O empres?rio Joesley Batista, do grupo J&F, pediu nesta segunda-feira (21) que o ministro Luiz Edson Fachin, relator da Opera??o Lava Jato no STF, determine a abertura de uma conta judicial para que ele inicie o pagamento dos R$ 110 milh?es previstos no acordo de dela??o premiada fechado com a Procuradoria Geral da Rep?blica.
Esse ? o valor que Joesley Batista se comprometeu a devolver como forma de ressarcir os cofres p?blicos pelas irregularidades que admitiu ter cometido.
O acordo prev? que 80% do valor v? para Uni?o e 20% para "os bens jur?dicos ofendidos pela lavagem de dinheiro", que, na pr?tica, podem ser ?rg?os que atuam no combate ao crime.
A defesa do empres?rio afirma que o acordo prev? o pagamento da primeira parcela no pr?ximo dia 1? de junho. E destaca que o combinado foi o pagamento de R$ 11 milh?es por ano, pelo per?odo de 10 anos, o que totaliza R$ 110 milh?es.
A validade da colabora??o de Joesley Batista est? sob an?lise do STF depois que a Procuradoria Geral da Rep?blica pediu a anula??o do acordo dele, do irm?o Wesley Batista e mais dois executivos do grupo por omiss?o e m? f? – eles teriam deixado de informar sobre suposta orienta??o prestada pelo ex-procurador Marcello Miller nas negocia?es, enquanto ainda integrava o Minist?rio P?blico. N?o h? prazo para uma decis?o de Fachin.
No documento ao STF, a defesa de Joesley nem menciona o fato de a Procuradoria ter pedido a anula??o do acordo. Os advogados afirmam que ele vem cumprindo todas as obriga?es previstas.
"Visando ao cumprimento integral do Acordo de Colabora??o, como tem feito em rela??o a todas as demais obriga?es assumidas, requer-se a Vossa Excel?ncia que seja determinada a abertura de conta banc?ria para dep?sito judicial da multa acordada", afirma o documento.