?A retirada de crucifixos de salas do Judici?rio ga?cho, decidida na semana passada, causou controv?rsia pelo Estado e j? desperta rea?es, da igreja ao meio pol?tico.
Dois desembargadores declararam oposi??o ? medida e anunciaram que n?o v?o retirar o s?mbolo religioso de suas salas at? que haja decis?o definitiva sobre o caso.
Dirigente da OAB-RJ critica presen?a de crucifixo no Supremo
Justi?a ga?cha manda retirar crucifixos de reparti?es
No ?ltimo dia 6, o Conselho da Magistratura do Tribunal de Justi?a do Rio Grande do Sul decidiu atender a pedido da ONG Liga Brasileira de L?sbicas e mandou tirar os crucifixos de todas as salas da Justi?a do Estado.
O desembargador que relatou o caso argumentou que a presen?a do objeto religioso pode levar o julgador a n?o ficar de modo "equidistante" dos valores em conflito.
Cidad?os comuns e a Associa??o de Juristas Cat?licos mandaram representa?es ao tribunal solicitando a reconsidera??o da medida.
O arcebispo de Porto Alegre, Dadeus Grings, disse que a atitude n?o foi democr?tica. Anteontem, Grings se encontrou com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Paulo Brossard, tamb?m cr?tico da decis?o, e conversou sobre o assunto.
Em artigo, Brossard citou a medida como sinal de "tempos apocal?pticos".
O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM) disse que ir? enviar representa??o ao Conselho Nacional de Justi?a contra a medida e prometeu levar o debate ao Congresso.
Um dos desembargadores que se op?em ? decis?o, Carlos Marchionatti, diz que o Conselho da Magistratura n?o ? a inst?ncia adequada para tratar do assunto e que a separa??o entre Igreja e Estado n?o ? absoluta no pa?s.
"A maioria tem sentimento religioso, o hino nacional tem refer?ncia ? divindade. Cristo, no ?mbito do Judici?rio, representa a Justi?a", diz.