
O candidato do PDT ? Presid?ncia, Ciro Gomes, afirmou na noite deste domingo (7), ap?s a confirma??o do segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), que vai se reunir com a dire??o do partido antes de decidir sobre a posi??o a ser adotada na nova etapa da elei??o. Mas excluiu a hip?tese de apoiar Bolsonaro: "Ele n?o, sem d?vida".
Ciro afirmou que v? “com muitas ang?stia e preocupa??o” a divis?o do pa?s, mas ressalvou que combate o “fascismo”.
"Uma coisa eu posso adiantar logo, como voc?s j? viram: minha hist?ria de vida ? uma hist?ria de vida de defesa da democracia e contra o fascismo", declarou.
Questionado por um rep?rter se alguma hip?tese estava descartada, respondeu: "Ah, ele n?o, sem d?vida".
Ciro ainda declarou que discutir? com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, a situa??o do segundo turno.
O candidato do PDT afirmou que encerrou o primeiro turno da elei??o presidencial com sentimento de “profunda gratid?o ao povo brasileiro” e fez um agradecimento especial aos eleitores do Cear?, sua base eleitoral.
No estado, o irm?o Cid Gomes foi eleito senador, e o governador Camilo Santana (PT), apoiado por Ciro, se reelegeu.
“Eu vou agora comemorar a vit?ria do Camilo, que ? uma vit?ria superlativa, uma vit?ria do senador Cid Gomes, que ? o meu orgulho. Fizemos uma extraordin?ria maioria na Assembleia Legislativa do Cear?”, disse o candidato.
Terceira tentativa
O pedetista disputou a Presid?ncia pela terceira vez – em 1998, filiado ao PPS, tamb?m ficou em terceiro na disputa, atr?s de Fernando Henrique Cardoso, eleito no primeiro turno, e Luiz In?cio Lula da Silva. Em 2002, ainda no PPS, ficou na quarta coloca??o, atr?s de Lula, eleito pela primeira vez, Jos? Serra e Anthony Garotinho.
Neste ano, Ciro buscou na campanha se apresentar como uma terceira via, como alternativa tanto a Haddad e o PT quanto a Bolsonaro.
Ele insistiu nas cr?ticas ? postura do PT em rela??o ? sua candidatura e, inclusive, chegou a declarar que "n?o ? mais poss?vel" apoiar o partido.
Em rela??o a Bolsonaro, Ciro foi mais enf?tico: em mais de uma ocasi?o, referiu-se ao advers?rio como "aberra??o" e apontou "riscos" ? democracia caso ele seja eleito.
Propostas
Durante a corrida eleitoral, o programa Nome Limpo, uma das propostas de Ciro mais divulgadas, foi considerada um "hit" de campanha.
O projeto propunha a quita??o dos d?bitos dos consumidores que est?o com o nome sujo no Servi?o de Prote??o ao Cr?dito (SPC) por meio do refinanciamento das d?vidas junto aos bancos.
Por um lado, foi criticado por advers?rios e economistas, que o acusaram de populismo. Por outro, se manteve firme e declarou, em mais de uma ocasi?o, que s? fica contra esse projeto "quem tem horror a povo".
Durante toda a campanha, Ciro tamb?m criticou e prometeu revogar a reforma trabalhista e o teto de gastos aprovado por meio da emenda 95, ambas propostas pelo governo Michel Temer.
Um dos principais mantras repetidos por ele e por sua campanha foi o de criar um "grande projeto nacional de desenvolvimento", com investimentos em ci?ncia, tecnologia, ind?stria e empregos.
Pesquisas
Em agosto, no in?cio da campanha eleitoral, Ciro j? figurava em terceiro nas pesquisas sem a presen?a do ex-presidente Luiz In?cio Lula da Silva.
No in?cio de setembro, com a confirma??o da candidatura de Fernando Haddad, Ciro chegou a figurar em segundo nas pesquisas.
Ultrapassado pelo petista em setembro, permaneceu na terceira posi??o em todas as pesquisas divulgadas at? o primeiro turno das elei?es, estagnado em um percentual entre 10% e 13% das inten?es de voto.