Piaui em Pauta

Ex-diretor da Petrobras volta a ser preso no Rio.

Publicada em 11 de Junho de 2014 às 20h20


Após ser preso pela Polícia Federal nesta quarta (11), Paulo Roberto Costa chega para prestar depoimento na superintendência do Rio, acompanhado do advogado Nélio Machado Após ser preso pela Polícia Federal nesta quarta (11), Paulo Roberto Costa chega para prestar depoimento na superintendência do Rio, acompanhado do advogado Nélio Machado Ap?s ser preso pela Pol?cia Federal nesta quarta (11), Paulo Roberto Costa chega para prestar depoimento na superintend?ncia do Rio, acompanhado do advogado N?lio Machado O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa foi preso pela Pol?cia Federal nesta quarta-feira no Rio de Janeiro por ordem do juiz S?rgio Moro, da 13? Vara Federal do Paran?, respons?vel pelo processo da Opera??o Lava Jato. A pris?o foi decretada a pedido do Minist?rio P?blico Federal, que apontou risco de fuga devido a supostas contas que o ex-diretor mant?m na Su??a com dep?sitos de US$ 23 milh?es. Paulo Roberto foi preso em sua casa, segundo a PF, que depois o encaminhou para a superintend?ncia estadual. saiba mais Pedido de CPI da telefonia ? protocolado no Congresso Leia mais sobre CPI da telefonia O advogado N?lio Machado disse que a pris?o de Costa ? "precipitada" e que vai tentar derrubar a decis?o para que o cliente responda ao processo em liberdade. "Entendo que a decis?o da Justi?a Federal do Paran? ? question?vel, precipitada. Foi feita por justi?amento [...] A defesa vai lutar pelo direito de responder em liberdade", disse. "A manuten??o de contas secretas no exterior pelo acusado e at? o momento ocultadas deste ju?zo – e do pr?prio Supremo Tribunal Federal, al?m da Comiss?o Parlamentar de Inqu?rito instalada perante o Senado Federal – indica tamb?m risco ? aplica??o da lei penal, com a possibilidade do acusado evadir-se do pa?s e ainda fruir do patrim?nio il?cito mantido ?s ocultas no exterior e longe do alcance das autoridades brasileiras", diz o texto da decis?o do juiz S?rgio Moro. O advogado N?lio Machado lembrou que Paulo Roberto j? havia entregue seus passaportes ? Justi?a. Ele tamb?m negou que o cliente tenha conta no exterior. "Ele teria uma suposta informa??o de conta no exterior. Eu n?o tenho informa??o disso. Isso tem que ser provado [...] meu cliente n?o tem conta no exterior", afirmou. Em sua decis?o, S?rgio Moro entendeu que o fato de Costa ter entregue o passaporte ?s autoridades n?o o impediria de fugir. "Por ?bvio, a mera entrega de passaportes em Ju?zo n?o previne a fuga, m?xime quando o acusado ? titular de contas secretas milion?rias no exterior e ainda considerando os milhares de quil?metros de fronteira terrestre do Brasil com os outros pa?ses, sujeitos a um controle de tr?nsito pouco rigoroso." Segundo o advogado N?lio Machado, Paulo Roberto dever? passar a noite no Rio e ser transferido para o mesmo pres?dio no Paran? onde foi preso pela primeira vez. Costa foi preso em mar?o deste ano, durante a opera??o que investigou um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 10 bilh?es. Ele foi libertado em 19 de maio por ordem do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal. Na ocasi?o, o ministro tomou a decis?o ap?s pedido de advogado de Costa, que questionou a compet?ncia do juiz do Paran? de conduzir o processo, em raz?o do envolvimento de parlamentares. Na decis?o desta quarta, o juiz determinou que Paulo Roberto Costa retorne para o Paran?, onde esteve preso pela primeira vez, e que sejam adotadas "cautelas" para se evitar dano ? imagem do ex-diretor. "Dever? a Pol?cia Federal tomar as cautelas apropriadas para preservar a imagem do acusado preso, evitando qualquer exposi??o p?blica dele. N?o se tratando de acusado perigoso, em sentido f?sico, deve ser evitado o uso de algemas, salvo se verificada a sua necessidade para fins de garantia dos executores da pris?o e condutores do preso. Observo que esta tem sido a praxe louv?vel da Pol?cia Federal, evitar a exposi??o p?blica, mas consigno o alerta apenas por cautela", determinou o juiz. A medida ora decretada, embora gravosa, dirige-se ? pessoa que ? acusada por crimes graves em concreto, sendo justificada pelas circunst?ncias expostas, e n?o contra a empresa estatal [Petrobras]" Na decis?o, o juiz S?rgio Moro afirma que a pris?o de Paulo Roberto Costa n?o tem rela??o com a Petrobras, que, segundo ele, ? "v?tima" do ex-diretor. "Ressalvo, por oportuno, provavelmente de forma desnecess?ria, que a medida ora decretada, embora gravosa, dirige-se ? pessoa que ? acusada por crimes graves em concreto, sendo justificada pelas circunst?ncias expostas, e n?o contra a empresa estatal, a Petr?leo Brasileiro S/A - Petrobras, que teria sido, segundo a den?ncia formulada pelo MPF, v?tima dos crimes praticados, e que j? peticionou nos autos informando sua disposi??o em colaborar com as investiga?es." A acusa??o Conforme as investiga?es da Pol?cia Federal, o ex-diretor da Petrobras ajudou empresas de fachada mantidas pelo doleiro Alberto Youssef a fechar contratos com a Petrobras, incluindo obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Nessa opera??o, a PF estima que foram desviados R$ 400 milh?es da obra, considerada superfaturada pelo Tribunal de Contas da Uni?o. Nesta ter?a (10), em depoimento ? CPI da Petrobras no Senado, o ex-diretor negou desvios em contratos da refinaria, disse que n?o houve superfaturamento nas obras e que apenas prestou servi?os para Youssef como consultor em 2012, quando j? estava fora da estatal. "Pode se fazer auditoria por 50 anos que n?o vai se achar nada ilegal na Petrobras, porque n?o h? nada ilegal na Petrobras. Essa suposi??o de superfaturamento de Abreu e Lima n?o ? real, ? ila??o que foi feita. N?o existe organiza??o criminosa, n?o sei o porqu? de inventarem isso, mas ? uma hist?ria inventada, fora da realidade. [...] N?o existe lavagem de dinheiro da Petrobras para Alberto Youssef", disse Paulo Roberto. A constru??o de Abreu e Lima ? alvo de apura??o do Minist?rio P?blico e do Tribunal de Contas da Uni?o (TCU), que aponta que a obra tinha valor inicial previsto de US$ 2,5 bilh?es, mas teve o custo ampliado para US$ 18 bilh?es. Para Paulo Roberto, a Petrobras falhou em divulgar um valor inicial sem previs?o exata dos custos. Nesta ter?a, o Supremo Tribunal Federal decidiu devolver para a Justi?a Federal do Paran? as oito a?es penais derivadas da Opera??o Lava Jato que estavam na Corte e que n?o t?m rela??o com o deputado federal Andr? Vargas (sem partido-PR), flagrado em conversas com o doleiro Alberto Youssef durante as investiga?es. Com a decis?o, as investiga?es que estavam paralisadas no Paran? ? espera de decis?o do Supremo ter?o prosseguimento. O STF tamb?m validou todos os atos praticados pelo juiz respons?vel pelo caso, que dever? analisar se mant?m ou n?o as pris?es de 12 suspeitos.

? Siga-nos no Twitter

Tags: Ex-diretor da Petrob - Ex-diretor da Petrob

Fonte: Vooz  |  Publicado por: Da Redação
Comente através do Facebook
Matérias Relacionadas