?Com a decis?o do TST (Tribunal Superior do Trabalho) na ?ltima ter?a-feira (11), os funcion?rios dos Correios voltam ao trabalho nesta quinta-feira (13) ap?s 28 dias de paralisa??o.
"A maioria dos trabalhadores j? decidiu por come?ar a trabalhar na quinta-feira. A orienta??o da federa??o e dos sindicatos ? para cumprir a decis?o, mas a palavra final ? sempre das assembleias. Mas mesmo que um ou dois sindicatos decidam por manter a greve, a maioria vai trabalhar e o servi?o ser? regularizado", afirmou ontem ? Folha.com o secret?rio-geral da Fentect (Federa??o dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Tel?grafos e Similares), Jos? Rivaldo da Silva.
A entrega de correspond?ncias e encomendas deve ser normalizada em um prazo entre sete e dez dias, segundo estimativa da ECT (Empresa de Correios e Tel?grafos). De acordo com o vice-presidente Jur?dico dos Correios, Jeferson Car?s Guedes, a empresa vai organizar escalas de trabalho ao longo das pr?ximas semanas para colocar as entregas em dia.
Segundo Guedes, a situa??o mais cr?tica ? nas regi?es metropolitanas e em alguns Estados como o Par?. Os Correios estimam que cerca de 185 milh?es de correspond?ncias e encomendas deixaram de ser entregues desde o in?cio da greve.
A decis?o do TST
Em julgamento, os ministros do TST decidiram que os funcion?rios deveriam receber um aumento salarial real de R$ 80 a partir de outubro de 2011 e a reposi??o da infla??o de 6,87%. Apesar de julgar o movimento n?o abusivo, a corte definiu pela compensa??o de 21 dias de paralisa??o. Outras sete jornadas ser?o abatidas dos pagamentos dos trabalhadores. As compensa?es ser?o feitas aos s?bados e domingos.
Caso insistam na greve, o presidente do tribunal disse que os trabalhadores ficar?o sujeitos a uma multa di?ria de R$ 50 mil.
A greve come?ou em 14 de setembro, depois do fracasso das negocia?es nas quais os trabalhadores reivindicavam um aumento salarial de R$ 400 a partir de janeiro de 2012, reposi??o da infla??o de 7,16% e mais 24,76% para compensar perdas acumuladas desde 1994.
Com o impasse entre as duas partes sobre o valor do aumento real e o desconto no sal?rio para os dias de paralisa??o, o presidente do TST, Jo?o Oreste Dalazen, decidiu que o diss?dio coletivo seria definido em julgamento.
O valor do aumento decidido ? o mesmo acordado na ter?a-feira (4) entre representantes do sindicato e da ECT durante sess?o no TST. Al?m disso, as duas partes haviam concordado que seis dias de greve seriam descontados dos vencimentos e que os funcion?rios dos Correios trabalhariam durante fins de semana e feriados para entregar as cartas acumuladas. O acordo, contudo, foi rejeitado posteriormente nas assembleias dos trabalhadores.