Publicada em 08 de Julho de 2014 às 10h30
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?Em um mercado de Los Angeles quase como qualquer outro, os clientes cheiram, examinam e comparam, enquanto os agricultores se vangloriam de sua mercadoria. Mas h? um ?nico produto: a maconha. S? que org?nica.
O sucesso do Heritage Farmers Market, aberto neste domingo, ? evidente: apesar do calor sufocante, a fila de espera para entrar se estende por centenas de metros. saiba mais Anvisa estuda liberar uso de produtos ? base de maconha Neg?cios da maconha ter?o banco nos EUA Especialistas debatem consequ?ncias da legaliza??o do uso de maconha Pesquisa aponta que 51% dos eleitores dos EUA apoia legaliza??o da maconha Leia mais sobre Legaliza??o da maconha
A multid?o ? diversa e multigeracional: hippies, roqueiros, hipsters e algumas indescrit?veis tribos urbanas.
"Temos pirulitos por sete d?lares e barrinhas de chocolate para relaxar por 13", contou Bill Harrison, que tamb?m vende as cl?ssicas flores de maconha para fumar.
"J? houve conven?es de agricultores no norte da Calif?rnia (oeste dos Estados Unidos) e no estado de Washington (noroeste), mas aqui ? especial, podemos encontrar realmente os clientes", explicou Terry Sand, um plantador.
Terry cresceu em meio ? canabis e ? maconha: "meus pais eram hippies, plantavam no quintal".
Ex-t?cnico de elevadores, ele mudou de vida quando uma nova tecnologia permitiu aumentar a produtividade dos cultivos em ?reas cobertas. "Senti que havia uma grande oportunidade", contou.
Na Calif?rnia s? ? legal o uso terap?utico da maconha. Para consumo recreativo, a posse de menos de 28 gramas ? pass?vel de uma simples multa, mas uma quantidade maior representa um crime.
Edwynn Delgado conhece a legisla??o de cor: "para uso m?dico, temos direito a cerca de 100 gramas, mas eu gostaria de levar mais hoje", brincou.
Delgado, de 20 anos, fuma maconha desde os 11: "No meu bairro, sempre houve muita maconha", conta o jovem de sorriso largo. Aos 18, ele virou consumidor "legal" para aliviar as dores musculares.
- "Desmistificar" -
Edwynn espera h? mais de uma hora no estande que oferece os melhores pre?os: "apenas 180 d?lares por 28 gramas, enquanto o pre?o m?dio em um ambulat?rio m?dico normal ? de cerca de 300 d?lares".
Al?m desses benef?cios, est? contente por poder contar, neste caso, com um produto de boa qualidade: "Os vendedores ambulantes s?o perigosos porque agregam coisas" na maconha, comentou.
Aos 35 anos, Adam Agathakis, um dos organizadores do mercado, defende "desmistificar" a maconha depois de perder seu pai de c?ncer h? dez anos. "Quando estava morrendo, s? a maconha o aliviava", acrescentou.
Agathakis classificou a iniciativa de em "mercado biol?gico comum", ao qual "as pessoas v?m falar com os agricultores, garantir que (a maconha) cresceu sem pesticidas e tamb?m sem fungos".
Karen Flores, de 50 anos, que sofre de c?ncer, fuma maconha para "relaxar e aliviar suas indisposi?es".
Nas bancas, encontramos aeross?is, tortas de creme e doces feitos com a planta.
Matheuse Gerson oferece um produto mais alternativo: "? um lubrificante ?ntimo de maconha com ?leo de noz de coco. Isso aumenta as sensa?es das jovens e desperta a sexualidade das mulheres na menopausa, al?m de ajud?-las a dormir", assegurou.
Cheryl Shuman, diretora-executiva de uma empresa de rela?es p?blicas, conta que quase morreu de c?ncer em 2006 e que sobreviveu gra?as ? maconha.
Depois disso, Shuman iniciou uma campanha para a descriminaliza??o, com a cria??o de um clube de aficionados, o "Beverly Hills Cannabis Club", tornando-se uma das encarregadas da "Moms for Marijuana" ("M?es pela maconha"), uma associa??o internacional de m?es a favor da legaliza??o.
Ela destacou como argumento o potencial econ?mico da maconha: "? um setor que movimenta 47 bilh?es de d?lares".