Piaui em Pauta

Em resposta à violência, manifestantes preparam maior protesto em São Paulo.

Publicada em 17 de Junho de 2013 às 00h12


A cidade de S?o Paulo deve ser palco de novas manifesta?es nesta segunda-feira (17) contra o aumento das tarifas do transporte p?blico. Usando as redes sociais como catalisador do protesto, o Movimento Passe Livre (MPL) marcou para as 17h, no Largo da Batata, na zona oeste, o quinto encontro. E poder? ser maior do que os anteriores devido ao confronto de quinta-feira (13), onde a for?a imposta pela Pol?cia Militar gerou cr?ticas e revolta .

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Naquela noite, manifestantes se reuniram no centro para o 4? dia de protestos contra o aumento de R$ 0,20 na passagem de ?nibus. A PM prendeu mais de 200 pessoas , a maioria antes do protesto come?ar, por porte de vinagre e outros objetos suspeitos.

5? protesto: Secret?rio de Seguran?a convida Movimento Passe Livre para reuni?o na 2?

Neste domingo, o secret?rio de Seguran?a P?blica de S?o Paulo, Fernando Grella Vieira, convidou o Movimento Passe Livre para uma reuni?o ?s 10h de segunda-feira, data marcada para a quinta passeata contra o reajuste. “Queremos que os manifestantes exer?am seu papel de protestar e queremos garantir que quem trabalha e estuda e n?o quer fazer parte protesto possam faz?-lo da melhor forma poss?vel.”

O objetivo do encontro, de acordo com Grella, ? conhecer o trajeto proposto pelos estudantes para que seja feito “um ordenamento do tr?nsito com bloqueio de ruas adjacentes”. O secret?rio disse ainda que nenhum policial est? autorizado a atirar. Questionado sobre a pris?o de manifestantes que portavam vinagre para combater os efeitos das bombas de efeito moral, o secret?rio foi taxativo: “Ningu?m vai ser detido por levar vinagre [...] o que ocorre ? que o policial se depara com o liquido e n?o sabe do que se trata, por isso houve a deten??o de alguns.”

Na sexta-feira, o prefeito Fernando Haddad (PT) declarou que as imagens de quinta sugerem o abuso do poder policial e que a prefeitura j? se colocou ? disposi??o de um di?logo com o movimento, desde que os protestos n?o apresentem atos de vandalismo. J? o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que os "poss?veis abusos ser?o investigados" .

Novo protesto

Com o t?tulo de "Quinto grande ato contra o aumento das passagens!", o evento criado na rede social Facebook j? conta com mais de 200 mil presen?as confirmadas. A concentra??o ser? realizada na regi?o da Esta??o Faria Lima e o protesto pode seguir para importantes vias da cidade. Em a?es anteriores, as avenidas Brigadeira Faria Lima e Paulista e a marginal Pinheiros foram tomadas pelos manifestantes.

Na p?gina da rede social, entre enquetes e postagens com as palavras “injusti?a” e “sentimento de revolta”, manifestantes interagem e combinam os detalhes da mobiliza??o de segunda-feira. O perfil interativo e de web ativismo das recentes manifesta?es nacionais e internacionais tem chamado a aten??o.

Renato Fel, um dos coordenadores do movimento Mudan?a J?, que tamb?m apoia a a??o em S?o Paulo, garante que a internet tem sido essencial. “Pessoas que nunca conseguir?amos atingir off-line passaram a dividir os mesmos ideais. Virou muito al?m do que os 0,20 centavos.”

Para Gil Giardelli, especialista em redes sociais e professor das universidades ESPM e FIA-SP, o crescimento dos protestos ? consequ?ncia do uso das plataformas sociais. Fora da capital paulista, o professor citou que “se sentiu em S?o Paulo” na ?ltima semana. “O fluxo de informa?es e em tempo real nos colocou ali, na rua, entre pol?cia e manifestantes.”

Mais: PM atirou at? em quem pedia 'n?o machuquem os meninos' em S?o Paulo

Giardelli disse ainda que alguns grupos manifestantes se organizaram pelo smartphones no aplicativo Whatsapp (de mensagem instant?nea), criando comandos com 15 a 20 integrantes. “Trocamos as baionetas e armas de guerra pelo Facebook, Twitter, YouTube e Whatsapp. Esses artigos, cada um com suas fun?es, transformaram jovens em ativistas”.

Outro ponto importante, segundo o especialista, ? a nova sociedade formada pela era online. “O Facebook, por exemplo, uniu tribos diferentes e formou uma sociedade rede. O interesse de um passou a ser o de todos”. Ele explicou ainda que as redes sociais derrubaram “filtros” entre o acontecimento e o leitor, mas que a imaturidade dessa sociedade rede d? voz aos mais extremistas.

“Com o compartilhamento de fotos, v?deos e vers?es ficou mais f?cil criar sua pr?pria opini?o e responder a isso. Agora o que falta ? o crescimento dessa sociedade para que possamos deixar o conceito mais extremo (das manifesta?es) e promover o di?logo. Entre as ideias opostas, nasce a inova??o.”


Tags: Em resposta à violên - A cidade de São Paul - Manifestantes

Fonte: IG  |  Publicado por: Da Redação
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