Piaui em Pauta

FBI usa malware para identificar quem acessa pornografia infantil

Publicada em 06 de Agosto de 2014 às 09h07


?Depois de ver um ataque comprometendo a privacidade de seus usu?rios entre fevereiro e julho deste ano e ser "atacada" por russos, a Funda??o Tor levou outro golpe nesta ter?a-feira. Uma reportagem do hacker Kevin Poulsen, da Wired, revela que o FBI est? j? h? algum tempo infectando internautas da rede de anonimato com malware – tudo para rastrear aqueles que visitam sites ligados a atos criminosos, especialmente p?ginas ocultas com pornografia infantil. Batizada de Torpedo, a opera??o foi iniciada em 2012, depois que ag?ncia norte-americana, em conjunto com oficiais holandeses, desmascarou Aaron McGrath, o respons?vel por manter tr?s sites com conte?do pornogr?fico envolvendo crian?as. O criminoso acabou preso, enquanto seu velho trio de endere?os foi tomado pelas autoridades. Conforme relata Poulsen, elas alteraram o c?digo dos sites para faz?-los infectar os visitantes com um malware rastreador, uma t?tica velha conhecida por hackers e chamada de "drive-by download". De acordo com a mat?ria, essa “t?cnica de investiga??o de redes” (NIT, na sigla em ingl?s), visava identificar os computadores e seus respectivos IPs e endere?os MAC. O FBI foi muito bem-sucedido na opera??o, aparentemente, conseguindo revelar “pelo menos 25 visitantes desses sites” antes do fim de 2013, segundo o relato do hacker. E treze deles v?o visitar a corte ainda este ano, refor?ando um poss?vel apoio ao uso deste tipo de t?tica. Controv?rsia – Identificar os “consumidores” de pornografia infantil ? uma causa nobre, sem d?vida, mas a estrat?gia usada pelo FBI n?o deixa de ser pol?mica. Tudo porque, apesar de focar inicialmente apenas em desmascarar criminosos, o uso desta mesma tecnologia pode muito bem mirar em outros alvos ou mesmo afetar usu?rios inocentes – e sem mesmo um “debate p?blico para discutir as consequ?ncias n?o intencionais”. “Voc? pode imagin?-los usando esses mesmos recursos com todos que visitam um f?rum jihadista, por exemplo”, disse ? Wired Chris Soghoian, especialista da Uni?o de Liberdades Civis Americana (ACLU). E nem s? criminosos visitam p?ginas do tipo, lembrou ele: pesquisadores, jornalistas ou mesmo “advogados defendendo um caso” est?o entre os poss?veis internautas. H? tamb?m d?vidas quanto ao conhecimento de ju?zes que aprovam o uso de t?cnicas similares, que foram inclusive usadas h? quase um ano. Conforme explica Poulsen, a descri??o da Opera??o Torpedo “n?o usa as palavras ‘hack’, ‘malware’ ou ‘brecha’” em momento algum, o que pode confundir. Mas independente disso, o hacker destaca que o Departamento de Justi?a americano realmente quer aumentar o uso dessas NITs, recorrendo at? mesmo a pedidos para mudar parte da legisla??o vigente – e afetar um sistema que ? usado inclusive por agentes norte-americanos.

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Fonte: Vooz  |  Publicado por:
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