave, porque economia ? feita com expectativa", argumentou. MENSAL?O Na sabatina, a presidente disse que houve "grande discrep?ncia" em rela??o ? investiga??o do mensal?o do PT, que resultou na condena??o pelo Supremo Tribunal Federal de 25 r?us, e do mensal?o do PSDB, cujo processo atualmente tramita na Justi?a de Minas Gerais. "Nessa hist?ria da rela??o com o PT, tem dois pesos e umas 19 medidas. Porque o mensal?o [do PT] foi investigado. Agora, o mensal?o mineiro [do PSDB], n?o." A candidata ? reelei??o insinuou que houve engavetamento no caso dos tucanos, depois dois r?us renunciaram aos mandatos no Congresso como estrat?gia para levar os processos a julgamento na primeira inst?ncia da Justi?a Federal. "Quando foi o nosso caso, tomamos todas as provid?ncias. N?o tivemos nenhum processo de interromper a Justi?a. N?o pressionamos juiz, n?o falamos com procurador, n?o engavetamos o processo", afirmou a petista, sem entrar em detalhes. Questionada a explicar a que exatamente estava se referindo, Dilma se negou a dizer, afirmando apenas que como presidente da Rep?blica n?o se manifesta sobre decis?es do Supremo Tribunal Federal. No maior julgamento de sua hist?ria, o STF condenou 25 r?us, entre eles toda a ex-c?pula do PT, concluindo ter havido compra de apoio legislativo durante a primeira gest?o de Luiz In?cio Lula da Silva. O caso do mensal?o do PSDB apura a suspeita de desvios de recursos p?blicos para a campanha ? reelei??o de Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais, em 1998. O seu caso saiu do STF e foi para a Justi?a Mineira ap?s Azeredo renunciar, neste ano, ao cargo de deputado federal. DINHEIRO NO COLCH?O Dilma tamb?m foi questionada na sabatina sobre por que mant?m R$ 152 mil guardados em esp?cie, segundo sua declara??o de bens entregue ? Justi?a. "N?o vou te contar [se guarda o dinheiro no Pal?cio da Alvorada]. Sete anos da minha vida eu vivi fugida. Tinha muito tempo que eu dormia de sapato, porque ? muito forte a experi?ncia que voc? passa em determinados momentos. Eu tenho essa pr?tica. Eu dou dinheiro para a minha filha. Mas eu gosto assim", afirmou a presidente, lembrando do tempo em que foi presa e torturada durante a ditadura militar (1964-1985). Nesse momento, brincou: "N?o vou, n?o (fugir). J? me perguntaram isso. Mas acho que tem uma parte que gosto disso. Eu sou de outra gera??o. Nunca quis sucesso. Para mim, o sucesso n?o era isso. Na minha ?poca, o valor fundamental era que a gente ia transformar o Brasil. J? vivi sem dinheiro, com dinheiro. Tenho essa mania com os meus R$ 152 mil que voc?s n?o v?o mudar. Eu sou mineira." PASADENA Ao ser questionada sobre a crise envolvendo a Petrobras, Dilma disse que n?o saiu desgastada do caso Pasadena. Pelo contr?rio, teria comprovado a ado??o de "uma conduta muito decente" em todo o processo. A compra da refinaria de Pasadena (EUA) pela estatal, em 2006, abriu uma crise pol?tica em seu governo quando a pr?pria presidente revelou, neste ano, que o Conselho de Administra??o da Petrobras aprovou o neg?cio com base em um parecer "tecnicamente falho". Dilma presidia o conselho ? ?poca da aprova??o da aquisi??o. "Eu n?o acho que estou sendo desgastada por Pasadena. Pelo contr?rio, eu acho que Pasadena mostra que sempre tive uma conduta muito decente nos cargos p?blicos", afirmou Dilma, ressaltando que foi exclu?da pelo Tribunal de Contas da Uni?o do processo que cobra ressarcimento de US$ 792 milh?es aos cofres p?blicos. "Do ponto de vista da minha situa??o, eu queria lembrar que o Conselho de Administra??o ? um colegiado. Estavam presentes no conselho naquele momento alguns empres?rios e pessoas de grande experi?ncia na ?rea de neg?cios", completou Dilma, citando, entre outros, o empres?rio Jorge Gerdau. "O que aconteceu conosco? Nos n?o tivemos todos os dados. Tanto o TCU como o Minist?rio Publico percebem as condi?es e eu fui afastada desse processo. N?o tem como me condenar por Pasadena", afirmou Dilma, lembrando que o relator no TCU, Jos? Jorge, pertencia aos quadros da oposi??o antes de ingressar no tribunal. Al?m da investiga??o no TCU, a crise da Petrobras resultou na cria??o de duas CPIs no Congresso, que ainda n?o apresentaram resultados concretos. TRANSPORTES Dilma tamb?m foi questionada sobre a troca de ministros que foi for?ada a fazer por press?o do PR, que amea?ava n?o apoiar a sua reelei??o, o que lhe subtrairia 1 minuto no tempo de propaganda eleitoral na TV. Dilma afirmou n?o ter se sentido "nem um pouco" chantageada. "Eu me se sentiria chantageada se colocasse no Minist?rio dos Transportes uma pessoa que eu n?o acredito e n?o confio", disse Dilma, afirmando que confia no novo titular da pasta, Paulo S?rgio Passos que, embora seja filiado ao PR, ? pr?ximo ? presidente. "Eu n?o tolero, n?o compactuo e n?o aceito corrup??o em qualquer esp?cie." O PR exigiu, para a apoiar a candidatura de Dilma, que ela retirasse C?sar Borges dos Transportes e colocasse Paulo S?rgio Passos. A queda de Borges, que tamb?m ? do PR, se deu ap?s o ministro se desentender com integrantes da c?pula de sua legenda. ISRAEL Na sabatina, a presidente afirmou que o conflito entre Israel e o grupo Hamas na Faixa de Gaza n?o pode ser chamado de "genoc?dio", mas, sim, de "massacre". Dilma lamentou a declara??o do porta-voz israelense Yigal Palmor, para quem o Brasil ? um "an?o diplom?tico". Segundo a presidente, a frase cria um "clima ruim", mas descartou ruptura das rela?es diplom?ticas. "Eu acho que o que est? ocorrendo na Faixa de Gaza ? uma coisa perigosa. N?o acho que ? genoc?dio, mas acho que ? um massacre. N?o h? genoc?dio, mas a??o desproporcional. Tem que acabar aquela hist?ria de matar os tr?s jovens israelenses. Mas n?o ? poss?vel matar crian?as e mulheres de jeito nenhum." Na semana passada, o governo brasileiro divulgou uma nota condenando a escalada de viol?ncia em Gaza sem citar a?es tomadas pelo grupo Hamas, o lado palestino. Como gesto de reprova??o, o Itamaraty chamou seu embaixador em Tel Aviv, Henrique Sardinha Pinto, de volta ao Brasil para "consultas". Horas depois, a chancelaria de Israel reagiu. O porta-voz Yigal Palmor chamou o Brasil de "politicamente irrelevante" e de "an?o diplom?tico". Na ocasi?o, a orienta??o do governo brasileiro foi n?o polemizar. Dilma afirmou que o embaixador Sardinha Pinto "oportunamente" retomar? seu posto e que n?o h? "momento de ruptura". "Lamento as palavras [do porta-voz israelense], elas produzem um clima muito ruim. Nesse caso, a gente tem de ser bastante prudente. Acho que a ONU (Na?es Unidas) est? completamente certa", disse. "N?o posso especular se [o porta-voz] falou em nome do governo. Mas a decis?o de ONU de exigir cessar fogo imediato ? altamente bem-vinda. ? uma quest?o humanit?ria, ? uma faixa muito pequena, muita mulher e crian?a morrendo. A gente sabe que numa guerra desse tipo, quem paga s?o os civis", acrescentou. MAIS M?DICOS O programa, uma das bandeiras da campanha ? reelei??o de Dilma, foi defendido pela presidente durante a sabatina. Questionada sobre a menor remunera??o paga aos m?dicos cubanos e a op??o por um conv?nio com a ilha, Dilma respondeu que "essa posi??o fundamentalista sobre Cuba ? um desprop?sito". Dilma ainda defendeu o valor pago aos cubanos, alvo de cr?tica do presidenci?vel tucano A?cio Neves. Em sabatina anterior, ele prometeu igualar o sal?rio desses profissionais com os demais do programa. "N?s pagamos aqui uma parte do sal?rio [aos cubanos], R$ 3 mil, e eles ganham aux?lio-alimenta??o, aux?lio-moradia e aux?lio-transporte. (...) O que acontece em Cuba? Eles depositam o sal?rio que ele recebe [do governo brasileiro]."

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Fonte: Vooz  |  Publicado por:
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