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Mais de R$ 100 mil em pagamentos de plano de saúde de Flávio Bolsonaro foram feitos em dinheiro, diz

Publicada em 18 de Junho de 2020 às 23h01


 Na decisão da Justiça do Rio de Janeiro que determinou a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), o juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal, cita que boletos bancários dos planos de saúde do senador e da mulher dele foram pagos em espécie, mas o dinheiro não saiu das contas deles.

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A decisão, obtida pela GloboNews, afirma que "a diferença dos pagamentos do plano de saúde da família do referido ex-deputado estadual e os débitos nas contas correntes do casal" passou de R$ 108 mil.

A quantia equivale, de acordo com o texto, a 63 boletos bancários pagos de "origem alheia aos rendimentos lícitos do casal".

"Tal dinâmica teria se repetido no pagamento dos planos de saúde da família de Flavio. A diferença entre as mensalidades do plano de saúde familiar e os débitos nas contas do casal foi de R$ 108.407,98 ? o que equivale a 63 boletos bancários pagos com dinheiro em espécie de origem alheia aos rendimentos lícitos do casal (foram pagos R$ 117.373,43, mas foram debitados das contas do casal apenas R$ 8.965,45)", consta na decisão de Itabaiana.

As informações destacadas pela Justiça são atribuídas a investigação do Ministério Público do Rio (MPRJ) contra Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro sobre o esquema conhecido como "rachadinha" ? onde supostamente parte dos vencimentos de funcionários da Assembleia Legislativa (Alerj) eram devolvidos ao gabinete do então deputado.

Também na decisão, é destacado que a atuação de Queiroz "não se limitava a arrecadar valores dos assessores (na prática da "rachadinha"), mas também em transferir parte dos valores para o patrimônio familiar" de Flávio Bolsonaro.

Queiroz pagou mensalidades das filhas de Flávio
A decisão também cita ter sido demonstrado pelo MPRJ que Queiroz pagou, em dinheiro, dois títulos de R$ 3.382 e R$ 3.560 reais em 1º de outubro de 2018, para o pagamento das mensalidades escolares das filhas do ex-deputado estadual.

Outro dado do inquérito, apurado pelo Jornal Nacional, indicou que gravações e documentos levantam a suspeita de que os pagamentos feitos pelo ex-assessor teriam saído do dinheiro da "rachadinha".

Consta ainda na decisão, que documentos apreendidos na casa da mulher de Queiroz, Márcia Oliveira de Aguiar, comprovam que ela recebeu pelo menos R$ 174 mil "em espécie de origem desconhecida e usou para pagar as despesas do Hospital Albert Einstein", onde o ex-assessor ficou internado, também em dinheiro.


Tags: Mais de R$ 100 mil - Na decisão da Justiç

Fonte: globo  |  Publicado por: Da Redação
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