?Considerado a f?rmula ideal do ex-presidente Luiz In?cio Lula da Silva para ganhar o governo de S?o Paulo, Alexandre Padilha (PT) enfrenta resist?ncia do comando da campanha ? reelei??o da presidente Dilma Rousseff, que j? faz an?lises pessimistas quanto ao resultado das elei?es para a sucess?o do Pal?cio dos Bandeirantes.
Segundo a Folha apurou, o Estado -considerado prioridade do PT em 2014- passou a ser um problema para a disputa nacional, e alguns interlocutores de Dilma admitem que o pr?-candidato do PMDB ? sucess?o de Geraldo Alckmin (PSDB), Paulo Skaf, pode ser a aposta para um segundo turno. saiba mais Alian?a com tucanos em SP pode afastar Marina de campanha Serra diz que n?o se sente frustrado e que ainda tem muito jogo pela frente Dilma continua em queda e rivais n?o sobem, diz Datafolha A?cio conquista apoio do PMDB e mais sete partidos no Rio A?cio diz que diferen?a entre ele e Campos ? nunca ter apoiado o governo PT Leia mais sobre Elei?es 2014
Integrantes da c?pula da campanha presidencial avaliam que no in?cio do ano o cen?rio ainda era favor?vel para o PT paulista.
Mas as coisas mudaram ap?s a cita??o do nome de Padilha na Opera??o Lava Jato, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e evas?o de divisas comandado pelo doleiro Alberto Youssef, e a suspeita de envolvimento do deputado estadual Luiz Moura (PT-SP) com o PCC, epis?dios que ajudaram a enfraquecer a imagem do partido.
Petistas ouvidos pela Folha afirmam que os casos n?o atingem diretamente a figura de Padilha, mas o eleitor paulista, de perfil "moralmente conservador", faz liga?es diretas entre a sigla e as den?ncias de irregularidades, o que prejudica o desempenho do candidato.
NOVIDADE POL?TICA
O PT tem dificuldade para eleger um nome ao Bandeirantes, governado h? quase 20 anos pelo PSDB. Para vencer a resist?ncia no Estado, Lula escolheu Padilha baseado na mesma tese que o fez indicar Fernando Haddad para disputar a Prefeitura de S?o Paulo: a novidade pol?tica.
No entanto, ap?s enfrentar desgastes, a popularidade do prefeito demora a se recuperar e, assim, ? dif?cil contar com ele como propulsor do ex-ministro da Sa?de.
Enquanto isso, o candidato do vice-presidente Michel Temer para a sucess?o de Alckmin mant?m h? um ano o patamar de 20% das inten?es de votos. Nas ?ltimas semanas, Skaf amarrou alian?as importantes, como o Pros e o PDT. Ambos os partidos estavam na conta do PT paulista para a chapa de Padilha.
Apesar de ter sido citado por Dilma Rousseff como "f?rmula" da base governista para derrotar o PSDB em S?o Paulo, Skaf afirma que ? "advers?rio do PT no Estado" e que n?o espera a presidente em seu palanque.
No in?cio do ano, o PT chegou a estimular a candidatura de Skaf para ajudar a for?ar um segundo turno contra Alckmin. Nos ?ltimos meses, por?m, a musculatura do peemedebista incomodou o PT.
O partido nutre a esperan?a de que Padilha deslanche em agosto, com o empenho de Lula e o come?o da propaganda eleitoral no r?dio e TV.?