Piaui em Pauta

Dilma vai ao Congresso pela 1ª vez desde o impeachment para ato contra privatizações.

Publicada em 04 de Setembro de 2019 às 13h38


A ex-presidente Dilma Rousseff voltou ao Congresso nesta quarta-feira (4) pela primeira vez desde que sofreu o impeachment, em agosto de 2016. Ela participou de um ato, organizado por partidos de oposi??o ao governo de Jair Bolsonaro, contra privatiza?es de empresas estatais e em defesa da "soberania nacional".

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Na ?ltima vez que Dilma tinha ido ao Congresso, em 29 de agosto de 2016, ela se defendeu, na tribuna do Senado, da acusa??o de crime de responsabilidade fiscal. No entanto, os parlamentares entenderam que a ent?o presidente havia cometido irregularidades ao adotar as chamadas "pedaladas fiscais" e ao assinar decretos que geraram gastos para o governo sem autoriza??o do Congresso Nacional. O impeachment foi aprovado dois dias depois.

O ato desta quarta-feira foi realizado em um audit?rio na C?mara dos Deputados. Dilma chegou acompanhada de aliados pol?ticos, como o ex-prefeito de S?o Paulo e candidato derrotado do PT nas elei?es presidenciais do ano passado, Fernando Haddad.

Tamb?m participaram os presidentes de partidos de oposi??o Carlos Lupi (PDT), Calos Siqueira (PSB) e Gleisi Hoffmann (PT), o ex-presidenci?vel Guilherme Boulos (PSOL), o governador do Piau? Wellington Dias (PT) e o senador Renan Calheiros (MDB-AL).

As privatiza?es, criticadas pelo grupo, s?o defendidas pelo governo como uma maneira de levantar recursos para o caixa da Uni?o e tornar mais eficiente a atua??o das estatais. O governo j? manifestou inten??o de privatizar 17 empresas, entre elas Correios e Eletrobras.

Discurso
Em discurso de cerca de 30 minutos, a ex-presidente chamou o governo Bolsonaro de “neofascista”. Segundo Dilma, a gest?o do presidente n?o tem compromisso com a na??o nem com a soberania do pa?s.

“Hoje em dia n?s vivemos com a consci?ncia de que este pa?s, que havia resistido por quatro elei?es presidenciais consecutivas, resistido ao neoliberalismo, hoje v? que foi necess?rio o surgimento de um governo neofascista para implantar o neoliberalismo", afirmou.

“Esse grupo que est? no poder n?o tem o menor compromisso com a na??o, portanto, n?o tem compromisso com a soberania”, completou Dilma.

A ex-presidente criticou tamb?m a atua??o da Opera??o Lava Jato que, segundo ela, desmontou a imagem da Petrobras para atender interesses econ?micos estrangeiros.

“? importante a gente notar que o processo de desmonte da imagem da Petrobras tem a ver tamb?m com o ataque da Lava Jato. A Lava Jato ? respons?vel tamb?m por ferir economicamente as empresas nacionais, sobretudo a Petrobras”, argumentou.

“A privatiza??o das estatais n?o ? privatiza??o coisa nenhuma, ? desnacionaliza??o, principalmente as maiores. A Petrobras n?o ser? privatizada, mas desnacionalizada. N?o h? no Brasil capital suficiente para comprar e desenvolver a Petrobras”, concluiu Dilma.

Cria??o de frente parlamentar
O evento foi marcado por gritos de “Lula livre” e “fora Bolsonaro”. Os manifestantes ainda fizeram, a pedido do bispo Dom Evaristo Pascoal, um minuto de sil?ncio em raz?o do aumento das queimadas na Amaz?nia.

No encontro foi lan?ada a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania Nacional. O grupo ser? presidido pela senadora Zenaide Maia (PROS-RN) e coordenado pelo deputado e ex-ministro do Desenvolvimento Social do governo Lula, deputado Patrus Ananias (PT-MG).

A cria??o de um projeto em “defesa da soberania nacional” foi articulada pelo ex-presidente Luiz In?cio Lula da Silva, preso em Curitiba ap?s ser condenado na Lava Jato.

Tags: Dilma vai ao Congres - Dilma vai ao Congres

Fonte: globo  |  Publicado por: Da Redação
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