Publicada em 14 de Junho de 2014 às 09h12
orcedores mexicanos comemoram vitória da seleção durante jogo na Arena Dunas
Imagem: ExameClique para ampliarorcedores mexicanos comemoram vit?ria da sele??o durante jogo na Arena Dunas
Para os f?s estrangeiros do futebol que trocam seus d?lares por reais na chegada ao Brasil para a Copa do Mundo, o torneio n?o poderia vir em pior hora.
O real valorizou-se 5,5 por cento em rela??o ao d?lar neste ano, o maior ganho entre as 31 principais moedas, tornando tudo, dos hot?is de Copacabana ?s caipirinhas, mais caro para os visitantes estrangeiros. saiba mais Lula critica vaias a Dilma em SP: dinheiro n?o d? educa??o Dilma rebate vaias e afirma que n?o se abate com xingamentos Para ingleses, Mundial traz benef?cios at? 2018 Pacotes tur?sticos e passagens a?reas t?m descontos de at? 50% durante a Copa Motoristas de ?nibus fazem greve no primeiro dia de Copa em Natal Leia mais sobre Copa 2014
Daqui a seis meses a moeda estar? 7 por cento mais barata, valendo 2,40 por d?lar, segundo a m?dia das previs?es de 28 estrategistas consultados pela Bloomberg.
“Planejar a viagem para o Brasil foi um pesadelo log?stico”, disse Joe Street, um novaiorquino de 37 anos de idade.
Ele prev? gastar cerca de 40 por cento a mais no Brasil do que quando assistiu ? Copa do Mundo na ?frica do Sul, em 2010, englobando tudo, de reservas em hot?is a passagens a?reas.
“Eu realmente quero ver os jogos, apesar de todos os fatores tornarem isso mais dif?cil”.
Os 600.000 torcedores estrangeiros que o governo espera para a Copa do Mundo est?o sendo pressionados porque o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, interv?m no mercado de c?mbio para refor?ar o real e frear a infla??o.
O Minist?rio do Turismo estima que os estrangeiros gastar?o cerca de R$ 5.500 (US$ 2.460) cada um, vertendo um total de US$ 1,5 bilh?o em lojas e restaurantes.
Oscila?es cambiais
O real atingiu a maior alta em seis meses no dia 10 de abril, de 2,1832 por d?lar, e era negociado a 2,2395 hoje as 10h13 em Nova York. Ontem, quando o Brasil venceu a Cro?cia por 3 a 1 na partida de abertura, o real estava 0,4 por cento mais alto.
Os ganhos da moeda neste ano ocorrem ap?s tr?s anos seguidos de perdas, per?odo em que caiu 33 por cento em rela??o ao d?lar.
Os torcedores da Europa encontrar?o um euro 6,6 por cento mais fraco em rela??o ao real neste ano e os brit?nicos tamb?m conseguir?o um valor menor na troca por seu dinheiro, j? que a libra esterlina caiu 2,9 por cento em rela??o ? moeda brasileira.
Os estrategistas venderam swaps cambiais e linhas de cr?dito em d?lares para apoiar o real desde agosto, quando a moeda atingiu a maior baixa em cinco anos, de 2,4549 por d?lar.
O Banco Central estendeu seu programa de interven??o cambial de US$ 60 bilh?es neste m?s depois que a infla??o acelerou para 6,37 por cento em maio, perto do limite da meta do pa?s, de 6,5 por cento.
A subida se transformar? em queda com o vacilo do crescimento econ?mico e um d?ficit mais amplo em conta-corrente, segundo estrategistas do HSBC Holdings e do Cr?dit Agricole.
Os investidores institucionais estrangeiros apostaram US$ 25 bilh?es no mercado de futuros que o real cair?, segundo dados da BM&FBovespa, a maior bolsa de valores da Am?rica do Sul. As apostas atingiram um recorde de US$ 29 bilh?es em 5 de maio.
‘Papel secund?rio’
“As interven?es do Banco Central t?m sido o principal fator determinante” para o real, embora “no segundo semestre do ano elas devam cumprir um papel secund?rio”, disse Vladimir Caramaschi, estrategista-chefe do Cr?dit Agricole em S?o Paulo, em entrevista por telefone, em 11 de junho.
“A tend?ncia ? que o real caia”.
Embora represente para o governo uma forma efetiva de frear a infla??o, o real mais forte est? pesando sobre a economia ao tornar as exporta?es menos competitivas.
A recente aprecia??o do real “n?o altera a tend?ncia para o m?dio prazo”, disse Marjorie Hernandez, estrategista cambial do HSBC em Nova York, por telefone, em 10 de junho.
“Os dados econ?micos est?o ficando piores. A infla??o est? muito teimosa. Em algum momento o real voltar? a cair”.