Piaui em Pauta

Eduardo Campos: "O povo dirá se o ciclo do PT acabou"

Publicada em 12 de Outubro de 2013 às 20h24


?Eduardo Campos ser? pai. O nascimento de seu quinto filho est? previsto para fevereiro do ano que vem. Ele dever? se chamar Miguel – mesmo nome do bisav?, Miguel Arraes, que iniciou Eduardo na pol?tica. Al?m de Miguel, 2014 promete trazer outras emo?es para o governador de Pernambuco. O mesmo Campos que declarara apoio ? presidente Dilma Rousseff nas elei?es de 2014 entrou com tudo na corrida pelo Planalto, desde que Marina Silva resolveu apoi?-lo com sua Rede. Em entrevista a ?POCA para a s?rie L?deres Brasileiros, ele discorre sobre suas ideias para o pa?s e sobre pol?tica. “Quem apostar em algum problema entre mim e Marina vai perder. ? melhor n?o apostar caro, para n?o perder muito.”

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?POCA – O senhor ? ou ser? candidato ? Presid?ncia?
Eduardo Campos – O PSB e a Rede apresentar?o uma proposta ao Brasil de um caminho alternativo, que possa garantir as conquistas que tivemos nas ?ltimas d?cadas, mas que possa remeter o Brasil a um longo ciclo econ?mico, com vis?o social, um novo ciclo de desenvolvimento sustent?vel, com inclus?o, que possa garantir melhoria na qualidade vida do povo brasileiro, com servi?os p?blicos mais eficientes e que possam contemplar a demanda que est? posta na vida p?blica brasileira por essa melhoria.

?POCA – O senhor ser? o candidato do PSB ou existe a possibilidade de haver outro candidato?
Campos – Tomamos uma decis?o. Vamos trabalhar o conte?do dessa alian?a, envolvendo a sociedade civil, o movimento social, a academia – e manter exatamente aquilo que a Marina eu coloc?vamos sempre: a decis?o sobre a candidatura vir? em 2014. Marina e eu estaremos juntos, levando esse conte?do para todo o Brasil e ? sociedade brasileira. Quem apostar que haver? algum problema entre mim e Marina vai perder. ? melhor n?o apostar caro, para n?o perder muito.
?POCA – O senhor apoiou o PT e disse que estaria com Dilma em 2014. O que o levou a mudar e a tentar criar uma alternativa?
Campos – Essa reflex?o j? v?nhamos fazendo desde 2010, quando n?s e o PSB discut?amos uma candidatura alternativa para um encontro no segundo turno com outra hegemonia, outra pactua??o. No ano da elei??o, vimos que havia a possibilidade de vencermos no primeiro turno. Sacrificamos uma candidatura pr?pria do PSB e fomos para uma alian?a com PT e PMDB, sob a coordena??o do presidente Lula. E a elei??o n?o foi resolvida no primeiro turno. Tivemos um debate superpobre do ponto de vista de conte?do, que descambou mais para o eleitoral que o pol?tico, mais para o marketing que para a discuss?o da ess?ncia. Nosso partido tem 60 anos e ele j? surgiu exatamente pela inquieta??o de intelectuais que se colocavam contra a posi??o gerada pela Guerra Fria: a esquerda liderada pelos comunistas, de outro lado os liberais, como se n?o houvesse nenhum outro caminho alternativo. Esse ato que consolidamos no s?bado, uma alian?a program?tica do PSB com a Rede, ? um fato que ajuda a oxigenar a pol?tica, a fazer o debate de conte?do. N?o ? contra quem quer que seja. ? a favor da boa pol?tica, do Brasil e, sobretudo, da cidadania, para que ela tenha alternativas.

?POCA – O per?odo do PT se esgotou?
Campos – O Partido dos Trabalhadores – onde tenho amigos que pretendo preservar, como tenho no PSDB – precisa passar por um processo de inova??o. A maior prova disso foi dada em 2010, quando a candidata foi a presidente Dilma Rousseff. Ali, j? estava claro que o PT precisava renovar seus quadros e pr?ticas. Dilma n?o ? uma petista tradicional de origem. Se foi ela a candidata, ? porque n?o havia nos quadros do PT quem cumprisse aquele papel.
?POCA – O senhor acha que Dilma poderia ter aproveitado melhor sua chance no governo?
Campos – Essa ? uma an?lise que a hist?ria far?. A gente falar? muito sobre isso em 2014 – e, sobretudo, o povo poder? falar sobre isso em 2014.
?POCA – Dilma perdeu a aura da ?tica?
Campos – ? uma resposta que s? o tempo dar?. Ela ? s?ria e a respeito. Mas ? um erro pol?tico essa manuten??o da coaliz?o onde as for?as mais atrasadas e conservadoras passaram a ser o centro. Isso aconteceu em 2005, numa crise pol?tica em que o Lula teve de ampliar sua base. H? um aprofundamento dessa alian?a para o centro e para o campo conservador. ? um erro pol?tico.
?POCA – O senhor se refere ao PMDB?
Campos – Sim. Mas n?o todo o PMDB. Tem o PMDB do Pedro Simon, tem o PMDB do Jarbas Vasconcelos, esse PMDB ? outra coisa. Falo do n?cleo que hoje comanda o PMDB.
?POCA – Quais seriam tr?s prioridades de um governo do PSB e da Rede?
Campos – Uma prioridade central ? a qualidade de vida das pessoas. A sustentabilidade nada mais ? que uma releitura, no s?culo XXI, do que ? o socialismo democr?tico, o desejo das pessoas de viver sob os valores da ?tica, dos direitos humanos, do respeito ? diversidade. H? um grande desejo da popula??o brasileira de melhorar a qualidade de vida. Uma prioridade central que responde ? qualidade de vida e ? quest?o econ?mica ? ter uma educa??o efetivamente de qualidade, como direito de cidadania brasileira. Educa??o n?o ? uma pol?tica p?blica em que voc? possa imaginar que ter? resultados de curto prazo. A? vem a diferen?a da aposta nesse caminho. ? pensar o Brasil al?m da elei??o, o Brasil da pr?xima d?cada. Outra quest?o ? garantir as conquistas que tivemos. A conquista democr?tica, que nos imp?e melhoria da qualidade da pol?tica para melhorar as institui?es, aproximando o Brasil real do Brasil oficial. A conquista da estabilidade, um patrim?nio com que n?o podemos brincar. Se tivermos um problema s?rio na economia, a vida de uma legi?o de brasileiros – que adquiriram suas televis?es, pagam presta?es da casa pr?pria, compraram motocicletas – pode se complicar.

?POCA – Suas tr?s prioridades seriam, ent?o: qualidade de vida, educa??o e garantir as conquistas?
Campos – Isso.
?POCA – O senhor falou em educa??o. Pernambuco criou um sistema que paga b?nus a professores que cumprem metas. No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes enfrenta uma greve, entre outras coisas, porque quer implantar algo parecido. Na Presid?ncia, o senhor faria um programa de meritocracia semelhante?
Campos – N?o ? s? colocar remunera??o vari?vel. ? preciso haver valoriza??o do professor, com plano de cargos, carreiras e vencimentos. Que diferencie quem faz especializa??o, que prestigie quem faz mestrado e doutorado, que possa abrir a possibilidade de o professor fazer reciclagem e capacita??o continuada. N?o posso substituir sal?rio pela remunera??o vari?vel. Seria uma agress?o ao bomsenso e ao professorado. ? preciso haver sal?rio e carreira para que o professor possa crescer. E ele tem de ter o b?nus.
?POCA – O professor ganha mal no Brasil?
Campos – Ganha mal. Acumulou-se a gest?o malfeita no passado, e muitos lugares ficaram condenados a remunerar mal. Se houver di?logo com os professores, e se houver disposi??o, construiremos uma travessia de resgate de autoestima, fundamental para o resultado no aprendizado. Se o professorado ficar deprimido, n?o haver? resultado.

?POCA – O que o senhor acha das cotas?
Campos – Elas v?m apresentando resultados no Brasil. Temos um quadro social muito duro no pa?s. H? um desequil?brio no acesso ? educa??o de qualidade, quando se compara o filho de um trabalhador do sert?o ao filho de um trabalhador da classe m?dia urbana. Se n?o houver mecanismos de induzir, permitir que os estudantes em situa??o social mais dura tenham incentivo para chegar ? universidade p?blica, ser? reproduzido um quadro de desequil?brio. Precisamos de cotas hoje, porque vivemos numa sociedade com muito desequil?brio social.
?POCA – Inclusive cotas raciais?
Campos – Cotas raciais e cotas sociais. Pelas marcas da escravid?o. Venho de um lugar marcado culturalmente pela casa-grande e a senzala. Sei o que ? essa figura.
?POCA – Como criar no Brasil uma sa?de p?blica de qualidade?
Campos – Ou come?amos o debate da sa?de pela sa?de ou tentaremos cuidar da doen?a, n?o da sa?de. Fortalecer a aten??o b?sica ? estrat?gico. Para cuidar de 90% da popula??o, a sa?da ? essa. Existe tamb?m um subfinanciamento. A Uni?o vem se retirando do gasto na sa?de. Em 1988, colocava-se 75%, hoje s?o menos de 50%. Para compensar, entram recursos dos munic?pios e dos Estados.
?POCA – O senhor acha que a Uni?o deveria voltar a gastar mais na sa?de? Como financiar isso?
Campos – A Uni?o precisa elevar o gasto, num processo de longo prazo, como est? em discuss?o no Congresso agora.
?POCA – O senhor usa o sistema de sa?de p?blica?
Campos – J? tive experi?ncia de ser atendido em emerg?ncia. J? como governador, tive um processo al?rgico, estava pr?ximo de um hospital p?blico, e fui l?. Mas tenho seguro-sa?de, o mesmo h? 20 anos.
?POCA – O que o senhor acha da importa??o dos m?dicos cubanos?
Campos – Importamos m?dico hoje, porque n?o formamos ontem no Brasil. No meu Estado, quando fiz um levantamento h? tr?s anos, vi que as vagas do curso de medicina nas universidades federais e estaduais eram menores que nos anos 80. Abri em Pernambuco dois cursos de medicina. Um no Agreste e outro no Sert?o. Eles n?o ter?o impacto enquanto eu for governador, e sim daqui a dez anos. Durante algum tempo, se fecharam cursos de medicina Brasil afora. H? cidades com 15 mil ou 20 mil habitantes sem m?dico. Coloque-se numa cidade dessas, com um filho com crise de asma, uma m?e com desequil?brio de diabetes ou press?o arterial elevada. Existe essa realidade, e ? preciso enfrent?-la.
?POCA – Qual sua opini?o sobre as privatiza?es, no governo FHC e no governo Dilma? Como trataria a quest?o?
Campos – N?o tenho preconceito com iniciativa privada, nem com Parcerias P?blico-Privadas, concess?es. N?o temos no or?amento fiscal brasileiro a capacidade de alavancar os investimentos, como a realidade exige. Temos de chamar a parceria da iniciativa privada. E ela n?o far? por filantropia uma rodovia, um porto, um aeroporto, uma linha de metr?. Far? para ganhar dinheiro. Precisamos garantir um ambiente que passe confian?a e nos ajude a ter investimentos em ?reas que melhorem a qualidade de vida e a produtividade da economia.
?POCA – O governo atual errou em rela??o a isso?
Campos – O governo demorou a adotar o caminho das concess?es e das Parcerias P?blico-Privadas. E, quando tomou a decis?o de ir, n?o passou seguran?a aos agentes. Parecia que havia algo mal resolvido, um certo preconceito, um intuito de intervir no neg?cio do concession?rio. O governo meio que fez, mas fez desconfiado. Fez, mas fez como se quisesse continuar como se fosse p?blico. Isso teve consequ?ncias.
?POCA – Isso significa que precisa haver capitalismo dentro do socialismo do PSB?
Campos – Sim.
?POCA – O Brasil sofre com a armadilha de crescimento baixo. Da nossa riqueza, 40% v?o para a m?quina estatal. O que fazer?
Campos – O fundamental ? desenhar o caminho estrat?gico. Teremos uma caminhada de uma d?cada. Nessa caminhada, ajustaremos distor?es que existem e compatibilizaremos as pol?ticas fiscais e econ?micas, num caminho em que passaremos confian?a aos agentes econ?micos. H? no Brasil mais uma crise de confian?a do que uma crise econ?mica. Os fundamentos econ?micos poderiam estar melhores? Sim, mas j? estiveram piores. O importante ? passar para a sociedade com clareza que h? um projeto discutido, de longo prazo, que juntar? boas ideias e boas pessoas. Isso conquista a primeira batalha: a batalha da confian?a.
?POCA – O senador A?cio Neves diz que, se eleito, reduziria o n?mero de minist?rios de 40 para 22. Temos minist?rios demais?
Campos – Isso virou um s?mbolo para qualquer presidente novo que chegar. Ele ter? de reduzir. Mas n?o resolve a quest?o fiscal. Pode ajudar a resolver a gest?o. Se ele disse 22, posso dizer 20. Agora, se ficar por a?, n?o resolveu nada. ? s? um slogan, uma jogada de marketing. Precisa ir adiante. Criar indicadores de impacto na gest?o, remunera??o vari?vel no servi?o p?blico, premia??o para quem cumpre meta e or?amento. S?o ideias que j? existem em prefeituras e Estados e a Uni?o precisa incorporar.
?POCA – No mundo globalizado, quais s?o nossas for?as? Onde devemos investir?
Campos – A gente precisa apostar na inova??o. Melhorar onde somos bons. Podemos ter excel?ncia em energia, temos condi??o de manter uma matriz energ?tica limpa e renov?vel. Temos de seguir aumentando nossa produtividade como resposta ? vis?o atrasada de que o agroneg?cio pode se sustentar por seu expansionismo. Ele se sustentar? pelo que tiver de tecnologia, inova??o e compatibilidade com a quest?o ambiental. Precisamos buscar inova??o em setores da nossa ind?stria, porque n?o podemos ser o pa?s s? da agricultura e da exporta??o de commodities. Temos de fazer apostas em setores que ser?o fundamentais.

?POCA – Marina Silva sempre teve uma rela??o dif?cil com o agroneg?cio. Como o PSB lidar? com esse setor?
Campos – N?o podemos ter preconceitos com setores. H? f?bricas que poluem e as que n?o poluem. H? empresas na ?rea de servi?os que respeitam a regra na rela??o trabalhista e as que n?o respeitam. No agroneg?cio, tem gente com cabe?a do s?culo XX ou XIX e tem muita gente no s?culo XXI. Esses ser?o nossos interlocutores. ? preciso ficar claro que o caminho para melhorar a produtividade n?o ? derrubar Mata Atl?ntica, Floresta Amaz?nica, mata ciliar, entrar em reserva legal. O caminho ? levar e agregar conhecimento. No agroneg?cio brasileiro h? grandes empreendedores, pessoas completamente sintonizadas com isso.
?POCA – No Brasil, o empres?rio gosta de pedir dinheiro e desonera?es ao governo. Como o senhor trataria isso num eventual governo PSB e Rede? Diria n?o aos empres?rios?
Campos – Quem governa, antes de aprender a dizer “sim”, tem de aprender a dizer “n?o”. Se n?o, n?o governa. Nos ?ltimos meses, assistimos ? desonera??o de quase R$ 70 bilh?es, e voc? n?o encontra um ?nico segmento do empresariado brasileiro aplaudindo isso. Todos continuam reclamando. E alguns achando que n?o foram atendidos. Precisamos ter esse olhar em perspectiva para a constru??o de algumas apostas.
?POCA – Para ampliar a inova??o, como casar o conhecimento com o investidor?
Campos – Discutimos isso quando eu estava no governo do presidente Lula. Fizemos o debate da inova??o h? dez anos. FHC passou sete anos tentando fazer a lei da inova??o. Precisamos tornar a inova??o um conceito sist?mico para o governo. Na hora de dar um incentivo fiscal e de oferecer o cr?dito, de fazer as apostas na infraestrutura, isso tudo tem de ser destinado a quem est? efetivamente inovando. Essa busca tem de estar em todos os setores, o pr?prio servi?o p?blico tem de buscar inova??o. ? preciso que essa pactua??o seja de todos.
?POCA – Qual sua opini?o sobre o casamento gay?
Campos – ? uma quest?o resolvida e bem resolvida pela Justi?a brasileira. A suprema corte do Brasil foi l? e resolveu o que o Congresso Nacional n?o resolveu. N?o s? a uni?o civil, como a quest?o previdenci?ria.
?POCA – Aborto?
Campos – A legisla??o que est? a? ? a que o Brasil pode ter neste momento.
?POCA – Descriminaliza??o das drogas leves, como a maconha?
Campos – N?o ? o caso ainda no Brasil, neste momento.
?POCA – Por qu??
Campos – Porque vivemos uma epidemia do crack. Precisamos romper essa epidemia com outros mecanismos para abrir um debate dessa natureza.
?POCA - Marina disse que, a pretexto de combater a “homofobia”, havia o risco de surgir uma intoler?ncia religiosa, a “cristofobia”. Qual sua opini?o sobre isso?
Campos – Garantir direitos da f? ? defender a Constitui??o. Tenho minha religi?o, mas nunca a trouxe para o debate pol?tico. Sou cat?lico, mas nunca professei minha f? naquilo que estou discutindo aqui. ? algo que me diz respeito.

?POCA – O senhor ? praticante?
Campos – Sou.
?POCA – Vai ? missa todo domingo?
Campos – N?o. Minha agenda... mas tenho fam?lia de forma??o crist?.
?POCA – O senhor foi criticado por ter mais de 20 parentes empregados no governo de Pernambuco. Outra acusa??o diz respeito a uma puni??o no Conselhinho do Banco Central, por uma quest?o envolvendo precat?rios. Como lidar? com elas?
Campos – Com muita tranquilidade. O primeiro Estado na federa??o que teve uma lei de nepotismo foi Pernambuco. Pelo fato de me eleger governador, n?o tenho como demitir do servi?o p?blico primos de minha mulher ou primos meus, filhos de pessoas de minha fam?lia, aprovados em concurso. Eles s?o servidores p?blicos. Agora, em rela??o ao Conselhinho (do Banco Central), ? uma quest?o estapaf?rdia, j? suspensa por decis?o judicial. O Supremo analisou a quest?o e, por unanimidade, depois de toda a investiga??o no Congresso, Minist?rio P?blico Federal, imprensa, meus advers?rios, me julgou (inocente). E, depois de o Supremo me julgar, fui julgado pelos que me conhecem, que moram em Pernambuco. Duas vezes. Da ?ltima, com 83% dos votos.
?POCA – Um desafio da alian?a entre PSB e Rede ? o pouco tempo de televis?o.
Campos – Eu falava com minha mulher, Renata: voltaremos a disputar elei??o como no passado. Em 2006, fui candidato disputando valores em cima de caixotinho. Tempo de TV ? importante, mas n?o ? fundamental. Melhor n?o ter tempo e ter o que dizer do que ter muito tempo e n?o ter o que dizer.
?POCA – Neste ano o povo brasileiro foi ?s ruas por n?o se sentir representado pelos pol?ticos. Qual sua resposta a esse cidad?o?
Campos – Foram para a rua para melhorar o Brasil. Ningu?m sai ? rua para piorar. A primeira das mudan?as precisa ser na pol?tica. Se n?o mudar a pol?tica, n?o mudar? o Brasil. A primeira resposta concreta ? dada desde s?bado. A gente oferece um caminho diferente, fora dos arranjos tradicionais, para colocar em debate. Isso animar? enormemente a juventude, os militantes sociais, os que se preocupam com o futuro do Brasil, os que querem justi?a social. Isso animar? quem estava desanimado com a pol?tica. Qual o resultado? Teremos de esperar 2014 para ver o resultado.
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Fonte: G1  |  Publicado por: Da Redação
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