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Greenwald: EUA querem espionar todas as comunicações no mundo

Publicada em 30 de Maio de 2014 às 10h20


 Imagem: O governo dos EUA tem o objetivo de "obter e armazenar todas as comunica?es que ocorrem no mundo, n?o s? as que t?m a ver com a seguran?a nacional ou terrorismo", como demonstra "a espionagem" sobre os telefones nas Bahamas, M?xico, Filipinas e Qu?nia, disse nesta quinta-feira o jornalista ganhador neste ano de um pr?mio Pulitzer, Gleen Greenwald. Em entrevista ? Ag?ncia EFE, o homem a quem o ex-t?cnico da Ag?ncia de Seguran?a Nacional americana (NSA) Edward Snowden confiou todos os documentos aos quais teve acesso sobre dita espionagem desmentiu as informa?es divulgadas em diversos meios de que vai publicar uma lista de milhares de espionados pelos EUA. saiba mais Informante do FBI est? ligado a ciberataques, inclusive contra o Brasil EUA pro?bem comunica??o entre ag?ncias e jornalistas sem autoriza??o superior Jornais vencem Pulitzer por revelar espionagem da NSA Livro reconta caso Snowden em ritmo de aventura Dilma denuncia espionagem americana como "viola??o" de soberania Leia mais sobre Espionagem americana Greenwald afirmou que os documentos de Snowden est?o "eletronicamente guardados" e anunciou que estuda um sistema com o qual outros jornalistas possam ter acesso direto aos mesmos. Questionado sobre documentos confidenciais sobre Cuba, Greenwald respondeu que "n?o temos toda a informa??o dos EUA, temos partes das que Snowden teve acesso. Em alguns casos, temos uma hist?ria completa, ?s vezes ? parcial e ?s vezes nada. O que temos ? muito", disse. "Os Estados Unidos t?m a capacidade de espionar e interceptar cada liga??o telef?nica em um pa?s e conhecer seu conte?do, e, al?m disso, podem armazenar e escutar quando quiserem", disse Greenwald, que se encontra na Espanha para promover seu livro "Snowden. Sem um lugar onde se esconder" (Edi?es B). "Obviamente, M?xico e Bahamas n?o t?m nada a ver com o terrorismo, que ? a justificativa normal que ? dada pelos EUA para seu sistema de espionagem", disse ao ser questionado sobre a revele??o que fez recentemente a respeito. O M?xico ? um pa?s "de grande interesse para os EUA por ser fronteiri?o", declarou ao acrescentar que "a ideia de que h? tr?fico de droga em um pa?s n?o significa que se possa escutar e gravar todas as liga?es telef?nicas". Greenwald desmentiu informa?es divulgadas em diversos meios de informa??o de que iria publicar uma lista com milhares de nomes de pessoas espionadas pelos EUA, mas explicou que "vamos nos centrar em alguns casos que ilustram o prop?sito do sistema de espionagem e como funciona". Perguntado sobre o Wikileaks do tamb?m jornalista Julian Assange, que publicou v?rios documentos diplom?ticos confidenciais dos EUA, Greenwald explicou que atua de forma diferente com os documentos de Snowden j? que o ex-t?cnico dos servi?os secretos americanos quis sempre "fazer as coisas de forma distinta". Ao confiar os documentos confidenciais, Snowden "queria que fosse informado sobre este material de forma jornal?stica (...) o acordo que alcancei com ele ? que publicar?amos o que realmente julgarmos necess?rio publicar" e "sem colocar em perigo gente inocente", disse Greenwald, em resposta ?s acusa?es do secret?rio de Estado americano, John Kerry, na quarta-feira na emissora "ABC". Kerry assinalou que as revela?es de Snowden permitiram aos terroristas conhecer "de primeira m?o" os m?todos e mecanismos usados pelos Estados Unidos para obter intelig?ncia. "Nossas opera?es foram comprometidas", afirmou. Ao explicar as diferen?as entre Assange e Snowden, o primeiro refugiado na embaixada do Equador em Londres e o outro na R?ssia, Greenwald lembrou que este ?ltimo trabalhava para o governo dos EUA e considerou que se retornar a seu pa?s, onde ? acusado de trai??o, "n?o teria um julgamento justo. Querem que volte para prend?-lo pelo o resto de sua vida". "Me consta que h? agora gente no governo (americano) inspirada por Snowden", disse Greenwald. A ideia de escrever um livro ? revelar a "hist?ria real de como conheci Snowden, como consegui os documentos (...) porque foram ditas muitas coisas sobre isso que n?o s?o verdade", explicou. "Queria colocar o sistema de espionagem americano em seu inteiro contexto", declarou ao assinalar que seu livro ? composto por tr?s partes, e a terceira ? defender "o argumento de por que a intimidade ? crucial para a liberdade individual, e todos sofremos quando a perdemos". Greenwald assegura que nem ele e nem Snowden tiveram d?vidas antes de decidir come?ar a revelar os documentos sobre a espionagem americana e que ambos j? sabiam das consequ?ncias que teria e que mudaria totalmente suas vidas. O jornalista, que come?ou revelando os documentos de Snowden no di?rio brit?nico "The Guardian", vive atualmente no Rio de Janeiro desde onde publica os documentos confidenciais pela internet. No livro, Greenwald lembra que a primeira coisa que Snowden lhe pediu quando se conheceram ? que cifrasse seu e-mail, o que agora o recomenda a todo o que possa faz?-lo, especialmente jornalistas, m?dicos, psiquiatras, advogados ou outros profissionais que guardam informa?es confidenciais e privadas de outras pessoas.

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Fonte: Vooz  |  Publicado por:
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