Piaui em Pauta

Inclinação conservadora em São Paulo impulsiona Russomanno.

Publicada em 23 de Setembro de 2012 às 14h06


Primeira constata??o: em S?o Paulo, h? mais eleitores identificados com valores conservadores do que liberais. Mas n?o em quantidade suficiente para formar maioria, pois um contingente consider?vel deve ser enquadrado na categoria mediana, nem conservador, nem liberal.

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Segunda constata??o: s?o os conservadores que est?o dando impulso ao candidato Celso Russomanno (PRB), l?der isolado na disputa pela prefeitura com 35% das inten?es de voto.

No segmento dos conservadores, o maior na escala que classifica os eleitores em cinco grupos conforme suas inclina?es pol?ticas, Russomanno atinge 41%.

Todos esses dados foram apurados pelo Datafolha, na pesquisa de 18 e 19 de setembro com 1.802 pessoas e margem de erro de dois pontos.

Esta ? a primeira vez que o Datafolha posiciona os paulistanos numa escala de conservadorismo e liberalismo.

O trabalho foi feito a partir de um conjunto de quest?es envolvendo valores sociais, pol?ticos e culturais, como a influ?ncia da religi?o na forma??o do car?ter e o entendimento sobre as causas da criminalidade, por exemplo.

A partir das respostas, o instituto agrupou os eleitores em cinco categorias. Os extremamente conservadores representam 10% do eleitorado. Conservadores s?o 34%. Medianos, 23%. Liberais somam 27%. E extremamente liberais, 6%.

Entre os eleitores simp?ticos ao tucano Jos? Serra (21% das inten?es de voto), tamb?m h? predomin?ncia conservadora. O recorde de Serra ocorre entre os extremamente conservadores, 24%.

J? o petista Fernando Haddad (15% das inten?es de voto) aparece com destaque no polo oposto. Se a elei??o fosse feita apenas entre as pessoas identificadas como extremamente liberais, Haddad seria o l?der, com 24%.

PERFIL

Num debate sobre conservadorismo no fim de agosto na USP, o cientista pol?tico Andr? Singer citou algumas caracter?sticas que, no seu entendimento, s?o definidoras do conservadorismo.

Entre elas est?o uma tend?ncia forte ao individualismo, a concep??o de que os problemas sociais se resolvem por meio da iniciativa privada e a rejei??o a qualquer forma de interven??o social pelo Estado. O liberalismo, portanto, seria o oposto disso.

Nos perfis apurados pelo Datafolha, as distin?es mais evidentes ocorrem nos extremos, como era de se esperar.

A fatia de extremo-conservadorismo ? a ?nica que tem mais homens que mulheres (61% masculina), a de eleitores mais velhos (m?dia de 49 anos) e a com o maior contingente de pessoas com ensino fundamental (42%).

J? os extremamente liberais s?o os mais ricos (24% t?m renda familiar superior a R$ 6.220), os mais jovens (37 anos) e os mais escolarizados (58% t?m ensino superior).

Outras pistas est?o nas respostas ?s perguntas usadas para fazer os agrupamentos.

A quest?o que mais dividiu os paulistanos ? a que trata da pena de morte. Para 56%, "n?o cabe ? Justi?a matar uma pessoa, mesmo que ela tenha cometido um crime grave". Outros 41% acham que a pena de morte "? a melhor puni??o" nesses casos.

A frase com maior vantagem sobre sua alternativa foi "o uso de drogas deve ser proibido porque toda a sociedade sofre com as consequ?ncias", com 81% de aceita??o. Ganhou de "Acreditar em Deus torna as pessoas melhores", aprovada por 79%.
Tags: Primeira constatação - Inclinação conservad

Fonte: UOL  |  Publicado por: Da Redação
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