
?Dentre os principais partidos governistas, PP, PSD e PMDB s?o os que tiveram maior n?mero de deputados que votaram contra o projeto que flexibiliza a meta fiscal e autoriza o governo a fechar as contas p?blicas neste ano com um super?vit prim?rio (poupan?a para o pagamento da d?vida p?blica) menor que o previsto na Lei de Diretrizes Or?ament?rias.
Depois de mais de 18 horas de sess?o, o texto-base da proposta – considerada priorit?ria pelo governo e muito criticada pela oposi??o – foi aprovado na madrugada desta quinta-feira (4). Mas os governistas n?o conseguiram concluir a vota??o porque faltou qu?rum para a aprecia??o do ?ltimo dos quatro destaques apresentados (propostas de altera??o do texto principal). A vota??o desse destaque ficou para uma nova sess?o, convocada para a pr?xima ter?a-feira (9),
Embora o texto-base tenha sido aprovado com folga – 240 votos a favor e 60 contra entre os deputados e 39 a 1 entre os senadores – o mapa da vota??o mostrou que 27 deputados filiados a legendas aliadas ao governo registraram voto contr?rio ao projeto.
Dos 71 deputados do PMDB – segunda maior bancada da C?mara e principal partido aliado do governo –, 40 registraram presen?a, mas quase metade da bancada de 71 deputados n?o compareceu para votar. Dos 40 votantes, 36 se manifestaram a favor do projeto e quatro contra.
Dos 40 da bancada do PP, compareceram para votar 26, dos quais 17 votaram com o governo, sete contra e dois se disseram em obstru??o. No PSD, dos 45 deputados, votaram 27 (21 a favor do projeto e seis contra).
No Senado, o ?nico parlamentar contr?rio ao projeto foi do PMDB – Waldemir Moka (MS). Entre os senadores cujos partidos fizeram oposi??o ao projeto, nenhum votou.
Na semana passada, a base aliada foi apontada como respons?vel pelo adiamento da vota??o do projeto devido ? falta de qu?rum.
Ao longo da discuss?o do projeto na sess?o desta quarta, a oposi??o chegou a dizer que os governistas s? votaram massivamente a favor porque havia promessas do governo de libera??o de emendas parlamentares e de concess?o de cargos.
Os oposicionistas usaram manobras regimentais para tentar retardar a vota??o e acabaram conseguindo arrastar os debates at? as 5h desta quinta.
C?mara
Entre os deputados, houve 240 votos favor?veis, 60 contr?rios e nove obstru?es (quando o voto n?o ? computado para o qu?rum) ao texto-base. Todos os partidos que comp?em a base orientaram seus parlamentares a votar "sim", com exce??o do PSC, que liberou o voto dos integrantes da bancada. As legendas da oposi??o recomendaram a obstru??o.
Apesar da orienta??o, nove partidos que comp?em a base de apoio registraram ao menos um voto contr?rio entre seus deputados: PMDB, PDT, PP, PR, PROS, PSC, PSD, PTB, PTdoB e PV. Cinco deram apoio integral ? proposta, com todos os deputados votando "sim": PT, PRP, PRB, PCdoB e PSOL.
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Sem concluir vota??o de projeto de meta fiscal, Congresso encerra sess?o
Discuss?es e tumulto marcam vota??o do texto-base da meta fiscal
O PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer, registrou os votos contr?rios de Alceu Moreira (RS), Edinho Bez (SC), F?bio Trad (MS) e Mar?al Filho (MS).
O relator da mat?ria ? do partido, senador Romero Juc? (RR), que apesar de ter declarado voto em A?cio Neves (PSDB) para presidente da Rep?blica, foi um dos principais defensores da altera??o da meta fiscal.
Os partidos oposicionistas tamb?m tiveram dissidentes que decidiram apoiar o projeto do governo e votar "sim" para o texto-base: SD, PSB, PPS e DEM. Somente o PSDB foi integralmente contr?rio (15 votos "n?o" e quatro obstru?es).
Senado
Nenhum senador dos partidos contr?rios ao projeto registrou voto, nem mesmo A?cio Neves (PSDB-MG) e Aloysio Nunes (PSDB-SP). Os dois participaram ativamente dos debates e subiram ? tribuna mais de uma vez ao longo do dia para criticar o texto. O mineiro chegou a dizer que, com a proposta, Dilma Rousseff coloca o Congresso de “c?coras”, enquanto Aloysio afirmou que o texto serve para “livrar a cara” da presidente.
O ?nico voto contr?rio foi do senador peemedebista Waldemir Moka. Os demais 11 partidos votantes apoiaram integralmente a nova meta fiscal de 2014 – inclusive os dois senadores do PSB, Rodrigo Rollemberg (DF) e L?dice da Mata (BA), partido que migrou para a oposi??o, mas que orientou seus parlamentares a serem favor?veis ao texto.