Piaui em Pauta

Governadores empregam 105 mil sem concurso público.

Publicada em 31 de Março de 2013 às 13h03


A primeira pesquisa completa sobre a estrutura burocr?tica dos Estados, realizada pelo IBGE, revela que os 27 governadores empregavam em 2012, em conjunto, um contingente cerca de 105 mil funcion?rios que n?o fizeram concurso para entrar na administra??o p?blica. Apenas na chamada administra??o direta, da qual est?o exclu?das as vagas comissionadas das empresas estatais, o n?mero de funcion?rios subordinados aos gabinetes dos governadores ou ?s secretarias de Estado sem concurso p?blico chega a 74.740.

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Do total de 105,5 mil servidores sem concurso nos Estados, quase 10% est?o em Goi?s. O governador Marconi Perillo (PSDB) abriga em sua burocracia 10.175 funcion?rios nessa situa??o, o que o torna l?der no ranking desse tipo de nomea?es em n?meros absolutos. A Bahia, governada pelo petista Jaques Wagner, vem logo atr?s, com 9.240 n?o concursados.

Ao se ponderar os resultados pelo tamanho da popula??o, os governadores que saltam para a lideran?a do ranking s?o os de Rond?nia, Conf?cio Moura (PMDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), com 937 e 263 cargos por 100 mil habitantes, respectivamente. Os oito governadores do PSDB controlam, em conjunto, 37,6 mil cargos ocupados por servidores n?o concursados. Os quatro governadores do PT, por sua vez, t?m em m?os 23 mil vagas. Logo atr?s est?o os quatro do PMDB, com 21,6 mil.

O peso dos partidos muda quando se pondera a quantidade de cargos controlados por 100 mil habitantes. Nesse caso, o PT passa para o primeiro lugar (75), e o PSDB cai para o quinto (41).

Em teoria, os cargos de livre nomea??o servem para que administradores p?blicos possam se cercar de pessoas com quem t?m afinidades pol?ticas e projetos em comum. Na pr?tica, no entanto, ? corrente o uso dessas vagas como moeda de troca. Al?m de abrigar seus pr?prios eleitores ou correligion?rios, os chefes do Executivo distribuem as vagas sem concurso para partidos aliados em troca de apoio no Legislativo ou em campanhas eleitorais. "Os crit?rios e m?todos de composi??o de governo que servem para a esfera federal se reproduzem nos Estados", observa o cientista pol?tico Carlos Melo. "A grande reforma pol?tica que poder?amos fazer seria reduzir ao m?nimo esses cargos, tanto no ?mbito da Uni?o quanto no dos Estados e munic?pios. Faremos? Creio que n?o. N?o interessa ao sistema pol?tico."
Tags: Governadores empreg - sem concurso público

Fonte: uol  |  Publicado por: Da Redação
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