Piaui em Pauta

Foi ela que mandou matar meu pai, diz filho de diretor do frigorífico Friboi.

Publicada em 23 de Setembro de 2013 às 04h20


?Come?a esta semana um julgamento dram?tico em S?o Paulo. No banco dos r?us, uma mulher acusada de mandar matar o marido, que era alto executivo de um frigor?fico. A principal testemunha contra ela ? o pr?prio filho.
A maior inimiga do estudante Carlos Eduardo ? a pr?pria m?e. A imagem dos pais dele, juntos e felizes, existia apenas em fotografias. O casal vivia uma rela??o explosiva, que acabou tragicamente.

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“Foi ela que mandou matar meu pai”, disse Carlos Eduardo, filho do casal.

Humberto Magalh?es, 43 anos, era diretor do frigor?fico Friboi. Ele era de origem humilde, come?ou como a?ougueiro e virou o maior executivo da empresa.

O empres?rio se casou com Giselma Carmem e teve dois filhos. Carlos Eduardo ? o mais novo.

As brigas constantes do casal levaram ao fim um relacionamento de 20 anos.

“Discuss?es dentro de casa, gritaria de virar a madrugada discutindo”, afirmou Carlos Eduardo.

Humberto saiu de casa no fim de 2007. Um ano depois, na noite de 4 de dezembro de 2008, foi assassinado com um tiro dentro do pr?prio carro na Vila Leopoldina, uma regi?o de classe m?dia alta da Zona Oeste de S?o Paulo.

“Inicialmente a pol?cia imaginou se tratar de um latroc?nio, mas no porta malas do carro tinha uma valise com cheque, dinheiro, cart?es”, revelou Jos? Carlos Cosenzo, promotor do j?ri.

Logo nos primeiros dias da investiga??o, Giselma come?ou, de acordo com a promotoria, a apresentar um comportamento suspeito.

“Saiu o mandado de busca e apreens?o.A Giselma quando recebeu a pol?cia. De repente ela disse, estou com vontade de ir no banheiro. Abaixou, tirou o chip do celular e jogou na privada. A investigadora conseguiu puxar esse chip de dentro da bacia da privada”, disse o promotor.

O chip foi a primeira pista que ajudou a pol?cia a desvendar o crime. A partir dele, os investigadores rastrearam uma rede de liga?es telef?nicas.
“Giselma contratou Kairon, que ? ex-presidi?rio. O Kairon contratou o Osmar que era uma pessoa que trabalhava como seguran?a. E o Osmar contratou uma pessoa chamada Paulo que foi o executor”, revelou promotor.

No primeiro momento, Giselma negou conhecer Kairon. Mas, ao comparar os documentos dos dois, a pol?cia teve uma surpresa.

“Foi verificado que eles eram irm?os. De pai diferente, mas era a mesma m?e”, disse o promotor.

Segundo a investiga??o, para enganar o marido, Giselma teria roubado o celular do filho e entregado ao irm?o.

Kairon ligou para Humberto dizendo que o menino estava passando mal nesta rua. Desesperado, Humberto foi at? o local.

Ele n?o encontrou o filho. No carro, foi abordado por Paulo em uma moto. O assassino atirou duas vezes. Uma das balas atingiu Humberto no peito e o motociclista fugiu.
“Acredito que ela mandou assassinar o meu pai por interesse financeiro. Ela n?o queria dividir o patrim?nio que ela tinha com o meu pai com outra pessoa”, disse o filho.

A pol?cia chegou a suspeitar do filho do empres?rio, mas o rastreamento do aparelho celular dele levou ? pris?o de Kairon, que entregou todo o esquema.

O Fant?stico teve acesso ? grava??o do interrogat?rio dele.

“S? que ela me veio com uma proposta, n?? De querer matar o marido. Ela disse que ela tinha 30 mil. Mas eu disse que isso a? era muito.Ela j? me ligou dizendo que ela tinha uma ideia boa que era de pegar o celular do filho pra poder fazer a liga??o”.

Delegado: - Carlos Eduardo sabia disso?
- N?o senhor.
Descoberta, Giselma tentou incriminar o pr?prio filho.
"Ela atrav?s das liga?es que ela fazia para as pessoas, ela meio que tentava jogar a culpa para mim. Dizia que ela tinha medo, porque eu talvez pudesse estar envolvido", disse o filho.
Giselma foi detida em casa na frente de Carlos Eduardo. Ficou um ano e seis meses na cadeia.

S? saiu com um Habeas Corpus concedido pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal.

Giselma, que sempre negou o crime, vive hoje em Goi?nia.
A equipe do Fant?stico tentou tr?s vezes falar com ela.

Fant?stico: Al??
Giselma: Oi.
Fant?stico: Por favor a dona Giselma? Dona Giselma, ? Valmir Salaro da TV Globo, posso falar um minuto com a senhora?
Os dois homens contratados para matar o empres?rio j? foram condenados: pegaram 20 anos de cadeia cada um.

Esta semana, chegou a vez de Giselma, acusada de ser a mentora do crime, enfrentar os jurados.

Na ter?a-feira, Carlos Eduardo e a m?e devem ficar frente a frente na sala no Tribunal do J?ri de S?o Paulo. Ela ali no banco dos r?us, apontada como a mandante da morte do marido. Ele como a principal testemunha de acusa??o. Al?m de Giselma, deve ser julgado tamb?m o irm?o dela.
Valmir: Voc? imagina como vai ser esse momento?
Carlos Eduardo: Ela vai denegrir a imagem do meu pai, ela vai falar coisas que n?o s?o verdade a respeito dele.
Carlos Eduardo espera que Giselma seja condenada pela morte do pai dele.

“Infelizmente foi ela que mandou fazer isso. Eu, o que eu queria na verdade era ter uma m?e que n?o fosse uma assassina”, completou Carlos Eduardo.
Tags: ?Foi ela que mandou - filho de diretor - frigorífico Friboi.

Fonte: uol  |  Publicado por: Da Redação
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