Piaui em Pauta

Fidel tinha ilha particular e aquário de golfinhos, diz ex-guarda-costas

Publicada em 30 de Junho de 2014 às 11h00


Juan Reinaldo Sanchéz resolveu contar em livro bastidores da vida de ex-líder cubano, quem acompanhou de perto durante 17 anos Juan Reinaldo Sanchéz resolveu contar em livro bastidores da vida de ex-líder cubano, quem acompanhou de perto durante 17 anos Um livro rec?m-lan?ado traz novas e bomb?sticas revela?es sobre o estilo de vida do ex-l?der de Cuba Fidel Castro. Entre elas, a de que o ex-mandat?rio possu?a uma ilha particular com restaurante flutuante e um aqu?rio de golfinhos. A Vida Secreta de Fidel, lan?ado no Brasil pela Editora Paralela, foi escrito pelo jornalista franc?s Axel Gyld?n e por um ex-guarda-costas do ex-l?der cubano, Juan Reinaldo S?nchez. Imagem: Juan Reinaldo S?nchezJuan Reinaldo Sanch?z resolveu contar em livro bastidores da vida de ex-l?der cubano, quem acompanhou de perto durante 17 anos Durante 17 anos, S?nchez diz ter feito parte do c?rculo mais ?ntimo destinado a proteger Fidel. Desempenhou tarefas das mais variadas, como "provar cada prato ou vinho que traziam a Fidel" durante uma viagem ? Espanha, em 1992, para "assegurar que n?o estavam envenenados". Ou acompanhar o comandante durante uma pesca submarina em que "minha tarefa era espantar tubar?es e barracudas que se aproximavam dele". Desgra?a S?nchez aparece em fotos ao lado de Fidel Castro e hist?rias de bastidores refor?am a sua identidade. Em um v?deo gravado pela BBC na ilha em 1993, o ex-guarda-costas aparece ao lado do comandante. Duas d?cadas atr?s, por?m, S?nchez caiu em desgra?a aos olhos do regime. Ap?s seu irm?o desertar, o ex-guarda-costas pediu aposentadoria e foi preso, mas conseguiu escapar e fugiu da ilha em dire??o a um destino comum a perseguidos pol?ticos de Cuba: Miami, nos Estados Unidos. Hoje, ele conta ? BBC detalhes do que diz ser uma vida de luxo e ostenta??o gozada pelo l?der comunista. "No livro, ofere?o provas de que Fidel levava uma vida de luxos", conta o ex-guarda-costas. "Nem todas as pessoas no mundo podem dizer que t?m uma marina privada com quatro iates, um barco de pesca e mais de cem homens que cuidam de seus im?veis." "Ningu?m em Cuba sonha em ter uma reserva de ca?a pessoal, mais de 20 resid?ncias que eu pessoalmente conheci e uma ilha privada, Cayo Piedra (ao sul da Ba?a dos Porcos), que conta com um restaurante flutuante e um aqu?rio de golfinhos, aonde Fidel levava sua fam?lia e seus amigos mais pr?ximos". "Ao contr?rio do que dizem, Fidel nunca renunciou ?s comodidades capitalistas ou escolheu viver na austeridade. Seu estilo de vida ? de um capitalista sem nenhum tipo de limite", diz S?nchez. Patrim?nio A suposta fortuna de Fidel Castro ? at? hoje alvo de muita controv?rsia.?Em 2006, a revista Forbes incluiu o ex-l?der cubano em sua lista dos 10 "reis, rainhas e ditadores" mais ricos do mundo. A publica??o estimou a fortuna de Castro em US$ 900 milh?es (R$ 2 bilh?es, em valores atuais).?A reportagem citava fontes n?o identificadas que afirmavam que Fidel possu?a uma fortuna amealhada a partir dos lucros das estatais cubanas. Imagem: Juan Reinaldo S?nchezAo contr?rio do que dizem, Fidel nunca renunciou as comodidades capitalistas ou escolheu viver na austeridade, diz S?nchez Na ocasi?o, o ex-l?der cubano negou veementemente o conte?do da publica??o.?O governo de Cuba, por sua vez, sempre desmentiu informa?es sobre um suposto patrim?nio milion?rio do seu l?der, alegando que Fidel vivia de seu sal?rio oficial de US$ 36 (R$ 72) por m?s.?Fidel deixou oficialmente o poder em 2008, dois anos ap?s adoecer. Desde ent?o, aparece pouco em p?blico. Dupla personalidade S?nchez descreve Fidel como um homem carism?tico e inteligente, mas manipulador, egoc?ntrico e de sangue frio.?Para Cuba e para os cubanos, sua vida privada sempre foi tratada como um leg?timo segredo de Estado. "Eu diria que Fidel tinha uma vida dupla. Ele tinha uma imagem p?blica de uma pessoa sens?vel e modesta, at? af?vel, mas no ?mbito privado era muito diferente", acrescenta. "Eu nunca o vi com uma express?o de carinho com sua fam?lia, nunca o vi dar um beijo em seus filhos pela manh?. Suas rela?es com seus parentes tamb?m eram frias e distantes", conta. "A julgar pelo que pude ver em sua resid?ncia de Punto Cero, a rela??o com sua esposa Dalia Soto del Valle n?o era muito diferente. Ela era como sua ajudante pessoal, lhe trazia documentos para ler, o que ele necessitava. Mas nunca vi qualquer afeto entre eles, algo que se imagina em qualquer casamento". "J? com suas amantes, a atitude era outra. Ele era mais cort?s e at? lhes levava flores em seus anivers?rios". Drogas No livro, S?nchez tamb?m acusa Fidel de ter dado prote??o a um conhecido traficante de drogas colombiano.?Ele diz, no entanto, que nunca escutou nada que vinculasse o ex-l?der cubano ao suposto tr?fico de drogas das For?as Armadas Revolucion?rias da Col?mbia (Farc). S?nchez tamb?m diz n?o saber se houve qualquer tipo de contrapartida econ?mica em ter dado asilo ao traficante. "Esse foi o momento em que Fidel deixou de ser meu ?dolo. Para mim, ele era o maior, o homem pelo qual eu estava disposto a morrer", relembra.?"Mas a partir desse momento, decidi encontrar uma maneira de deixar aquela vida, porque n?o conseguia entender como podia estar protegendo um homem que havia negado publicamente qualquer rela??o com o tr?fico de drogas." Protegendo Castro S?nchez diz que em Cuba n?o havia trabalho de maior prest?gio do que dedicar a vida a proteger o "comandante".?"N?o era um trabalho f?cil. Fidel sempre estava sob amea?a e seu sistema de seguran?a ? um dos mais efetivos, sem ter os mesmos recursos de pa?ses desenvolvidos", afirma o ex-guarda-costas. "N?o sou quem estou dizendo isso. O aparato de seguran?a pessoal de Fidel ? conhecido por ag?ncias de intelig?ncia como a CIA (americana) e o Mossad (israelense)." O ex-seguran?a diz que Fidel foi alvo de centenas de atentados, mas considera exagerada a estimativa de 600 do governo cubano. Segundo S?nchez, muitas desses atentados eram realizados pelo pr?prio sistema de seguran?a pessoal do ex-l?der cubano. O objetivo era provar a sua efetividade e ajustar poss?veis falhas. "Eu estimaria entre cem e 200 as tentativas reais de assassinar Fidel".

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Fonte: Vooz  |  Publicado por:
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