Publicada em 11 de Junho de 2014 às 12h00
Projeto no Rio de Janeiro ainda passava por obras no início de junho
Imagem: Gabriel Barreira/G1Projeto no Rio de Janeiro ainda passava por obras no in?cio de junho
Faltando um dia para o in?cio da Copa do Mundo no Brasil, apenas 51,7% das obras de mobilidade urbana e aeroportos nas cidades-sede foram entregues, segundo um levantamento feito pelo portal G1. Dos 45 projetos inaugurados, 15 est?o incompletos por causa de atrasos e cancelamentos.
Das 74 obras de mobilidade e das 13 em aeroportos, 32 foram descartadas para a Copa e devem ficar prontas somente depois da competi??o. A inaugura??o de outras dez deve acontecer at? esta quinta-feira (12) ou durante os jogos, segundo os gestores.
Entre as justificativas apontadas para o atraso ou cancelamento dos projetos est?o burocracia, imprevistos, disputas judiciais sobre desapropria?es, modifica??o nos planejamentos iniciais e problemas com empresas contratadas, entre outros.
No Rio Grande do Sul, de 11 obras, nove devem ser entregues apenas ap?s o Mundial. Em dezembro de 2013, a Prefeitura de Porto Alegre j? havia afirmado que a maioria dos projetos ser? entregue somente depois do evento. Agora, o Executivo diz estar concentrado nas obras do entorno do Est?dio Beira-Rio, cuja finaliza??o est? prevista para este domingo (15), durante a competi??o.
Em Mato Grosso, das dez obras previstas em Cuiab?, sete devem ser conclu?das s? depois da Copa. Entre elas, est? a amplia??o do Aeroporto Internacional Marechal Rondon, que sofreu atrasos por causa de adequa?es no projeto. A reforma deve ser conclu?da em agosto.
J? no Rio, tr?s das quatro obras previstas foram entregues – sendo duas incompletas. A Esta??o Multimodal, ?nica n?o entregue, deve ser inaugurada neste domingo. (Veja na tabela no fim do texto a situa??o das obras prometidas para a Copa em cada uma das 12 cidades-sede.)
Verbas federais e falhas nos projetos
De acordo com o Minist?rio das Cidades, desde 2007 o governo federal destinou R$ 143 bilh?es para investimentos em mobilidade, sendo que R$ 102 bilh?es (71,3%) s?o para obras nas cidades-sede do Mundial. A responsabilidade da execu??o ? dos governo estaduais e municipais.
"Todas as obras previstas inicialmente continuam com recursos de financiamento p?blico com juros subsidiados dispon?veis e ser?o conclu?das conforme cronograma de execu??o. At? o momento, oito obras de mobilidade urbana j? est?o conclu?das e 18 empreendimentos est?o em opera??o. O restante est? em execu??o pelos governos estaduais e municipais e ser? entregue na medida em que for conclu?do por parte das cidades-sede", informou a pasta, sem dar detalhes sobre cada projeto.
O minist?rio apontou como uma das principais dificuldades para o andamento das obras a fragilidade ou a falta de planejamentos de qualidade. "No desenvolvimento dos projetos b?sicos, o governo federal observou a necessidade de readequa?es, seja pela redu??o do n?mero de desapropria?es/reassentamentos, por quest?es ambientais ou de engenharia."
Sobre as desapropria?es e conflitos de habita??o – que foi um dos principais motivos de atrasos em obras e tamb?m bandeira em protestos pelo pa?s contra a realiza??o da Copa –, o Minist?rio das Cidades informou que cada munic?pio deve alcan?ar um equil?brio "entre as solu?es para o transporte coletivo e as demandas habitacionais".
Aeroportos
Dos 13 aeroportos das cidades-sede (incluindo o de Viracopos, em Campinas, que serve de acesso a S?o Paulo), nove foram entregues, de acordo com o levantamento do portal G1. Desses, quatro ainda t?m pend?ncias e obras inacabadas.
De acordo com o secret?rio executivo da Secretaria de Avia??o Civil, Guilherme Ramalho, a pasta est? "satisfeita e otimista" com o andamento das obras. Segundo ele, considerando todos os aeroportos que atendem as capitais brasileiras, foram investidos R$ 11,3 bilh?es entre 2011 e 2014. Com esse valor, foram constru?dos 1,4 milh?o de m? de novos p?tios, e a ?rea de terminais dobrou.
Ramalho ressaltou que o setor, que est? com um crescimento m?dio de 10% ao ano, deve continuar em obras pela pr?xima d?cada. "A Copa funcionou como um catalisador, mas n?o fizemos investimento para ela, tanto que temos obras que v?o continuar depois. N?o faz sentido fazer aeroporto s? para a Copa, n?o ? como est?dio", disse.
Entre os aeroportos das cidades-sede, o caso mais emblem?tico ? o de Fortaleza, cujo contrato foi rescindido. Um terminal provis?rio remoto – apelidado de "puxadinho" – vai ser usado como uma das ?reas de embarque durante o Mundial. A estrutura custou R$ 1,79 milh?o.
Apesar dos atrasos, Ramalho afirmou que Fortaleza est? preparada para receber os turistas nesse per?odo, assim como as outras capitais. "Quando tem um conjunto de obras desse tamanho, h? dificuldades. ?s vezes, d? azar. Em Fortaleza aconteceu isso. Suprimos a obra do terminal, que deu problema com a empresa contratada, com uma estrutura provis?ria."
Al?m disso, o projeto de Fortaleza foi contratado com o prazo de entrega para 2017, segundo o secret?rio executivo. "O que se previa ? que tivesse uma entrega parcial, de 25%, neste m?s. N?o foi entregue, mas a parte de p?tio foi conclu?da, o que aumentou a capacidade", apontou Ramalho.