Piaui em Pauta

Google recruta grupo de hackers de elite para exterminar brechas de segurança pela web

Publicada em 15 de Julho de 2014 às 22h30


 Imagem: Reprodu??o/Infoabril ?O Google oficializou nesta ter?a-feira a cria??o de uma nova iniciativa voltada para a prote??o da internet. Chamado de Project Zero, ele envolver? o recrutamento dos melhores especialistas em seguran?a, que unir?o suas for?as apenas para localizar e neutralizar brechas em aplica?es populares espalhadas pela web, mesmo que longe da empresa. A ideia ? focar nas poss?veis vulnerabilidades zero-day, aquelas que, quando s?o descobertas, ainda n?o contam com nenhum tipo de corre??o – e, consequentemente, podem ser exploradas por quaisquer invasores. O estrago provocado por essas brechas pode ser estrondoso, como aconteceu no Heartbleed, e elas n?o s?o aproveitadas apenas por cibercriminosos ou empresas interessadas em espiar a concorr?ncia. Como mostraram os documentos vazados por Edward Snowden, ag?ncias de seguran?a como a NSA tamb?m parecem se aproveitar delas (ou mesmo cri?-las) para espionar. saiba mais Em 2013 a pol?cia j? registrou mais de 100 assassinatos em Teresina Governo e Prefeituras firmam parceria na ?rea da seguran?a Governo mobiliza For?as Armadas para visita do papa, Copa das Confedera?es e Copa do Mundo Pol?cia Militar refor?ar? seguran?a em 18 cidades do interior Carnaval no Piau? receber? refor?o de seguran?a Leia mais sobre Seguran?a O grupo de "super-hackers" do Google, portanto, quer basicamente encontrar os buracos antes que os “malvados” fa?am o mesmo – ou ao menos dificultar o trabalho de criminosos e ag?ncias, tampando os j? existentes que ainda s?o desconhecidos pelo p?blico. E o mais interessante de tudo ? que a iniciativa, ao menos por agora, tem "fins apenas altru?sticos", como explicou ? Wired Chris Evans, engenheiro de seguran?a da empresa e respons?vel por recrutar especialistas da equipe. Segundo a mat?ria e o texto de Evans em um blog da companhia, o Project Zero n?o estar? “amarrado” a nenhuma aplica??o, e “trabalhar? para melhorar a seguran?a de qualquer software do qual dependam um grande n?mero de pessosas”. As buscas por brechas seguir?o os procedimentos padr?o de localizar e reportar, e o grupo ainda “conduzir? estudos em mitiga??o, explora??o, an?lise de programas e qualquer outra coisa que nossos pesquisadores acharem digna de investimentos”, escreveu o engenheiro. Ou seja, pelo jeito, o engenheiro est? falando s?rio ao afirmar que seguran?a “? uma prioridade para o Google”. Tanto que, para refor?ar seu ponto, ele ainda cita na publica??o todas as outras iniciativas da empresa na parte de prote??o, que envolvem a ado??o de protocolos SSL por padr?o nas pr?prias aplica?es (algo acelerado ap?s os esc?ndalos de espionagem norte-americanos), o Projeto Shield anunciado no ano passado e at? o costume de alguns funcion?rios de passar um tempo ca?ando bugs web afora – h?bito que j? levou um dos pesquisadores da companhia a encontrar o t?o falado Heartbleed, para citar apenas um caso. Os membros – A equipe de “Vingadores do Google” ainda est? em forma??o, mas j? tem alguns nomes conhecidos. George "geohot" Hotz, Ben Hawkes, Tavis Ormandy e Ian Beer, por exemplo, est?o confirmados. O primeiro ? talvez o mais “popular”: em 2007, com 17 anos, ele foi o primeiro a desbloquear um iPhone, e posteriormente ainda conseguiu quebrar a seguran?a do ent?o “invulner?vel” PlayStation 3 – e ser processado pela Sony. E Hotz ficou ainda mais popular no Google depois de achar uma falha de 150 mil d?lares no Chrome OS. Hawkes, por sua vez, encontrou dezenas de brechas no Office e em programas da Adobe s? em 2013, enquanto Ormandy, engenheiro do Google, ficou conhecido por criticar a forma como a Microsoft lida com seguran?a. (depois, claro, de encontrar uma brecha nos Windows 7 e 8). Por fim, Beer ? um dos que j? estava trabalhando na iniciativa antes de seu an?ncio oficial (ver o CVE-1300 aqui), nesta ter?a-feira – e foi respons?vel por achar falhas cr?ticas no navegador Safari, da Apple. M?todo de trabalho – De acordo com Chris Evans, o trabalho de todos eles ser? feito de forma transparente, e todas as brechas encontradas “ser?o publicadas em um banco de dados externo”, acess?vel por aqui. Mas, claro, n?o antes de as falhas serem passadas aos respons?veis pelas aplica?es, algo que dever? ser feito quase que imediatamente. Como explica o engenheiro do Google, quando as pr?prias empresas come?arem a falar das vulnerabilidades (ou seja, quando as corre?es estiverem dispon?veis), qualquer um poder? ver o qu?o r?pido elas s?o consertadas. Al?m disso, usu?rios poder?o discutir outros problemas eventuais e acompanhar o hist?rico de brechas e problemas.

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Fonte: Vooz  |  Publicado por:
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