Piaui em Pauta

Em Harvard, Dilma fala sobre Venezuela, corrupção, Copa do Mundo e diz que queria ser bombeira.

Publicada em 10 de Abril de 2012 às 21h09


?Depois de realizar uma palestra na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, a presidente Dilma Rousseff se viu diante de perguntas da plateia formada principalmente por estudantes da institui??o. Foi nesse momento que a presidente mostrou-se mais descontra?da, fazendo brincadeiras at? sobre a rivalidade entre Brasil e Argentina no futebol. Ao ser questionada por uma estudante argentina sobre quem ganharia Copa do Mundo de 2014, a presidente n?o hesitou: “A Copa do Mundo ? o Brasil”, disse. A afirmativa foi repetida depois de uma breve exposi??o sobre a parceria Brasil e Argentina: “Sobre a Copa, ? o Brasil que vai ganhar”.

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A sess?o de perguntas come?ou com uma estudante perguntando qual conselho a presidente daria ?s mulheres. Dilma inspirou-se no presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cujo slogan de campanha em 2008 era "Yes, we can" (Sim, n?s podemos), dizendo que “elas [as mulheres] podem”. “A minha gera??o, eu n?o sonhava ser presidenta, eu sonhava ser uma de duas coisas: ou bailarina ou fazer parte do Corpo de Bombeiros, apagar inc?ndio. Hoje as meninas podem sonhar com uma terceira op??o, ser presidenta do Brasil”.

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A segunda pergunta foi sobre como os brasileiros deveriam se sentir diante dos frequentes casos de corrup??o que abalam a credibilidade dos pol?ticos. “Isso n?o pode permitir uma vis?o – que eu acredito que ? perigosa – de que se voc? n?o participar da pol?tica, voc? n?o sofre as consequ?ncias de qualquer ato corrupto”, ressaltou.

“A democracia ? que nem o sol, o melhor antidoto para atos de corrup??o. Qto mais pessoas participarem, menos haver? espa?o para pol?ticos que cometem atos que n?o s?o corretos”, acrescentou, dizendo que seu governo est? combatendo a corrup??o e pedindo ao estudante brasileiro que fez a pergunta para participar da pol?tica: “Eu te pe?o, participa”.

Venezuela e direitos humanos
Duas perguntas direcionadas ? presidente foram relacionadas ? Venezuela e a presidente deu respostas neutras a ambas.
Questionada sobre qual recomenda??o faria ao presidente Hugo Ch?vez, esquivou-se: “Eu tenho um grande respeito pelo Ch?vez e n?o me arrogo o direito de fazer recomenda??o para pa?s nenhum, acho isso muito perigoso, assim como n?o gostaria que fizessem coment?rios sobre meu pa?s. Agora espero que ele melhore de sa?de, eu j? lutei contra um c?ncer, espero que ele se recupere.

”Em seguida, ao ouvir a pergunta de um estudante venezuelano de Harvard, primeiro fez outra brincadeira, dizendo que “Ch?vez hoje est? feliz”. Depois, ao ouvir a quest?o sobre uma prisioneira pol?tica daquele pa?s, Dilma disse que n?o poderia responder sobre um assunto a respeito do qual n?o tinha os detalhes. Completou repetindo sua posi??o a respeito da quest?o dos direitos humanos. Posi??o que j? havia sido manifestada durante sua visita a Cuba.

“Do ponto de vista do Brasil, sempre que n?s podemos e temos oportunidade n?s manifestamos o interesse do pa?s em respeito aos direitos humanos. Agora posso te dizer uma coisa, o Brasil tem grandes desrespeitos aos direitos humanos. Eu sei o que acontece. N?o tenho como impedir em todas as delegacias do Brasil de haver tortura”, afirmou.

“Considero que direitos humanos n?o pode ser objeto de luta pol?tica e n?o farei luta pol?tica com isso, porque n?o considero que existe s? um pa?s ou grupo de pa?ses que viola os direitos humanos. Por isso eu gostaria de discutir essa quest?o sempre multilateralmente, porque eu sei que se usa essa quest?o politicamente.”
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Fonte: uol  |  Publicado por: Da Redação
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