Piaui em Pauta

Hospitais de referência para a Copa apresentam problemas

Publicada em 31 de Maio de 2014 às 16h00


 Imagem: Clique para ampliar ?A duas semanas do in?cio da Copa do Mundo, muitos dos hospitais situados no entorno dos est?dios — considerados como de retaguarda — sofrem com os problemas de sempre: a superlota??o, obras inacabadas e aparelhos que n?o funcionam. Apesar disso, as secretarias estaduais de Sa?de parecem seguras de que est?o prontas para atender a demanda que vir? junto com o campeonato de futebol. Em Fortaleza (CE), alguns dos hospitais que fazem parte da rede de urg?ncia e emerg?ncia do plano que foi tra?ado para a Copa s?o alvo de den?ncias que v?o de goteiras ? falta de medicamentos, passando pela escassez de leitos e profissionais de sa?de. O GLOBO visitou os hospitais distritais Maria Jos? Barros de Oliveira e Evandro Ayres de Moura, mais conhecidos como Frotinhas de Parangaba e Ant?nio Bezerra, e instala?es prec?rias e pacientes que esperavam h? cinco dias por um leito. No caso mais grave, um homem recebia transfus?o de sangue no corredor. saiba mais Paes desiste de criar regras para ordenar manifesta?es na cidade PM ter? mais 1.600 soldados nas ruas a partir desta segunda-feira Brasileiro cria de caf? do Maracan? a tanga com bojo para lucrar com Copa A 14 dias da Copa, di?rias de im?veis para alugar caem 25% no Rio, diz Creci MP do Trabalho v? press?o dos grevistas devido ? Copa. Leia mais sobre Copa do Mundo 2014 — N?o temos condi?es de dar retaguarda a ningu?m na Copa, tendo em vista a redu??o de pessoal, e a demanda crescente — disse o cirurgi?o Roger Ximenez, no Frotinha de Ant?nio Bezerra: — Nossos corredores vivem lotados, pois n?o temos leitos suficientes. Hoje, existem cinco pacientes no corredor, mas j? tivemos 47. Infiltra?es na Neurocirurgia No Frotinha de Parangaba, pacientes se espalhavam sobre macas do Servi?o de Atendimento M?vel de Urg?ncia (Samu). — (Deixar macas) representa um preju?zo para o servi?o — afirmou Ximenez. A situa??o prec?ria j? foi identificada e consta num relat?rio do Sindicato dos M?dicos do Cear? (Simec) em parceria com o Conselho Regional de Medicina. O documento j? foi levado ao prefeito Roberto Cl?udio, que prometeu iniciar obras nessas instala?es em 2015. De acordo com o plano de a??o em sa?de da Copa, poder?o ser encaminhados para essas unidades pacientes que apresentarem um quadro que n?o pode ser resolvido nos postos de sa?de e nas unidades de pronto-atendimento distribu?das no entorno dos est?dios. No Rio de Janeiro, o principal hospital de retaguarda, pela proximidade com o Maracan?, ? o Souza Aguiar. Numa visita ao local, a reportagem constatou buracos no teto, rachaduras nas paredes, infiltra?es, fios desencapados e banheiros sujos na enfermaria da Neurocirurgia. Na ala de Radiologia, tr?s aparelhos de raio-x estavam em manuten??o, gerando fila para exames no corredor. Procurada para comentar a situa??o, a assessoria de imprensa da Secretaria municipal de Sa?de disse que a unidade est? sendo reformada e que os reparos ser?o feitos assim que poss?vel. Quanto aos aparelhos quebrados, disse que n?o faltam equipamentos para atender aos pacientes. Para a subsecret?ria estadual de Vigil?ncia em Sa?de do Rio, Hellen Miyamoto, a previs?o ? de que 98% dos problemas de sa?de durante a Copa sejam resolvidos dentro do Maracan? pelos polos de atendimento m?veis criados sob a responsabilidade do Comit? Organizador Local. Por isso, ser? “m?nimo” o volume de pacientes transferidos para hospitais da regi?o. Segundo Hellen, o Rio n?o contratar? mais m?dicos ou novos ve?culos e equipamentos para os hospitais da rede p?blica. Em caso de acidentes com m?ltiplas v?timas, o Estado colocaria em a??o o plano de conting?ncia, ativando todos os recursos das unidades de sa?de municipais, estaduais e federais. Segundo Hellen, cada uma delas j? foi treinada para saber como atuar. Em Recife, o governo se sente igualmente preparado para atender ?s eventuais demandas de sa?de dos 230 mil turistas que s?o esperados na cidade. A Secretaria Estadual de Sa?de, Ana Maria Albuquerque, informou que 3.500 profissionais foram capacitados para atuar em situa?es de emerg?ncia. — Estamos montando uma grande estrutura e acreditamos que ela ? bem maior do que a demanda — disse ela. A rede de hospitais particulares de Recife lan?ou uma ouvidoria bilingue para atender poss?veis pacientes. O GLOBO testou o servi?o e teve sucesso no contato. As op?es em ingl?s e espanhol, no entanto, s? estar?o em funcionamento nos dias em que a cidade recebe jogos da Copa. Em S?o Paulo, o hospital mais pr?ximo do Itaquer?o ? o Santa Marcelina. Ele seria a primeira op??o para encaminhamento de v?timas. ?s v?speras do mundial, seu pronto-socorro ainda tem obras para ser ampliado e modernizado. Outros 14 hospitais gerais podem atender as ocorr?ncias. A maioria deles, no entanto, enfrenta diariamente filas de espera de cerca de cinco horas e sofre com a falta de cl?nicos gerais, pediatras e ortopedistas. No Hospital Geral de S?o Mateus, por exemplo, h? d?ficit de pediatras, cl?nicos e neurologistas. ‘Prote??o divina’ Mas tanto prefeitura quanto o estado prometem dar conta dos atendimentos “extras” da Copa em hospitais de suas respectivas redes. Segundo Rejane Calixto Gon?alves, coordenadora da Secretaria Municipal de Sa?de, haver? 360 plant?es adicionais para m?dicos e 600 para equipes de enfermagem: — A ?rea de vigil?ncia em sa?de funcionar? 24 horas por dia. Teremos tamb?m um centro integrado de opera?es conjuntas em sa?de, que vai funcionar na sede do Samu na Copa. Ali teremos um representante de cada ?rea, desde central de regula??o de vagas ? vigil?ncia em sa?de. Em Manaus, o Samu estar? com toda estrutura de pessoal, equipamentos e ambul?ncias pronta para atuar. S?o 42 ambul?ncias e 984 profissionais m?dicos, enfermeiros, t?cnicos em enfermagem e condutores socorristas. Manaus deve receber cerca de 80 mil turistas. Por l?, o temor s?o as doen?as tropicais, como dengue e mal?ria. Os principais hospitais particulares da cidade e as operadoras de planos de sa?de j? anunciam que focar?o seus esfor?os nesse sentido. Seus plant?es ser?o redobrados nos dias de jogos. Profissionais bil?ngues foram contratados. Geraldo Ferreira, presidente da Federa??o Nacional dos M?dicos, criticou o governo federal por nunca ter criado uma rubrica para Sa?de na Copa e diz que “o brasileiro tem que confiar na prote??o de Deus” diante desse cen?rio. — Dados oficiais indicam que, em dia de jogo, 100 mil pessoas circulam perto dos est?dios e que at? 2% delas precisar?o de atendimento. Entre esses pacientes, 0,5% estar? em caso grave. Juntando isso ao que vemos nos hospitais, temos mesmo que contar com a prote??o divina.

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Fonte: Vooz  |  Publicado por:
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