?A economia, e em particular a cria??o de empregos, ser? o assunto dominante na noite desta ter?a-feira no discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre o Estado da Uni?o.
Tradicionalmente, este discurso diante da C?mara de Representantes e do Senado serve para enumerar as prioridades legislativas do presidente e marca a dire??o do curso pol?tico. A Folha.com cobrir? o evento ao vivo atrav?s de liveblogging a partir da 0h.
Nesta segunda-feira, no entanto, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, j? apontou que desta vez o discurso n?o ser? "uma lista de compras".
Obama se concentrar? de modo quase exclusivo em um s? assunto: a economia, a grande preocupa??o dos americanos segundo as pesquisas e o tema que dever? ter a m?xima aten??o da Casa Branca nos pr?ximos meses para chegar forte ?s elei?es do ano que vem.
Em um v?deo enviado no fim de semana aos eleitores que o apoiaram em 2008, o presidente americano j? apontou que "o foco n?mero um" do seu discurso ser? "assegurar-nos de que somos competitivos, de que crescemos, de que achemos empregos n?o s? agora, mas que seguiremos criando no futuro".
Neste sentido, Obama apontou que para alcan?ar este objetivo uma de suas metas ser? fomentar a competitividade dos EUA frente ao resto do mundo e aumentar as exporta?es.
Por isso, poderia incluir uma chamada ao Congresso para ratificar os tratados de livre com?rcio pendentes com a Col?mbia e o Panam?, como j? fez no ano passado.
Obama j? tocou neste assunto nos ?ltimos dias. Durante a visita de Estado do presidente da China, Hu Jintao, destacou os contratos de compras chinesas de produtos americanos, no valor de US$ 45 bilh?es, como uma conquista que permitir? sustentar dezenas de milhares de postos de trabalho.
Um dos objetivos tra?ados pela Casa Branca ? dobrar as exporta?es no prazo de cinco anos. Com isso, espera reduzir de maneira significativa o ?ndice de desemprego, atualmente em 9,4%, um n?vel elevado para os Estados Unidos.
Obama tamb?m se referir? em seu discurso, segundo antecipou a Casa Branca, ao forte deficit fiscal, de mais de US$ 1,3 trilh?o, e ? necessidade de reduzir a d?vida.
Para isso, segundo admitiu a Casa Branca, ser? necess?rio cortar programas governamentais e atacar a inefici?ncia.
Sem d?vida nenhuma, a lista dos programas a serem cortados ser? objeto de uma intensa batalha com a oposi??o republicana, que desde o in?cio de 2011 controla a C?mara de Representantes.
Os republicanos, que se impuseram nas elei?es legislativas de novembro com a promessa de modera??o fiscal, reivindicam cortes dr?sticos, enquanto a Casa Branca teme que uma grande redu??o de fundos afete a incipiente recupera??o econ?mica.
Diante da imin?ncia deste debate e das trocas de farpas entre republicanos e democratas, Obama aproveitar? seu discurso para reiterar sua chamada a um discurso pol?tico civilizado e a uma colabora??o entre os partidos.
Desta forma, retomar? uma das ideias lan?adas h? duas semanas em seu discurso em Tucson, onde participou de um ato em homenagem ?s v?timas do tiroteio do dia 8. Na Ocasi?o, Obama incitou os partidos ? unidade, indicando que "pode ser que n?o consigamos impedir todo o mal que h? no mundo, mas sei que a forma de nos tratarmos depende totalmente de n?s mesmos".
A convite da Casa Branca, na tribuna de convidados deste ano estar?o junto ? primeira-dama Michelle Obama alguns dos afetados pelo tiroteio do ?ltimo dia 8 --os pais de Christina Taylor Green, de apenas nove anos, e Daniel Hern?ndez, que trabalhava como volunt?rio no escrit?rio da deputada Gabrielle Giffords.
O presidente americano chega ao discurso em um bom momento. As pesquisas indicam uma recupera??o de sua popularidade, ap?s a queda durante as elei?es legislativas de novembro. A continua??o desta recupera??o depender?, em parte, de como o discurso desta ter?a-feira ser? recebido.