
?Na longa reuni?o desta quinta-feira com a coordena??o pol?tica, a presidente Dilma Rousseff priorizou dar uma resposta ? ag?ncia de classifica??o de risco Standard & Poor?s, que tirou o grau de investimento do pa?s
Ao lado de ministros e do vice-presidente Michel Temer, Dilma levantou os dois principais pontos criticados pela ag?ncia para o rebaixamento. Ela, primeiro, pediu agilidade e urg?ncia nos cortes do governo. Em segundo lugar, ressaltou a necessidade de unidade e coes?o da equipe.
Um dos principais pontos sublinhados pela S&P foi a falta de coes?o da equipe de Dilma no enfrentamento da crise econ?mica. A cr?tica era uma avalia??o clara de que o titular da Fazenda, Joaquim Levy, estava sendo boicotado por outros integrantes do governo.
Segundo um dos participantes da reuni?o, s? depois de anunciados cortes expressivos de gastos, que devem ser feitos em breve, ? que o governo dever? negociar com o Congresso novas propostas para aumentar a arrecada??o.
Nas palavras desse participante da equipe, existem v?rias propostas do setor financeiro, do setor produtivo e do pr?prio Congresso para aumentar contribui?es e tributos.
Uma das prioridades nesse primeiro momento ? ressaltar como rea??o ? crise o projeto de lei sobre repatria??o de recursos brasileiros n?o declarados no exterior, enviado hoje ao Congresso, que para o governo vai criar condi?es para a reforma do ICMS.
A estrat?gia do Planalto ? enfatizar que o projeto foi constru?do em acordo com a C?mara e com o Senado. ? uma tentativa de mostrar que ainda h? di?logo pol?tico com o Congresso e com a base aliada, mesmo diante da gravidade da crise de governabilidade.
Dilma ressaltou mais uma vez o compromisso de chegar aos cerca de R$ 65 bilh?es para alcan?ar a meta de 0,7% de super?vit prim?rio em 2016, proposta por Levy.
Ao Blog, um outro ministro que participou da reuni?o avaliou de forma reservada que hoje ficou claro para o governo que foi um erro ter enviado um d?ficit or?ament?rio de R$ 30 bilh?es ao Congresso. Para o governo, isso acabou antecipando a perda de grau de investimento pela ag?ncia S&P.
H? uma for?a-tarefa dos integrantes da equipe econ?mica para apresentar as medidas o mais r?pido poss?vel, inclusive cobrados pela presidente Dilma Rousseff.
"O governo n?o vai negar nenhuma das dificuldades e tamb?m n?o nega o balizamento feito pela ag?ncia de classifica??o de risco. O cen?rio j? n?o era positivo, o governo sabia que iria enfrentar esses problemas", disse um ministro que participou da reuni?o. "Agora o governo vai tomar medidas para buscar o super?vit prim?rio", concluiu.
As medidas passam por uma reforma da m?quina administrativa, a necessidade de melhorar a qualidade dos gastos e tamb?m a busca por um aumento transit?rio da receita, que seria mexer em al?quotas e contribui?es. "A prioridade agora ? reduzir o custeio", observou um ministro.
Na reuni?o, o ministro Nelson Barbosa (Planejamento) apresentou um gr?fico que mostra que a nota do Brasil pela S&P voltou ao mesmo patamar que era em 2007. J? o vice Michel Temer ressaltou a unidade da equipe em busca de uma solu??o para a crise atual.
"O governo vai ter que cortar na pr?pria carne", refor?ou um ministro.
Enquanto isso, Levy est? preparando uma entrevista coletiva para o in?cio da tarde, para analisar o que foi apresentado pela ag?ncia S&P.