Publicada em 08 de Maio de 2014 às 19h30
Paulo Roberto Costa também teve quebra de sigilo bancário
A Justi?a Federal do Paran? decretou nesta quinta-feira (8), a pedido do Minist?rio P?blico Federal (MPF), a quebra do sigilo banc?rio da Petrobras nas transa?es financeiras realizadas a partir de contratos firmados para a constru??o da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. O empreendimento da estatal, alvo de suspeitas de superfaturamento, est? sendo investigado pelo Minist?rio P?blico e pelo Tribunal de Contas da Uni?o.
No mesmo despacho, o Judici?rio determinou a quebra do sigilo banc?rio do ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, um dos presos pela opera??o Lava Jato, da Pol?cia Federal (PF). Ele ? r?u no processo referente ? Lava Jato pelos crimes de lavagem de dinheiro e participa??o em grupo criminoso organizado. saiba mais Gra?a Foster diz que preju?zo com compra de refinaria pode ser revertido Leia mais sobre Crise na Petrobras
Imagem: Divulga??oClique para ampliarPaulo Roberto Costa tamb?m teve quebra de sigilo banc?rioCosta ? apontado pelo MPF como um dos chefes de uma quadrilha especializada em lavar dinheiro no exterior, por meio de opera?es de c?mbio fraudulentas. Conforme a den?ncia dos procuradores da Rep?blica, o ex-diretor da Petrobras usou empresas de fachada, comandadas pelo doleiro Alberto Youssef, para lavar dinheiro da constru??o da Refinaria Abreu e Lima.
Al?m do ex-dirigente da estatal, ter?o as contas banc?rias devassadas outras seis pessoas, entre as quais duas mulheres apontadas pela PF como filhas de Paulo Roberto Costa, al?m dos maridos delas.
Tamb?m foi autorizada a quebra do sigilo banc?rio das empresas GFD Investimentos e da Sanko Sider e Sanko Servi?os de Pesquisa. A decis?o engloba todas as movimenta?es das contas banc?rias, inclusive, a origem e o destino de d?bitos e cr?ditos.
O objetivo da quebra de sigilo solicitada pelo MPF ? tentar apurar o rastro do dinheiro usado para construir a refinaria pernambucana. As investiga?es da opera??o Lava Jato tentam identificar se os recursos repassados para a obra teriam abastecido o esquema bilion?rio de lavagem de dinheiro e evas?o de divisas comandado por Alberto Yousseff.
Limite das investiga?es
A decis?o da Justi?a Federal limita a quebra de sigilo ?s transfer?ncias da Petrobras realizadas entre janeiro de 2009 e dezembro de 2013 para a construtora Camargo Corr?a, respons?vel por parte da obra da Refinaria de Abreu e Lima, e para as empresas Sanko Sider e Sanko Servi?os de Pesquisa.
De acordo com as investiga?es da PF, essas empresas teriam sido usadas para lavar dinheiro da obra.
O despacho determina que a Petrobras apresente em 20 dias o resultado da quebra de sigilo, discriminando as transfer?ncias, as data, os valores e as contas envolvidas na constru??o da planta de refino de petr?leo. A Justi?a exigiu ainda que a estatal do petr?leo discrimine as transfer?ncias ?s empresas, relacionando os pagamentos por obras, produtos e servi?os na refinaria.
Entenda a Opera??o Lava Jato
A opera??o Lava Jato foi deflagrada pela Pol?cia Federal em 17 de mar?o para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro e evas?o de divisas que teria movimentado cerca de R$ 10 bilh?es. Os policiais federais executaram mandados em sete unidades da federa??o: Distrito Federal, Mato Grosso, Paran?, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e S?o Paulo.
Segundo as investiga?es da PF, um dos chefes da quadrilha seria o doleiro Alberto Youssef. Preso no Paran?, ele ? r?u por evas?o de divisas, lavagem de dinheiro, fraude em contratos de c?mbio, operar institui??o financeira sem autoriza??o e forma??o de quadrilha.