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'Jamais irá passar', diz Feliciano em Valinhos sobre projeto da 'cura gay'

Publicada em 28 de Junho de 2013 às 11h18


“Esse projeto j? nasceu morto. Na comiss?o ele foi aprovado, mas eu sei que ele jamais ir? passar no Congresso”, disse o deputado federal Marco Feliciano (PSC) sobre o projeto conhecido como "cura gay" em um culto realizado em Valinhos (SP), nesta quinta-feira (27). Ele chegou ? igreja por volta das 21h30 e com ele um grupo de 20 manifestantes que gritavam "fora Feliciano", "me cura" e "ele n?o nos representa". O grupo criticava o parlamentar, presidente da Comiss?o de Direitos Humanos da C?mara, por causa da proposta que autoriza psic?logos a proporem tratamento para reverter a homossexualidade.

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De autoria do deputado Jo?o Campos (PSDB-GO), o projeto da "cura gay" pede a extin??o de dois artigos de uma resolu??o de 1999 do Conselho Federal de Psicologia. Um deles impede a atua??o dos profissionais da psicologia para tratar homossexuais. O outro pro?be qualquer a??o coercitiva em favor de orienta?es n?o solicitadas pelo paciente e determina que psic?logos n?o se pronunciem publicamente de modo a refor?ar preconceitos em rela??o a homossexuais. A aprova??o do projeto pela Comiss?o de Direitos Humanos ocorreu na semana passada e motivou protestos em Campinas (SP) e tamb?m em outras cidades do pa?s.

Antes da chegada de Feliciano, 12 homens da Pol?cia Militar prepararam um cord?o de isolamento para separar os manifestantes da entrada da igreja. “N?o estamos aqui para ofender a religi?o deles. Estamos aqui para protestar contra o deputado e esse projeto homof?bico. Se ele estivesse em uma pra?a seria da mesma forma”, disse a professora Ros?ngela Paes.

Para evitar que os gritos atrapalhassem o culto, fi?is fechavam as portas de vidros na entrada da igreja, no entanto, ao ser aberta para algu?m passar, os manifestantes aproveitavam para gritar contra o deputado. “Esse tipo de conduta n?o condiz com uma Comiss?o de Direitos Humanos. Esse ato ? em repudio a isso. Que ele se retire da comiss?o”, criticou o bi?logo Augusto Spadaccia.

'Fen?meno comportamental'
Ao fim do culto, Feliciano defendeu o direito de todos protestarem, mas rebateu as cr?ticas dos manifestantes em frente ? igreja. “O movimento de rua ? leg?timo. ? a juventude brasileira mostrando a cara, mas contra mim ? sempre o mesmo grupo. Eu n?o falei que homossexualismo ? uma doen?a, e sim um fen?meno comportamental. Aqui na igreja tinha mil pessoas, l? tinha uns oito dizendo que eu n?o os represento e n?o represento mesmo. Eu represento quem votou em mim, e estava aqui dentro. N?o vou renunciar jamais”, revela.

Protestos e lobby dos partidos
Para o deputado federal, as v?rias manifesta?es pelo pa?s influenciaram a C?mara dos Deputados no projeto da ‘cura gay’ e outras mat?rias em destaque. “Todas essas manifesta?es fizeram o Congresso recuar. A PEC 37 estava aprovada h? 15 dias. De repente veio a manifesta??o popular e matou o projeto”, diz.

A press?o da popula??o foi usada pelos movimentos contr?rios ? ‘cura gay’, segundo Feliciano. “O projeto deveria ir para a Comiss?o de Seguridade Social e Fam?lia e Comiss?o de Constitui??o e Justi?a, mas n?o seria aprovado porque a milit?ncia do movimento GLBT foi muito inteligente, aproveitou o momento e entrou no meio da multid?o. Eles pensam que ? um clamor nacional, mas n?o”, critica.

Ainda segundo o parlamentar a press?o popular influenciou alguns partidos, tanto da base como da oposi??o. “H? um lobby em cima e ? muito grande, que tem a ben??o do PT, do PSDB, e do PSOL, com isso esses partidos ficam fortes. A bancada evang?lica n?o ? s? um partido, s?o diversos”, diz.
Tags: 'Jamais irá passar', - Marco Feliciano (PSC

Fonte: UOL  |  Publicado por: Da Redação
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