Muitos brasileiros querem ser donos do pr?prio neg?cio. Isso requer, no entanto, bem mais do que a mera vontade de n?o ter mais chefe. Um passo fundamental ? avaliar o que, exatamente, se pretende montar, e em qual ?rea. “? necess?rio um diagn?stico de si para tra?ar um perfil do tipo de empreendedor ele pode ser”, afirma o consultor Henri Fernandes Cardim, diretor da HFC Consultoria e Treinamento, que faz um trabalho conhecido com coaching. ? Na mesma linha, o coaching Rodrigo Cordelini, especializado em startups, recomenda que, antes de abrir um neg?cio, a pessoa entenda “quais s?o seus interesses pessoais, o que gosta de fazer na vida, quais seus objetivos. ? necess?rio se descobrir”. Esse processo, segundo ele, torna-se ainda mais importante para os que v?m de uma carreira executiva e “passaram muitos anos amarrados ? alma da empresa na qual trabalham”. ? Um dos objetivos dessa autoan?lise ? saber se o perfil do empreendedor condiz com o neg?cio que ele quer iniciar. “Uma vez, atendi o filho de um industrial que queria empreender na mesma ?rea do pai”, lembra Cardim. “Mas, no processo de coaching, vimos que ele era muito t?cnico, t?mido, n?o tinha o perfil para o ramo. Acabou investindo numa franquia de diagn?stico de imagem, que exige justamente uma ?tima forma??o, mas sem envolvimento direto.” ? A pressa, avisa Cordelini, ? inimiga do empreendedor novato. “? preciso ter calma, segurar a bola, ver se quer genuinamente ser um empres?rio.” Muita gente quer se arriscar como empres?rio por estar incomodado com sua situa??o de trabalho – o que, por si s?, n?o significa perfil empreendedor. ? ilus?o achar que n?o haver? chefes. Como alerta Cardim, quem se lan?a nessa ?rea deixa de ter um chefe para ter muitos: os clientes. ? Abrir uma empresa demanda, segundo Cardim, uma “vis?o mais totalizante”. Como explica Cordelini, “o empreendedor passa a ter de pensar em v?rias coisas que nunca pensou”. “As pessoas pensam s? no dinheiro, mas, para abrir um neg?cio, ? preciso ter um prop?sito, pensar onde quer estar daqui a cinco anos”, diz Cordelini.