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Fuzilamento de brasileiro é adiado, afirma embaixador.

Publicada em 06 de Julho de 2012 às 13h47


?O embaixador brasileiro em Jacarta, Paulo Soares, descartou, por ora, a execu??o de Marco Archer Cardoso Moreira, 50, condenado ? morte na Indon?sia por tr?fico internacional de drogas.

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A resposta ocorre ap?s interven??o da presidente Dilma Rousseff, do chanceler Antonio Patriota e do embaixador Soares.

Segundo o Itamaraty, as "tratativas ocorrem em alto n?vel" --diretamente com o presidente indon?sio Susilo Bambang Yudhoyono.

Na semana passada, Soares se reuniu com representantes do Secretaria de Estado da Indon?sia, ?rg?o ligado ? Presid?ncia. Ouviu, segundo ele, que n?o h? nenhuma defini??o ainda sobre o fuzilamento do brasileiro Marco Archer.

O embaixador disse ter sido informado que o presidente Yudhoyono n?o respondeu ao segundo pedido de clem?ncia feito em favor do brasileiro. Archer s? poderia ser executado se houvesse uma negativa ao pedido.

"Foi um al?vio", disse o embaixador, que viajou na ter?a-feira retrasada para Cilacap, a oito horas de trem de Jacarta, para visitar o brasileiro e "tranquiliz?-lo".

At? ent?o, o pr?prio Itamaraty acreditava que o segundo pedido de clem?ncia havia sido rejeitado pelo presidente indon?sio.

A tens?o foi deflagrada a partir de semana passada, quando um procurador declarou ao "The Jakarta Post" que Archer seria executado nas pr?ximas semanas, ao lado de dois estrangeiros tamb?m condenados ? morte.

A Folha tentou, nas ?ltimas duas semanas, falar com esse procurador, sem ?xito.

A fala do procurador sinalizava que o presidente indon?sio decidira n?o perdoar Archer. Da? a preocupa??o brasileira no caso.

N?o est? clara a influ?ncia de Dilma e Patriota sobre Susilo Bambang Yudhoyono.

O Itamaraty n?o quer dar detalhes. A avalia??o ? que evitar a execu??o de Archer j? ? uma vit?ria; libert?-lo ? improv?vel em raz?o da gravidade do crime que cometeu na Indon?sia.

O brasileiro entrou com 13,4 kg de coca?na no pa?s, quantidade expressiva de droga que figura entre os recordes de apreens?es.

Nascido no Rio de Janeiro e instrutor de asa-delta, Archer diz que a venda da droga serviria para pagar uma d?vida contra?da com um hospital em Cingapura.


Em 1997, ele caiu de um parapente em Bali e teve que ser transferido para o pa?s vizinho. N?o conseguiu pagar todo o tratamento e era constantemente cobrado.
Tags: Fuzilamento - O embaixador

Fonte: uol  |  Publicado por: Da Redação
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