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Efeito Copa não beneficiou o mercado de trabalho em 2014

Publicada em 26 de Junho de 2014 às 15h20


Um dos principais argumentos do governo federal para justificar os empr?stimos subsidiados para a constru??o dos est?dios de futebol para a Copa do Mundo foi a cria??o de vagas de trabalho para brasileiros, sobretudo no setor de servi?os. Tal ret?rica foi usada exaustivamente pela presidente Dilma Rousseff, com destaque para seu discurso de 10 de junho deste ano, antes do in?cio do torneio, em que a presidente atacou "os pessimistas". Ocorre que, da mesma forma que os est?dios operam inacabados e os aeroportos ainda est?o em processo de amplia??o, o emprego est? longe de representar um grande b?nus ao pa?s que sedia a Copa do Mundo. Dados divulgados pelo Minist?rio do Trabalho e do Emprego nesta ter?a-feira mostram que a cria??o de emprego em maio foi a pior para o m?s desde 1992. No acumulado do ano, o saldo l?quido ? de 543 mil postos, o pior saldo desde 2009. O MTE afirma que o emprego na ind?stria ? o culpado pelo resultado ruim. Segundo o ministro Manoel Dias, foi "inesperado" que o saldo da ind?stria de transforma??o ficasse negativo no m?s e puxasse o resultado para baixo. Contudo, o setor industrial est? longe de ser o ?nico respons?vel pela desacelera??o da cria??o de vagas. O setor de servi?os, que, em tese, ? o mais beneficiado pelo advento da Copa do Mundo, pois nele est?o listados os segmentos de alimenta??o, hotelaria, entre outros, tamb?m vivencia uma espiral decrescente. O com?rcio, em teoria animado para atender ? enxurrada de turistas, por exemplo, apresenta no ano saldo negativo de emprego de 56 mil vagas, ante saldo tamb?m negativo de 30,7 mil vagas no mesmo per?odo do ano passado. A situa??o ? mais alarmante no varejo, que contou com 80 mil vagas a menos entre janeiro e maio. Os itens Alimenta??o e Alojamento (que integram o saldo de Servi?os e t?m maior potencial de crescimento em per?odo de Copa) tiveram a cria??o de 73 mil vagas nos primeiros cinco meses de 2014. Em 2010, esse mesmo segmento ficou com saldo positivo de 120 mil vagas; em 2011, 115 mil vagas e, em 2012, 98 mil vagas. J? para a constru??o civil, o saldo dos primeiros cinco meses do ano ? o pior desde 2009: 82,4 mil vagas. Entre as 12 cidades-sede da Copa, todas registram desde 2010 queda gradual no saldo de emprego entre janeiro e maio. No caso do Rio de Janeiro, por exemplo, a queda ? brutal. Foram 40 mil vagas nos primeiros cinco meses de 2010 e 4.892 vagas no mesmo per?odo deste ano. Em Manaus, o saldo ficou negativo em mais de 5 mil vagas justamente no ano da Copa. Em Recife, o saldo de emprego ficou em apenas 63 este ano.

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Fonte: Vooz  |  Publicado por:
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